Educadora 950

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 A Rádio da Família Cristã

Terminou no começo da noite desta segunda-feira, 6, a audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), para elaborar relatório do julgamento da ação que visa a declarar inconstitucionais os artigos 124 e 126 do Código Penal, que criminalizam a prática do aborto.

A arguição de descumprimento de preceito fundamental (a ADPF 442), foi apresentada pelo PSOL e descriminaliza mulheres que façam a interrupção voluntária da gestação até a 12ª semana da gravidez. Caso o julgamento acolha a ação, a equipe médica envolvida no procedimento também não poderá ser punida.

Não há prazo para Rosa Weber apresentar o seu parecer. No encerramento da audiência, a ministra declarou que o “próximo tempo é de reflexão”. Ao concluir o voto, ela encaminhará relatório aos demais ministros do STF. Antes disso, Rosa Weber deverá pedir manifestação da Procuradoria-Geral da República e também decidir sobre as demandas de instituições que querem se manifestar como amicus curiae (amigo da corte) associado à causa, durante o julgamento no Plenário do Supremo.

Tanto nesta segunda-feira como na sexta-feira, participantes e expectadores da audiência avaliaram que foram ouvidas mais pessoas favoráveis à descriminalização do que contrárias. De acordo com o Supremo, foram recebidos mais de 180 pedidos para participar da audiência, foram acolhidos 52 pedidos.

 

“No oratório, rendemos a Deus a homenagem da adoração, nos hospital o encontramos pessoalmente”, costumava dizer São Caetano, padroeiro do pão e do trabalho, cuja festa é celebrada neste dia 7 de agosto.

São Caetano nasceu em Vicenza (Itália) em 1480. Estudou na Universidade de Pádua, formando-se na teologia e doutorando-se em direito civil e canônico.

Sua inquietude o levou a Roma, onde em pouco tempo foi nomeado secretário do Papa Júlio II. Com a morte do Pontífice, quis se preparar para o sacerdócio e foi ordenado em 1516, aos 36 anos.

Fundou em Roma a “Confraria do Amor Divino”, associação de clérigos que promovia a glória de Deus. Depois, ingressou no Oratório de São Jerônimo, que seguia a mesma linha da obra que tinha fundado, mas incluía também leigos pobres.

Seus amigos não gostaram dessa decisão, pois consideravam que alguém de linhagem como ele não deveria estar ali. Mas, o santo seguiu adiante, atendendo até mesmo os pacientes com doenças que muitos desprezavam.

Estando em Veneza, implantou a bênção com o Santíssimo Sacramento e incentivou a comunhão frequente. Uma vez escreveu: “Não estarei satisfeito até que veja os cristãos se aproximarem do banquete celestial com simplicidade de crianças famintas e alegres, e não cheios de medo e falsa vergonha”.

Naquela época, a cristandade passava por um período de crise. São Caetano, contemporâneo de Lutero, incentivava uma verdadeira reforma de vida e costumes na Igreja, mas sem dividi-la.

Em Roma, junto com alguns companheiros, fundou a Ordem dos Clérigos Regulares Teatinos, que buscava a renovação do clero, a pregação da doutrina, o cuidado dos doentes e a restauração do uso frequente dos sacramentos.

São Caetano teve que sofrer incompreensões e rechaços pela missão renovadora que tinha empreendido. Mais tarde, com o Beato João Marinoni, o santo fundou os “Montes de Piedade” para libertar da miséria pobres e marginalizados.

Ao final de sua vida, abriu um asilo para idosos e hospitais. Quando ficou muito doente, os médicos sugeriram que colocasse um colchão sobre sua cama de tábuas, mas o santo respondeu: “Meu salvador morreu na cruz; deixe-me pois morrer também sobre um madeiro”. Partiu para a Casa do Pai em Nápoles, em 7 de agosto de 1547, aos 77 anos.

O Papa Francisco, desde que era Cardeal, tem um carinho especial por São Caetano, que também é muito querido na Argentina. São inúmeros os peregrinos que vão venerá-lo no templo em honra deste santo, no bairro portenho de Liniers (Buenos Aires).

Fonte: ACI

Teve início na manhã desta segunda-feira, 6, na sala da Primeira Turma no Supremo Tribunal Federal, a segunda audiência pública a respeito da descriminalização do aborto até a 12ª semana.

primeira audiência foi realizada na sexta-feira, 3, em que argumentos favoráveis e contrários à legalização foram apresentados para que a relatora Rosa Weber possa construir seu relatório, que deve posteriormente ser votado no STF.

No primeiro dia de debate, além dos grupos pró-vida, 19 expositores entre entidades médicas, movimentos feministas e organizações internacionais defenderam o aborto, apresentando o número de práticas feitas no país e os riscos para a vida da mãe.

Na parte da manhã desta segunda-feira, a CNBB se pronunciou, na pessoa de Dom Ricardo Hoepers, bispo de Rio Grande (RS), e de Padre Eduardo de Oliveira e Silva, da Diocese de Osasco (SP), em defesa da vida.

Dom Ricardo lembrou que a discussão em relação ao aborto acusa, na verdade, um problema que o Brasil tem de saúde pública, e que neste momento deve-se pensar na criança, pois se a questão é de saúde, a lei deve proteger a criança e a mãe de forma proporcional. 

“O problema é que ninguém quer nominar esse inocente. Ele foi apagado, deletado dos nossos discursos para justificar esse intento em nome da autonomia e liberdade da mulher. Mas, a criança em desenvolvimento na 12ª semana é uma pessoa, uma existência, um indivíduo real, único e irrepetível e, provavelmente, neste momento, a mãe já escolheu um nome para seu filho”. 

O bispo também convidou a ministra Rosa Weber a conhecer as casas Pró-vida, antes de tomar sua decisão. “Nelas, a Sra. não vai encontrar só mulheres que recepcionaram os números 124 e 126 do Código Penal, não atentando contra a vida inocente, mas também encontrará os filhos que elas não abortaram dizendo: “obrigado porque me deixaram viver!!!”. A Sra. poderá mostrar ao mundo que nenhuma sociedade democrática está condenada e obrigada a legalizar o aborto por pressões externas. Poderá mostrar que nosso país não se rebaixa para interesses estrangeiros sobre nossa soberania.”

Padre Eduardo foi taxativo em relação ao papel do STF e denunciou tanto a discussão no Supremo quanto a ADPF, afirmando que os que defendem o aborto tiveram mais representantes dos que os que defendem a posição contrária. “Isto não respeita o princípio do contraditório que está expresso na Constituição”. 

Ao final, desmentiu os números mundiais apresentados sobre o aborto, apresentando os dados em cada um dos países em que foi liberado. “A conclusão é que, exatamente ao contrário do que foi sustentado aqui pelos que estão interessados em promover o aborto, quando se legaliza o aborto o número de abortos aumenta, e não diminui. É no primeiro mundo onde se praticam mais abortos, e não no Brasil. Por favor, não mintam para o povo brasileiro. Nós somos uma democracia.”

Participações

Ainda participam neste dia entidades como a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, o Conselho Nacional do Laicato do Brasil da Arquidiocese de Aracaju/SE, a Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família e a União dos Juristas Católicos de São Paulo (UJUCASP).

Dra Ângela Gandra Martins Silva é a representante da UJUCASP, e está confiante em relação à decisão do Tribunal. Ela afirma que não há descumprimento de preceito fundamental, nem suposto direito constitucional ao aborto, uma vez que o assunto foi discutido pelos constituintes.

“Se o povo de fato quisesse mudar algo, deveria ir ao Legislativo, onde há vários projetos nesse sentido, principalmente a favor da vida. De qualquer forma, estou confiante que nossa Ministra Relatora Rosa Weber acompanhada colegialmente pela corte não cometerá esse aborto jurídico!”, declarou em entrevista ao noticias.cancaonova.com.

A especialista, além de representar a entidade, diz que defende a vida como professora de filosofia do Direito, como antropóloga, como mulher e como ser humano. Dra. Ângela afirma que o que a move não são as estatísticas, mas a raiz do problema a ser solucionado, e ressalta que o direito deve fortalecer as relações humanas. 

“Que espécie de relações humanas estamos protegendo ao legalizar o aborto? Temos que encarar as crises sociais com profundidade. Não são as estatísticas que atestam o que é humano. Também tivemos o holocausto, a escravidão ou a corrupção em larga escala. O que importa é saber o que é o ser humano para dar-lhe o que é devido. Quando uma sociedade clama pelo aborto há algo de muito infra-humano ou anti-humano “por baixo do sol…” E somente uma verdadeira racionalidade humana poderá resolver, como diria a filósofa Hannah Arendt.”

A audiência desta segunda-feira teve início às 8h40 e está prevista para terminar às 18h20.

Fonte: Canção Nova

Sobral é uma das cidades na lista de prevenção da Secretaria de Saúde do Estado, classificada de alto risco por critérios como alta densidade demográfica e fluxo intenso de pessoas. Campanha de vacinação vai até o final de agosto

O sarampo, erradicado no Brasil desde 2015, volta a ser uma ameaça à saúde e até à vida das crianças. Segundo o mais recente boletim epidemiológico divulgado na quinta-feira, 2, pelo Ministério da Saúde, o País já registra 1.053 casos confirmados de sarampo, nenhum dos quais no Ceará. No entanto, as vigilâncias em saúde a nível municipal e estadual estão atentas ao risco. Em Sobral, a expectativa é vacinar 11.597 crianças de 1 ano a menores de cinco anos na Campanha de Vacinação contra sarampo e poliomielite que começa nesta segunda-feira, 6, e vai até 31 de agosto. Em todo o País serão 11 milhões de crianças imunizadas. A vacina contra o sarampo usada na campanha é a Tríplice Viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba.
A estratégia de imunização é a mais importante em casos de doenças como o sarampo, segundo a Coordenadora de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Estado, Daniele Queiroz. Ela explicou que desde 2015, quando a doença foi erradicada no Estado, a Secretaria passou a intensificar a vigilância com uma análise de priorização de municípios para a prevenção de novos casos. Foi definida uma lista de municípios prioritários de alto e muito alto risco de acordo com critérios como alta densidade demográfica com intensos aglomerados urbanos, maior presença de áreas urbanas e fluxo intenso de pessoas em virtude de trabalho ou turismo, por exemplo.
Dentro dessa lista de prevenção está Sobral junto a outros 56 municípios. Destes, segundo Daniele, 48 já foram visitados pela Secretaria de Saúde. Segundo Daniele Queiroz, não se pode dizer que haverá novamente casos da doença no estado. “O objetivo é encontrar territórios prioritários para análise de risco. No entanto, para se ter uma epidemia no Ceará seria necessário que alguém chegasse doente. Desde 2015, não temos nenhum caso da doença”, ressalta.
Em Sobral, o objetivo é vacinar 100% das crianças de 1 ano a menores de 5 anos, segundo a Coordenadora da Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do município, Francisca Escócio “Trata-se de uma doença totalmente prevenível por vacina. Temos condições favoráveis de prevenção”, ressalta. A volta do risco do sarampo deve-se a um afrouxamento das medidas de prevenção, segundo Escócio, com pais não tendo a devida preocupação de levar os filhos aos postos de saúde.
“A atual geração não conheceu o sarampo, mas é uma doença séria que pode causar problemas de visão, audição, retardo mental e até a morte”, alerta Escócio. O maior risco é a rápida disseminação da doença. A coordenadora lembra ainda que todos os países da América Latina possuem o selo que os identifica como nações livres do sarampo. Se o Brasil perder o título, todos os demais países também serão prejudicados.

Prevenção
No Brasil, a maioria dos casos confirmados de sarampo foram na Região Norte, sendo 742 no Amazonas e 280 em Roraima. Há ainda casos considerados isolados em São Paulo (1), no Rio de Janeiro (14), no Rio Grande do Sul (13), em Rondônia (1) e no Pará (2). Pelo menos 4.470 casos permanecem em investigação no Amazonas e 106 em Roraima, segundo o Ministério da Saúde. “O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário ao estado. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados”, informou em nota.
A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Sarampo tem como meta imunizar pelo menos 95% do público-alvo, numa tentativa de reduzir a possibilidade de retorno da pólio e a chamada reemergência do sarampo, doenças já eliminadas no Brasil. Em 2017, dados preliminares apontam que a cobertura no Brasil foi de 85,2% na primeira dose contra o sarampo (tríplice viral) e de 69,9% na segunda dose (tetra viral).
Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem ser levadas aos postos de vacinação, independentemente da situação vacinal. Mesmo as crianças que já foram vacinadas anteriormente devem ser levadas aos postos. Quem estiver com o esquema vacinal incompleto receberá as doses necessárias para atualização e quem estiver com o esquema vacinal completo receberá outro reforço.

Missão realizada de 26 a 29 de julho contou com mais de 400 participantes jovens

Centenas de jovens da Diocese de Sobral tiveram uma experiência missionária em que puderam levar às famílias a palavra de Deus e celebrar a unidade entre a quinta-feira, 26, e o domingo, 29 de julho. A IV Missão Jovem Diocesana na Paróquia São Manuel do Marco contou ainda com momentos de oração, animação, celebração eucarística e noite cultural. Foram mais de 400 missionários internos (em especial os crismandos da paróquia) e externos, vindos de outras paróquias.
Da Região Episcopal da Sede, enviaram missionários as paróquias do Patrocínio, Ressurreição, Sagrado Coração de Jesus, Sumaré e Jaibaras. Da Região Episcopal do Coreaú, participaram Coreaú, Massapê, Meruoca e Senador Sá. Da Região Episcopal do Araras, a paróquia de Varjota. Da Região Episcopal Vale do Acaraú, estiveram presentes Jijoca, Morrinhos e Santana do Acaraú. As dioceses de Quixadá e de Tianguá (Paróquia de Graça) também enviaram missionários. Estiveram presentes ainda os seminaristas do Propedêutico e da Filosofia.
A programação teve início na quinta-feira, 26, às 18h, com missa do envio, no Santuário Sagrado Coração de Jesus. Na celebração eucarística foram abençoados, de modo especial, os idosos em virtude da memória de São Joaquim e Sant’Ana. Também foi abençoada água para as visitas às famílias e os missionários receberam bênção de envio. Os jovens missionários foram recebidos pela Comissão Paroquial da IV Missão. Pe. Raimundo Nonato Timbó de Paiva, pároco da Paróquia do Marco, avaliou, durante a missa de encerramento, que a missão alcançou seus objetivos. “Todos os crismandos de nossa paróquia foram considerados missionários internos, o que foi uma boa experiência. Gostaria de agradecer às paróquias que enviaram seus missionários. Foi uma experiência concreta que fizemos de unidade, de fraternidade, de reflexão e de missão”, ressalta.

Partilhar
A liturgia da missa de encerramento no domingo, 29 de julho, abordou o tema da partilha, com o Evangelho da multiplicação dos pães. “Ninguém pode reter para si o que Deus dá para todos”, ressalta Pe. Raimundo Nonato explicando que evangelizar e partilhar os bens é um chamado de todos os cristãos. “Felipe achava que só quem tem dinheiro pode partilhar. Por isso, ele disse que nem 200 denários seriam suficientes para alimentar o povo. Felipe acreditava que o bem-estar iria depender da partilha dos ricos, mas o Senhor quer mostrar outra realidade. Jesus mostra a possibilidade de haver uma grande partilha entre todos e olha não apenas para a alma das pessoas, mas também para o estômago, para a realidade bem concreta”, ressalta.
Jesus também pede que os mais de cinco mil homens se sentem como forma de mostrar que todos são livres em Deus. “Só comiam sentadas as pessoas livres. As pessoas escravas não poderiam se sentar para se alimentar”, explica o sacerdote. A passagem da multiplicação dos pães é ainda uma preparação para que ainda no sexto capítulo do Evangelho de São João Jesus mesmo diga ser o pão da vida. “O pão de Deus é aquele que desce do céu e dá a vida ao mundo. Quem come minha carne e bebe meu sangue tem a vida eterna. É um prenúncio da santa eucaristia”, completa.

Unidade e missão
Wendel Johnson, catequista da Paróquia São Manuel do Marco
Representando os catequistas da Paróquia do Marco, Wendel Johnson destacou que um dos maiores frutos da missão foi a unidade dos grupos juvenis da paróquia. “Pe. Raimundo Nonato sempre nos fala que precisamos ir ao encontro e convidar as pessoas e não apenas esperar que elas venham à Igreja. Foi muito bom porque vimos a unidade dos grupos juvenis da nossa paróquia”, ressalta. Wendel disse ainda ser necessário que o movimento evangelizador siga na Paróquia.

Revonar espiritual
Eduardo Lima, seminarista da paróquia Imaculada Conceição de Hidrolândia
Evangelizar é sempre um aprendizado e um renovar espiritual, segundo o seminarista da paróquia Imaculada Conceição de Hidrolândia, Eduardo Lima. “Renovar espiritual para nós missionários e também para as pessoas que visitamos. Pude perceber junto às famílias as dores e alegrias e quantos corações feridos e machucados. A realidade é ainda muito dura e quanto mais evangelizamos, mais vemos a necessidade de evangelizar. Por isso, a missão continua, nunca acaba. Vemos nos olhos das pessoas a necessidade de Deus, a sede de Deus e não podemos ficar parados, acomodados”, ressalta. Os missionários, segundo Eduardo, devem levar ao povo a misericórdia de Deus. “A missão é escutar as pessoas e, partir do problema posto, falarmos sobre Deus e sobre a misericórdia de Deus, o perdão e o amor de Deus por cada um de nós”, avalia.

Paróquia do Cristo Ressuscitado está promovendo uma semana em honra ao Servo de Deus Pe. Ibiapina. Neste sábado, 4, a paróquia programou uma ação social de 8h às 12h com profissionais da Saúde, jurídicos e de cidadania

Conhecido como o “apóstolo do Nordeste”, Pe. Ibiapina nasceu na fazenda Morro do Jaibara, em Sobral, no dia 5 de agosto de 1806. Em seu período como missionário, empreendeu diversas viagens em um infatigável trabalho apostólico que contemplou vários estados: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba. Antes de ser sacerdote, Pe. Ibiapina atuou como advogado, renomado juiz de direito e chefe de polícia. Após sua atuação como magistrado, foi eleito deputado, o mais votado à assembléia da nação, na legislatura de 1834-1837; defendeu, no parlamento, a causa dos pobres e dos explorados. Neste ano, em celebração aos 212 anos de nascimento de Pe. Ibiapina, a Paróquia do Cristo Ressuscitado está promovendo uma semana em honra ao Servo de Deus.
A programação na Paróquia teve início na quinta-feira, 2, com o 1º dia do Tríduo às 17h30. Na sexta-feira, 3, a celebração do segundo dia do tríduo às 17h30 foi seguida pela Exposição Padre Ibiapina a partir das 18h. Neste sábado, 4, a paróquia programou uma ação social de 8h às 12h com profissionais da Saúde, setores jurídicos e de cidadania. A missa do terceiro dia do tríduo será às 19h. No domingo, 5, haverá Ofício de Nossa Senhora às 6h com Legião de Maria. O terço da misericórdia e a Adoração ao Santíssimo estarão na programação das 15 às 18h. O encerramento será com Santa Missa às 19h.
Pe. Ibiapina recebeu, no batismo, o nome de José Antonio Pereira Ibiapina. Foi o terceiro filho de um casal pobre, o senhor Francisco Miguel Pereira e dona Teresa de Jesus. Matriculou-se no curso jurídico, formando-se na 1ª turma de Olinda em 1832. No ano seguinte foi nomeado Juiz de Direito e chefe de polícia em Quixeramobim, no Ceará. Também foi eleito deputado de 1834 e 1837, lutando a favor dos pobres. Deixando a carreira política, dedicou-se à advocacia, revelando-se um brilhante advogado, patrocinando, sobretudo, as causas mais difíceis de pessoas desamparadas.

Vocação sacerdotal
Ibiapina, no entanto, só chegou a abraçar a sua verdadeira vocação quando completou 47 anos de idade, ao ordenar-se sacerdote, no dia 26 de julho de 1853. Como padre, trocou o seu sobre nome de Pereira pelo de Maria, em homenagem à Mãe de Jesus, passando a ser chamar Padre José Antônio Maria Ibiapina. Contam os biógrafos que Nossa Senhora apareceu a Padre Ibiapina na extremidade da vida, como tem feito aos Santos.
Missionário itinerante, pensou à frente do seu tempo, atravessou séculos, previu mudanças sociais que se fariam necessárias para construir um futuro humano e cristão para as populações que viriam. Foi assim que decidiu viver junto ao povo, partilhar suas carências e limitações, e resolver, coletivamente, as situações que afligiam as comunidades rurais.
Durante 28 anos, entre 1855 e 1883, Padre Ibiapina realizou missões populares, organizou o povo, reconciliou os ânimos, levantou hospitais, construiu açudes, edificou cemitérios e, sobretudo, ergueu e instituiu as suas famosas casas de caridade. A região percorrida mede 601.758 km 7,07% do território total do Brasil (território maior do que o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná correspondendo a uma área maior do que Portugal, Itália, Alemanha, Holanda, e Bélgica, juntos). Devido as suas viagens missionárias o comparam com os grandes missionários da igreja, como: São Paulo, Santo Antônio de Pádua, São Francisco Xavier
Sua morte ocorreu numa segunda-feira. 19 de Fevereiro de 1883, às 18h, na sua pequena residência, em Santa Fé (Solânea-Pb), onde está o seu túmulo, visitado por uma imensa multidão de fiéis, de modo especial todos os dias 19 de cada mês.

Ações concretas
Em suas andanças, realizou ações concretas com as populações e levou o povo a confiar em sua própria capacidade de agir e participar. Por onde passava, deixou seu testemunho em obras concretas. Em mutirão, fez 22 Casas de caridade, construiu hospitais, cemitérios, igrejas e capelas. Nas regiões secas, fez açudes para aliviar a sede de populações inteiras.
Na terrível seca de 1877, foram registradas as seguintes palavras do Padre Ibiapina: “Enquanto tivermos água, haverá para todos, Quando não houver mais, morreremos de sede com eles todos.” (Com informações do livro Memória do Padre Ibiapina – O Santo de Santa Fé elaborado pela Diocese de Guarabira/PB)

Na noite do dia 12 de julho próximo passado, nas dependências do Pinus Restaurante, realizou-se a assembleia festiva de posse da nova diretoria do Lions Clube Sobral Caiçara, eleita para o ano leonístico 2018/2019.
A solenidade de posse foi conduzida pelo ex governador do distrito LA-4, Audísio de Almeida Aguiar que, em nome do presidente de Lions Clube Internacional, empossava a companheira Francina da Silva Angelim na presidência do Clube para o biênio 2018/2019. Na oportunidade, tomaram posse os companheiros Audísio de Almeida Aguiar no cargo de tesoureiro; Joab Aragão, no de secretário e os demais membros da diretoria nos seus respectivos cargos.
No repasse do cargo para a nova presidente, a companheira Lúcia Rocha, num discurso objetivo, agradeceu aos companheiros da sua gestão o empenho recebido durante o seu mandato que ora findava e, finalizando, desejou sucesso à nova administração.
Por sua vez, a presidente Francina, num breve discurso, comprometeu-se, juntamente com a ajuda de todos, conduzir o clube sempre pautado no lema de Lions Internacional: a prestação de serviços.
No final da solenidade, foi servido um jantar para os associados e um grande número de convidados.

Cidade do Vaticano

A Conferência Episcopal da Nicarágua tomou a decisão de que seu país não será mais sede dos “Dias das Dioceses” em preparação prévia da JMJ, no Panamá 2019, por causa da situação em que se encontra o país.

A decisão foi emitida, por meio de um comunicado de imprensa, pelo Padre Jhader Hernandez, da Conferência dos Bispos Nicaraguenses, que enviou a carta a Dom José Domingo Ulloa Mendieta, Presidente da Comissão organizadora da JMJ/2019.

Carta à Comissão da JMJ

Na carta ao Presidente da Comissão organizadora da JMJ, arcebispo Dom José Domingo Ulloa Mendieta, o Padre Jhader escreve:

«Através desta carta queremos, antes de tudo, agradecer-lhes pela confiança e apoio que depositaram em nós para sermos sede dos “Dias nas Dioceses” da JMJ em janeiro de 2019. Mas, devido às circunstâncias sócio-políticas, que atravessamos em nosso país, a Conferência Episcopal da Nicarágua tomou a triste decisão de renunciar em ser sede dos “Dias das dioceses” pela segurança dos peregrinos e dos nossos agentes de pastoral envolvidos nesta experiência eclesial».

Nota de Imprensa do Panamá

Ao receber a Carta dos Bispos nicaraguenses, a Comissão organizadora da JMJ do Panamá, emitiu o seguinte comunicado de imprensa:

«Recebemos a carta da Igreja irmã da Nicarágua, na qual anuncia sua renúncia a realizar os “Dias nas Dioceses” da JMJ, evento internacional, do qual nosso país, da região centro-americana, será sede. Por isso, encorajamos os peregrinos a viverem esta experiência dos “Dias nas Dioceses” nas dioceses de Costa Rica e Panamá, que vão acolhê-los e partilhar com vocês este período prévio de preparação da JMJ, um evento rico que marcará, de modo especial, a vida da juventude».

Fonte: Vatican News

 

Desde que foi nomeado como bispo para a diocese de Rio Grande (RS) em 17 de fevereiro de 2016, Dom Ricardo Hoepers elegeu a inspiração bíblica: “Escolhe, pois a vida” (Dt 30, 19) como seu lema episcopal. Não se trata de uma escolha aleatória. Sua trajetória como religioso e bispo da Igreja Católica vem sendo marcada por essa escolha.

Com formação acadêmica voltada para a área da Teologia Moral e Bioética e doutorado na faculdade Alfonsiana, em Roma, ele integra o esforço que o Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vem fazendo na Promoção e Defesa da Vida, na articulação de um Observatório de Bioética junto as Universidades Católicas e outras instituições de ensino superior.

Pedido pró aborto pode representar riscos à democracia Dom Hoepers é autor do livro “Teologia moral no Brasil: um perfil histórico” e possui uma atuação na área da saúde, em Curitiba (PR), desde quando atuava como padre, na área hospitalar e participado dos Comitês de Ética em Pesquisa com seres Humanos e Comitês de Bioética. Estes fatos o credenciaram a representar a CNBB em seminário promovido pela Câmara dos Deputados sobre a Arguição de Preceito Fundamental (ADPF) nº 442 sobre a “Descriminalização do Aborto”, em maio deste ano. E agora novamente, por 10 minutos, o religioso representará a entidade dia 6 de agosto, na segunda parte da audiência pública sobre o mesmo tema promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O ponto central de sua defesa, como informou ao Portal da CNBB, é o argumento defendido pela Igreja Católica no Brasil, em nota da CNBB de 11 de abril de 2017: “defender a vida na sua integralidade, inviolabilidade e dignidade, desde a concepção até a morte natural”. Na ocsasião, o religioso representará a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB.

Em entrevista, o bispo fala da colocação que fará no STF:

CNBBQual vai ser o centro da sua estratégia de argumentação oral na defesa do ponto de vista da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil na audiência pública no dia 6 de agosto?

Dom Ricardo Hoepers: Terei 10 minutos para explicitar as razões pelas quais somos contra a descriminalização do aborto. O ponto central está na Nota da CNBB de 11 de abril de 2017, “Pela vida, contra o aborto”, onde estão presentes os fundamentos de nossa posição: “defender a vida na sua integralidade, inviolabilidade e dignidade, desde a concepção até a morte natural”.

O direito a vida é o mais fundamental de todos os direitos e, por isso, em primeiro lugar, não se trata de um discurso religioso ou fundamentalista por parte da Igreja. Mas, se trata de uma verdade científica, que reconhece e comprova o início da vida na concepção. Quando falamos em 12 semanas, significa a 12ª semana do desenvolvimento de uma vida humana, com um coração batendo, rins, estômago, fígado funcionando. É uma vida frágil, vulnerável que não tem como se defender.

A natureza humana preparou no ventre da mulher o lugar mais adequado e seguro para a fase inicial da nossa vida. Dizer que a gestação é uma imposição/obrigação que compromete a liberdade da mulher é o argumento mais estranho à razão humana, pois todos os que defendem esse argumento só o fazem porque um dia puderam nascer. É desproporcional, injusto e irracional defendermos um crime contra a nós mesmos definindo até a etapa quando se pode interromper essa vida. É desproporcional porque a mulher tem muitas maneiras de exercer sua autonomia, mas a criança só tem uma possibilidade para vir a nascer. É injusto porque se trata de uma vida independente e autônoma contra uma vida indefesa e inocente. É irracional porque estamos sendo permissivos contra nossa própria natureza colocando em risco a vida nascente das futuras gerações.

Aborto, do latim, ab ortus (privação do nascer), é um atentado contra à vida e, segundo o Papa São João Paulo II, “o aborto direto, isto é, desejado como fim e como meio, constitui sempre uma desordem moral grave, enquanto morte deliberada de um ser humano inocente”(EV 62), um crime hediondo, assim como serão hediondos todos os outros crimes contra a vida humana nas diferentes fases ou situações de vulnerabilidade como o embrião, o feto, a criança, o jovem, o idoso, a pessoa com deficiência, etc. Nossa posição é da vida plena, do cuidado, do direito à dignidade, não pelas nossas qualidades, mas pela sacralidade da nossa vida: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

CNBB: A maior parte dos expositores, pelas informações já disponibilizadas, representa grupos ligados à defesa da legalização do aborto. Isto não cria uma assimetria na defesa dos argumentos?

Dom Ricardo Hoepers: É difícil compreender esse processo e os critérios que definiram a escolha desproporcional das posições que representam a sociedade brasileira. É difícil aceitar que instituições de interesse internacional tenham prioridade sobre as nossas instituições e sobre a nossa legislação. É difícil compreender que um assunto de tamanha relevância se limite a dois dias de argumentações.

Lembramos que o tema não deveria estar sendo discutido no âmbito do Judiciário e sim no Legislativo. Nós temos todo um histórico de debate sobre o aborto na Câmara dos Deputados que foram legitimamente escolhidos para nos representar na definição das leis e de suas prerrogativas. Mas a condução do tema da descriminalização do aborto tomou um rumo estranho ao caminho democrático de modo que, o Supremo Tribunal Federal, desprezando e desconsiderando o papel bicameral do nosso Legislativo, tomou para si essa responsabilidade.

CNBB: Como bispo católico qual o caminho o senhor indicaria às mulheres que estão vivendo o processo de gravidez e, por algum motivo, já pensaram ou pensam abortar? O que a Igreja pode fazer por mulheres que enfrentam esta situação concreta?

Dom Ricardo Hoepers: O aborto não é uma conquista, mas é um drama social que corrói as mesmas raízes da convivência humana: isso deve ser prevenido com meios adequados. Por isso é importante políticas públicas protetivas à mulher, dando à ela segurança e acompanhamento necessários. O Papa São João Paulo II na Encíclica Evangelium Vitae deu sua mensagem às mulheres, de modo que pede que não caiam no desânimo e não abandonem a esperança. As mulheres podem ser as artífices de um novo olhar sobre a vida humana (EV, 99): “Um pensamento especial quereria reservá-lo para vós, mulheres, que recorrestes ao aborto. A Igreja está a par dos numerosos condicionalismos que poderiam ter influído sobre a vossa decisão, e não duvida que, em muitos casos, se tratou de uma decisão difícil, talvez dramática. Provavelmente a ferida no vosso espírito ainda não está sarada. Na realidade, aquilo que aconteceu, foi e permanece profundamente injusto. Mas não vos deixeis cair no desânimo, nem percais a esperança. Sabei, antes, compreender o que se verificou e interpretai-o em toda a sua verdade. Se não o fizestes ainda, abri-vos com humildade e confiança ao arrependimento: o Pai de toda a misericórdia espera-vos para vos oferecer o seu perdão e a sua paz no sacramento da Reconciliação. A este mesmo Pai e à sua misericórdia, podeis com esperança confiar o vosso menino. Ajudadas pelo conselho e pela solidariedade de pessoas amigas e competentes, podereis contar-vos, com o vosso doloroso testemunho, entre os mais eloquentes defensores do direito de todos à vida. Através do vosso compromisso a favor da vida, coroado eventualmente com o nascimento de novos filhos e exercido através do acolhimento e atenção a quem está mais carecido de solidariedade, sereis artífices de um novo modo de olhar a vida do homem.”

Pelo Brasil, a cada dia, crescem as iniciativas pró-vida com casas de acolhida. Essas iniciativas já estão demonstrando que é muito mais eficaz e salutar à mãe (mulher), salvaguardar a criança (nascituro), do que dar a essas mulheres um trauma e um drama pelo resto de suas vidas. Destaco algumas delas: Casa Pró-vida Mãe Imaculada, em Curitiba (PR), Casa Luz, em Fortaleza (CE), Casa mater Rainha da Paz, Canoinhas (SC), Associação Guadalupe, em São José dos Campos (SP), Casa da Gestante Pró-Vida São Frei Galvão, em Nilópolis (RJ), Pró-Vida de Anápolis, em Anápolis (GO) e Comunidade Santos Inocentes, em Brasília (DF). Que sejamos capazes de acolher, cuidar, promover e defender a vida, pois, acima de tudo, o nosso Deus se fez criança e quis nascer de uma mulher. Que Nossa Senhora Aparecida proteja as mães e as crianças que estão por nascer. Amém.

Fonte: Canção Nova

A partir desta quinta-feira (2), o antigo Catecismo da Igreja Católica terá uma alteração promovida pelo papa Francisco.

A redação do ponto 2267 dizia: “O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de com provadas cabalmente a identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.”

Recentemente, a Congregação para a Doutrina e Fé afirmou que a antiga redação do Catecismo poderia “ser melhorada” diante do “desenvolvimento da compreensão da dignidade humana”.

Agora, a nova formulação do ponto 2267 declara que “durante muito tempo, considerou-se o recurso à pena de morte por parte da autoridade legítima, depois de um processo regular, como uma resposta adequada à gravidade de alguns delitos e um meio aceitável, ainda que extremo, para a tutela do bem comum”.

Dia ainda que “hoje vai-se tornando cada vez mais viva a consciência de que a dignidade da pessoa não se perde, mesmo depois de ter cometido crimes gravíssimos”. A porção final declara: “a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que ‘a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa’, e empenha-se com determinação a favor da sua abolição em todo o mundo”.

Tendência mundial

A decisão da Igreja Católica parece acompanhar uma tendência mundial de abolição da pena capital. De acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte (DPIC).

“Há um crescente consenso internacional que a pena de morte é uma violação dos direitos humanos”, explica Robert Dunham, diretor-executivo do DPIC.

Embora nenhum país tenha sido nomeado pelo papa, estudos mostram que os países que mais aplicam a pena capital são islâmicos: Irã, Arábia Saudita, Iraque e o Paquistão. Também integra a lista dos maiores índices a China – governada pelo Partido Comunista – mas que não divulga números oficiais. 

Fonte: Gospel Prime