Educadora 950

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 A Rádio da Família Cristã

O diretor da revista dos desuítas “Civiltà Cattolica”, Padre Antônio Spadaro – que faz parte da comitiva Papal nos Países Bálticos – concedeu uma entrevista ao nosso correspondente Alessandro De Carolis, sobre a assinatura em Pequim, no sábado, do Acordo Provisório entre a Santa Sé e a China, sobre a nomeação de Bispos.

Padre Antônio Spadaro, o que muda para a Igreja na China com a assinatura do Acordo entre a Santa Sé e o governo de Pequim?

«Com este Acordo, não há mais aquelas dificuldades que mantiveram a Igreja dividida entre duas comunidades. Assim, não há mais obstáculos para a comunhão da Igreja na China, na sua globalidade, e em relação com o Santo Padre. Este é o objetivo alcançado com este Acordo provisório. Ao mesmo tempo, conclui-se um processo, que durou longos anos, iniciado por João Paulo II, sobre a legalização, – ou a readmissão da comunhão com o Papa, – dos Bispos, que haviam sido ilegalmente ou ilicitamente, ou seja, uma ordenação feita pelo governo sem a autorização pontifícia. Desde o ano 2000, cerca de 40 Bispos foram legitimados e Francisco completou esta obra. Sem dúvida, este será um passo importante também para a missão do Evangelho. A Igreja, não mais dividida, poderá ser mais livre, vivendo neste um processo de reconciliação, de anunciar o Evangelho, que é mais importante».

Este Acordo provisório tem alguma relação com a Carta que Bento XVI escreveu aos católicos chineses em 2007?

«Bento XVI tinha uma ideia muito clara: era preciso encontrar um modo para estabelecer uma relação de confiança entre o governo chinês e as autoridades chinesas com a Santa Sé. Tal confiança abriria alas para o diálogo; assim sendo, aos poucos, chegaríamos a um ponto, no qual chegamos hoje. Logo, diria que Francisco realizou os profundos desejos, expressos por Bento XVI naquele documento tão importante».

Quais consequências poderia suscitar a assinatura deste Acordo provisório entre as Igrejas asiáticas, onde os católicos são quase sempre uma minoria?

«A Ásia é o continente do futuro. Há muitos católicos na Ásia, que, às vezes, constituem pequenas comunidades, mas, em alguns países, são extremamente dinâmicos. São comunidades que poderíamos definir como “vírgula zero”: pequenas, mas extremamente fortes; sementes para o futuro. A China tem uma enorme necessidade espiritual e a está expressando: as conversões ao cristianismo estão alcançando porcentagens muito altas. Trata-se, geralmente, de conversões ao protestantismo, porque as comunidades protestantes não têm vínculos particulares ou dificuldades com o governo e, portanto, são mais avantajadas na missão. A Igreja Católica, hoje, é chamada a responder a este grande desejo de Evangelho».

Falamos sobre um passado longo, sofrido. Agora, estamos falando de um presente novo, que começa sob os melhores auspícios. Tentando imaginar o futuro, o que se poderia dizer?

«O futuro consiste na pregação do Evangelho. Não há outros objetivos neste Acordo. Há uma dimensão pastoral que, obviamente, comportam sementes para o futuro. Contudo, devemos entender também o que isso significa para a Igreja Católica. Por exemplo, Bento XVI, em sua introdução no livro “A Luz do Mundo”, publicado na edição chinesa, auspiciava um cristianismo chinês, plenamente cristão e também chinês. O que isso poderia significar, em termos de teologia e reflexão, levando em conta a grande cultura deste país, sobre a qual o Papa Francisco se referiu várias vezes, dizendo-se “admirado” por tanta sabedoria? Repito, os desafios fundamentais são desafios de natureza pastoral; é preciso, hoje, anunciar o Evangelho e, provavelmente, – se quisermos – este Acordo pode ser também um sinal: um sinal de esperança, um sinal de paz, em um mundo, onde se continuam a construir muros, especialmente entre Ocidente e Oriente».

A assinatura deste Acordo provisório coincidiu com a primeira etapa da visita do Papa Francisco aos países Bálticos, na Lituânia. Conversando com as autoridades e com os jovens, o Papa falou sobre a importância de manter a alma e redescobrir as raízes de um povo. Podemos dizer que esta mensagem também pode ser aplicada aos católicos na China?

«A mensagem de Francisco aqui, na Lituânia, pode ser aplicada, certamente, a todos os católicos, também para os católicos chineses. Quando o Papa, aqui em Vilnius, falou de raízes, falou também de acolhimento e abertura. Quer dizer, no fundo, precisamos recuperar as raízes, não tanto para permanecermos apegados às raízes, sem que produzam frutos: essas raízes são raízes de árvores que produzem frutos. Por isso, o Papa disse muito claramente, já na sua chegada a Vilnius, que este país, de fortes raízes, soube acolher pessoas de nacionalidades, línguas e religiões diferentes. Eis o futuro!».

A história da Companhia de Jesus na China é longa e teve início há vários séculos – 500 anos atrás – com o Padre Matteo Ricci. O que a assinatura deste Acordo significa também para os Jesuítas?

«Para nós, Jesuítas, este Acordo significa muito, porque dizemos que a China está presente no coração de cada Jesuíta. Matteo Ricci é um homem que se formou na cultura renascentista e, absorvendo a cultura europeia, decidiu ir para a China. Precisamente esta sua formação permitiu-lhe dialogar com a cultura deste grande país: ele se apaixonou por ela e a absorveu. Depois dele, os Jesuítas absorveram esta cultura, mesmo o Confucionismo, e a transmitiram à Europa. Então, em que modo influenciaram a Europa? É impressionante como a evangelização, para esses primeiros Jesuítas, passa pelo profundo amor à cultura de um povo. Logo, não há nenhum desejo de evangelização fundamentalista, quase como missão cultural, mas o desejo de encontrar um povo com suas ideias e costumes. Fiquei muito impressionado pelo fato de que o “Global Times”, um jornal oficial chinês, no dia do Acordo assinado entre a China e a Santa Sé, tenha definido o Papa Francisco como “o primeiro Papa jesuíta”; fazendo um confronto direto com Matteo Ricci, disse que “este homem, como seu Predecessor, tinha e tem uma relação muito flexível e dinâmica quanto à evangelização, capaz de amar o seu povo”. Isto me impressionou muito, porque este é exatamente o significado do Acordo: construir a confiança, amar um povo!

Fonte: Site Notícias Católica

Reflexões sobre critérios de planejamento e avaliação em preparação para a 36ª Assembleia de Pastoral marcaram o momento. Houve ainda apresentação da Cartilha de Orientações Políticas elaborada pela CNBB

A IV Reunião do Conselho Diocesano de Pastoral aconteceu na manhã da quarta-feira (19) no auditório São João Paulo II, no CETRESO. O encontro para a preparação da 36º Assembleia de Pastoral da Diocese de Sobral, por meio de critérios apresentados sobre planejamento e avaliação, contou com a presença do bispo diocesano Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, vigários episcopais, coordenadores de movimentos, pastorais e outros organismos. Também houve a apresentação da Cartilha de Orientações Políticas elaborada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Dom Vasconcelos refletiu sobre os critérios necessários para se construir um bom planejamento. “É importante conhecer a realidade e detectar o que precisa ser feito. Estabelecer metas que precisam acontecer a curto, médio e longo prazo”, destacou. Segundo ele: “quem deve planejar algo é quem vai executar, caso contrário não faz sentido”. Quanto ao método de avaliação necessário na aplicação do instrumental para se caminhar com paz e unidade, é essencial verificar se os objetivos das pastorais e movimentos foram atingidos por meio de pontos importantes “baseados em resultados que terão a ver com qualidade humana, santificação e desenvolvimento de pessoas melhores no mundo melhor”, conclui ele.
Segundo Irmã Rozilda Cordeiro, coordenadora das pastorais sociais da Diocese de Sobral, a reunião teve como objetivo: “Focar no contexto em motivar os vigários episcopais e as coordenações a avaliarem o que nós fizemos neste ano e o que precisamos construir para 2019. Fazer avaliações nas paróquias e nas coordenações de base de pastorais para sistematizar com o método proposto; enfatizando a unidade e a comunhão”. O encontro começou também a preparação para a próxima Assembleia Diocesana de Pastoral ao ser apresentado o Instrumental que será aplicado em toda a Diocese; avaliação que visa articular a comunicação para a promoção da unidade dos trabalhos pastorais.

Cartilha política
Na apresentação da cartilha, realizada por Pe. João Jesuíno Marques, coordenador Diocesano de Pastoral, ele destaca que em meio ao período político de campanha eleitoral turbulento em que o país se encontra, as orientações políticas elaboradas pela CNBB “são fruto de uma equipe de peritos e estudiosos conhecedores do tema que trazem essa reflexão até nós”. É necessário que os cristãos abracem esse momento por amor a Jesus e à Igreja; esta que tem o “papel de oferecer elementos para reflexão na política; sem tomar posição”, ressalta ainda.
A cartilha é dividida em quatro partes que trazem as preocupações no meio da política como a corrupção, o incentivo da Igreja nas eleições como sua participação massiva na aprovação da lei da “Ficha Limpa”, as alterações na lei eleitoral com ênfase no conhecimento de que votos nulos ou brancos “não” anulam a eleição e a corresponsabilidade pelo Brasil na escolha de candidatos com boa índole.
Na era das Fake News (notícias falsas), Dom Vasconcelos afirma que além de ser um tema delicado, “na política devemos procurar compreender o contexto do tempo em que vivíamos e do que vivemos agora”. Não é papel do clero apontar candidatos, “está contra a doutrina social e orientação dos bispos”, enfatiza ele.

Fonte: Correio da Semana

A última quarta-feira (19/09) foi de comemoração e também reflexão para o padre Fábio de Melo.

Após alcançar a marca de 10 milhões de seguidores em sua página no Instagram, o religioso usou a rede social para pedir “menos ódio e preconceito” na web, e aproveitou para agradecer pelo carinho dos internautas:

“Tão difícil ser cristão. Tão penoso acatar os valores instituídos pela cruz. Tão mais fácil render-me ao moralismo hipócrita que me autoriza, em nome de Deus, odiar, segregar, ofender, desprezar”, começou ele.

“Enfrento um desafio diário de voltar à mística que me faz ser quem sou. Eu preciso voltar à cruz. É nela que encontro a simplicidade que desconstrói minhas pretensões e arrogâncias. Somos 10 milhões de seguidores. É com esta imagem que fiz hoje em minha casa que quero agradecer e celebrar”, continuou.

 

“Neste espaço a gente sorri, a gente reflete, a gente ama, a gente se encontra. Obrigado por estarem comigo. Obrigado por me permitirem ser quem sou. Que nesta grande praça virtual que somos nunca exista espaço para o ódio, para o preconceito e agressões. Sejamos aprendizes da cruz, amigos em Cristo”, completou.

Ao verem a mensagem, os internautas comemoram junto com o sacerdote:

“Encontro conforto e sabedoria em suas palavras, é um grande prazer poder ter o padre por perto”, disse uma internauta. “Está aí uma pessoa que me transmite paz até pela tela do celular! Seu dom com a palavra é grandioso”, elogiou uma fã. “Padre Fábio de Melo, sua sensibilidade em dizer tudo aquilo que o mundo precisa ouvir é impressionante”, escreveu uma seguidora.

Fonte: UOL

Domingos Pinto - Lisboa

“A falta de alimentos, a falta de medicamentos e a imigração forçada, são os três problemas mais graves que temos neste momento”. O diagnóstico é feito à VATICAN NEWS pela irmã Maria José González, da Cáritas da Venezuela, no final da visita que acaba de fazer a Portugal.

Uma visita a convite da Cáritas Portuguesa que teve início no passado dia 3 de setembro marcada por encontros diversos com entidades civis e religiosas, nomeadamente, o Presidente da República e o Núncio Apostólico, e ainda nas comunidades de portugueses regressados da Venezuela, na Madeira, Aveiro e Lisboa.

“A Venezuela atravessa a pior crise da sua história recente”, afirma a religiosa que dá conta do “aumento da pobreza com o deterioramento da qualidade de vida, o deterioramento da saúde e o acesso aos serviços púbicos, o aumento da violência, da insegurança”.

A diretora da Cáritas de Los Teques, capital do Estado de Miranda, está igualmente preocupada com a emigração lusa na Venezuela, nomeadamente, “os filhos de emigrantes portugueses que não querem vir para Portugal, mas a crise obriga-os a regressar”.

“Fala-se muito da crise política no país, mas desconhece-se a crise económica, social, que degenerou numa saída forçada do país”, explica a religiosa venezuelana.

Nesta perspetiva, a irmã Maria José González diz que “tem havido boa recetividade da parte do governo português para garantir a estadia ou a chegada desses portugueses”, e espera que “essa palavra seja realidade”.

A religiosa agradece também ao Papa Francisco “a sua preocupação para com este povo que sofre”, um papa que, “por ser da América Latina, também pode compreender muito mais a crise que estamos vivendo e nos tem ajudado muito em todos os momentos”.

Ao portal da Santa Sé, aquela responsável elogia a ajuda da Cáritas Portuguesa, em concreto no apoio às grávidas, na alimentação de crianças até aos 5 anos de idade, e ainda no acompanhamento da emigração.

Em 2017, a Cáritas Portuguesa enviou uma ajuda de cerca de 50 mil euros para a sua congénere da Venezuela para dar uma resposta de emergência a cerca de 24 mil pessoas em situação de carência social e económica.

Fonte: Vatican News

Em 29 de setembro, a Igrejacelebrará a Festa dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, que aparecem na Bíblia com missões importantes de Deus.

Por isso, apresentamos uma novena em honra a esses três amigos do céu que têm a tarefa de defender o homem na luta contra os planos do demônio:

Pelo Sinal da Santa Cruz. Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ato de Contrição

Senhor meu Jesus Cristo,
Deus e homem verdadeiro,
Criador e Redentor meu: por serdes Vós quem sois, sumamente bom
e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo,
pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos Ter ofendido;
pesa-me também de Ter perdido o céu e merecido o inferno;
e proponho firmemente, ajudado com o auxílio de Vossa divina graça,
emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender.
Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia.
Amém.

Oração inicial

Deus todo-poderoso e eterno, bendito e louvado sejais por toda a eternidade, e que todos os Anjos e homens, por Vós criados, Vos adorem, Vos amem e Vos sirvem, ó Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal!

E vós, Maria, Rainha de todos os Anjos, aceitai benignamente as nossas súplicas dirigidas aos vossos servos e apresentai-as junto do trono do Altíssimo – vós que sois a omnipotência suplicante e Medianeira das graças –, a fim de obtermos graça, salvação e auxílio. Amém.

Oração aos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

São Miguel Arcanjo, tu és o Príncipe das milícias celestiais, o vencedor do dragão infernal, recebeste de Deus a força e o poder para aniquilar por meio da humildade o orgulho dos poderes das trevas. Imploramos-te, suscita em nós a autêntica humildade do coração, a fidelidade inquebrantável, para cumprir sempre a vontade de Deus, a força no sofrimento e nas necessidades, ajuda-nos a subsistir diante do tribunal de Deus.

São Gabriel Arcanjo, tu és o anjo da Encarnação, o mensageiro fiel de Deus, abre nossos ouvidos para captar os menores sinais e chamados do coração amante de nosso Senhor; Permanece sempre diante de nossos olhos, imploramos-te, para que compreendamos corretamente a Palavra de Deus e a sigamos e obedeçamos para cumprir aquilo que Deus quer de nós. Faz-nos vigilantes na espera do Senhor para que não nos encontre adormecidos quando chegue.

São Rafael Arcanjo, tu és o mensageiro do amor de Deus. Imploramos-te, fere nosso coração com um amor ardente por Deus e não deixes que esta ferida se feche jamais para que permaneçamos sobre o caminho do amor na vidadiária e vençamos todos os obstáculos pela força deste amor.

Ajudai-nos grandes irmãos e santos, servidores como nós diante de Deus. Protegei-nos contra nós mesmos, contra nossa covardia e tibieza, contra nosso egoísmo e nossa avareza, contra nossa inveja e desconfiança, contra nossa suficiência e comodidade, contra nosso desejo de ser apreciados. Desligai-nos dos laços do pecado e de toda atadura ao mundo.

Desatai a venda que nós mesmos atamos sobre nossos olhos, para dispensar-nos de ver a miséria que nos rodeia, e poder olhar nosso próprio eu sem nos incomodar e com compaixão.

Cravai em nosso coração o aguilhão da santa inquietude de Deus, para que não cessemos jamais de busca-lo com paixão, contrição e amor.

Buscai em nós o Sangue de Nosso Senhor que se derramou por nós. Buscai em nós as lágrimas de nossa Rainha vertidas por nossa causa. Buscai em nós a imagem de Deus destroçada, desvanecida, deteriorada, imagem à qual Deus quis nos criar por amor.

Ajudai-nos a reconhecer Deus, a adorá-Lo, amá-Lo e servi-Lo. Ajudai-nos na luta contra os poderes das trevas que nos rodeiam e nos oprimem solapadamente.

Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para que, um dia, gozosos, possamos nos reunir na felicidade eterna. Amém.

(Diz-se as intenções da novena e reza-se três Pai Nosso, Ave Maria e Glória)

Invocações finais

São Miguel, luta ao nosso lado com teus anjos, ajuda-nos e roga por nós.

São Rafael, luta ao nosso lado com teus anjos, ajuda-nos e roga por nós.

São Gabriel, luta ao nosso lado com teus anjos, ajuda-nos e roga por nós.

Amém.

Fonte: ACI

Nunca insultar os pais! “Poderemos começar a honrar nossos pais com a liberdade de filhos adultos e com misericordiosa acolhida de seus limites”, “quando descobrirmos que o verdadeiro enigma não é mais “por que?”, mas “por quem?”” aconteceu isto ou aquilo que forjou a minha vida.

“Honrar pai e mãe”. O quarto mandamento foi o tema da catequese do Papa na Audiência Geral desta quarta-feira, 19, ao dar continuidade a sua série de reflexões sobre o Decálogo. Francisco pediu para nunca insultarmos os pais. Do Brasil estava presente um grupo do Colégio Santo Inácio, de Fortaleza.

O sentido de “honrar”

Francisco começou explicando aos 13 mil presentes na Praça São Pedro, numa quarta-feira com tempo instável na Cidade Eterna, o sentido desta “honra”, que em hebraico indica a glória, o valor, a consistência de uma realidade. Portanto, “honrar” significa reconhecer este valor.

Se “honrar a Deus nas Escrituras quer dizer reconhecer a sua realidade, considerar a sua presença”, dando a Ele “seu justo lugar na existência”, honrar pai e mãe quer dizer então “reconhecer a sua importância também com atos concretos, que exprimem dedicação, afeto, cuidado”, mas não só.

“Honra o teu pai e a tua mãe, como te ordenou o Senhor, para que se prolonguem os teus dias e prosperes na terra que te deu o Senhor teu Deus”. O quarto mandamento – explica o Papa – “contém um êxito”, ou seja, “honrar os pais leva a uma vida longa e feliz”.

Feridas da infância

De fato, “a palavra “felicidade” no Decálogo aparece somente ligada à relação com os pais”. E essa sabedoria milenar declara o que as ciências humanas conseguiram elaborar somente há pouco mais de um século, isto é, que as marcas da infância marcam toda a vida:

“Muitas vezes pode ser fácil entender se alguém cresceu em um ambiente saudável e equilibrado. Mas da mesma forma perceber se uma pessoa vem de experiências de abandono ou de violência. A nossa infância é um pouco como uma tinta indelével, se expressa nos gostos, nos modos de ser, mesmo que alguns tentem esconder as feridas de próprias origens”.

Reconhecimento por quem nos colocou no mundo

Francisco chama a atenção, que o quarto mandamento não fala da bondade dos pais, nem pede a eles que sejam perfeitos, mas, “fala de um ato dos filhos, independente dos méritos dos genitores, e diz uma coisa extraordinária e libertadora”:

“Mesmo que nem todos os pais sejam bons e nem todas as infâncias sejam serenas, todos os filhos podem ser felizes, porque a realização de uma vida plena e feliz depende do justo reconhecimento para com aqueles que nos colocaram no mundo”.

“ A realização de uma vida plena e feliz depende do justo reconhecimento para com aqueles que nos colocaram no mundo ”

Exemplo do Santos

O Papa ressalta o quanto este quarto mandamento “pode ser construtivo para tantos jovens que vem de histórias de dor e para todos aqueles que sofreram em sua juventude. Muitos santos – e muitos cristãos – depois de uma infância dolorosa viveram uma vida luminosa, porque, graças a Jesus Cristo, se reconciliaram com a vida:

“Pensemos ao hoje Beato, mas no próximo mês Santo Sulprizio, aquele jovem napolitano que há 19 anos acabou sua vida reconciliado com tantas dores, com tantas coisas, porque seu coração era sereno e jamais havia renegado seus pais. Pensemos em São Camilo de Lellis, que de uma infância desordenada construiu uma vida de amor e serviço; mas pensemos Santa Josefina Bakhita, crescida em uma escravidão horrível; ou ao abençoado Carlo Gnocchi, órfão e pobre; e ao próprio São João Paulo II, marcado pela perda da mãe em tenra idade”.

O homem, qualquer que seja a sua história, “recebe deste mandamento a orientação que conduz a Cristo”, em quem se manifesta de fato “o Pai verdadeiro, que nos oferece renascer do alto”.

“Os enigmas de nossas vidas se iluminam quando se descobre que Deus desde sempre nos preparou a vida como seus filhos, onde cada ato é uma missão dele recebida.”

Feridas como potencialidades

As nossas feridas – observou o Santo Padre – iniciam a ser “potencialidades” quando, por graça, descobrimos que o verdadeiro enigma não é mais “por que?”, mas “por quem?”” me aconteceu isto, explicando:

“Em vista de qual obra Deus me forjou através da minha história? Aqui tudo se inverte, tudo se torna precioso, tudo se torna construtivo. Então podemos começar a honrar nossos pais com a liberdade de filhos adultos e com misericordiosa acolhida de seus limites”.

“ Em vista de qual obra Deus me forjou através da minha história? ”

Jamais insultar pai e mãe

“Honrar os pais – exortou o Papa. Nos deram a vida”. E fez um pedido:

“Se você se afastou dos seus pais, mah, faça um esforço e volte, volte para eles. Talvez sejam idosos. Deram a vida a você. E depois, entre nós existe este costume de dizer coisas feias, mesmo palavrões. Por favor. Nunca, nunca, nunca insultar os outros, os pais dos outros. Nunca! Nunca se insulta a mãe, nunca insultar o pai. Nunca! Nunca! Tomem esta decisão interior. A partir de hoje nunca insultarei a mãe ou o pai de quem quer que seja. Nos deram a vida. Nunca devem ser insultados”.

Mas essa vida maravilhosa, disse o Papa Francisco ao concluir, nos é oferta, não imposta. Renascer em Cristo é uma graça a ser acolhida livremente e é o tesouro de nosso Batismo, no qual, por obra do Espírito Santo, um só é o Pai nosso, aquele de céu”.

Noticias Católica

Padre Marcelo Rossi usou suas redes sociais na última semana para desmentir um áudio atribuído a ele que viralizou por meio do Whatsapp, no qual é manifestado o apoio a um candidato a presidência do Brasil.

No último dia 13 de setembro, o sacerdote fez transmissões ao vivo em suas redes sociais Facebook e Instagram para alertar que não é dele a voz no áudio em que alguém expressa apoio à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL).

No áudio atribuído ao sacerdote, diz que Bolsonaro é “pró-família, pró-Deus e pró-valores”. Além disso, acrescenta: “E quando vejo quem são os inimigos do Bolsonaro, eu falo ‘eu estou escolhendo o cara certo para votar’”.

Por sua vez, Padre Marcelo informou que este áudio circula pelo WhatsApp, mas ele não tem esse aplicativo de mensagens. “Além de ser uma notícia mentirosa, eu jamais me meto em política”, pontuou.

“A minha função é orar pelo Brasil. Estou aqui diante da imagem de Nossa Senhora, pedindo misericórdia”, disse o sacerdote, ao pedir ajuda aos seus seguidores para acabar com essa fake news. “Se você descobrir quem é essa pessoa, eu quero orar por ela”, completou.

Fonte: ACI

Nem mesmo a chuva impediu que milhares de pessoas se reunissem no último sábado, 15 de setembro, em Curitiba (PR), para a Manifestação pela Vida, a fim de dizer ‘não’ à descriminalização do aborto no Brasil.

A manifestação ocorreu no Centro Cívico de Curitiba e foi convocada por meio de uma união inédita entre a Igreja Católica e Igrejas Evangélicas da cidade, a fim de denunciar o ativismo do judiciário e expressar-se contra a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 442/2017 (ADPF 442), que propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação e foi tema de audiência pública no início de agosto no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Onze pessoas não eleitas pelo povo não podem decidir pela vida ou morte das crianças em gestação, sem passar o projeto de lei pelo poder legislativo”, afirmou ao site da Arquidiocese de Curitiba o físico Robson Rodovalho, uma das lideranças presentes no evento.

O ato contou com a participação de diversas lideranças religiosas e pró-vida, como a cantora Zezé Luz, Padre Reginaldo Manzotti, Julio Cézar Freitas & Banda, entre outros. Os milhares de manifestantes carregavam cartazes e faixas com dizeres em favor da vida, além da adotar o lenço azul que se tornou símbolo das manifestações pró-vida, após a derrota do projeto de lei do aborto na Argentina.

Durante o evento, o Arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo ergue sua voz em defesa da vida e aproximou o microfone de um aparelho que ampliou o som do útero de uma gestante, permitindo que todos ouvissem o som do coração do bebê.

“Esse é o pequeno Júlio que está dizendo que a vida está acima de qualquer outra causa”, afirmou o Prelado.

 

Por sua vez, o líder cristão Cirino Ferro, do Conselho de Ministros Evangélicos do Paraná, lembrou que Curitiba é uma das primeiras cidades a realizar uma manifestação como esta e que a iniciativa está incentivando a organização novos atos em outros locais do Brasil, como o que ocorrerá no próximo dia 30 de setembro, em São Paulo.

Fonte: ACI

No total, 21,4 milhões de doses foram aplicadas, beneficiando 10,7 milhões de crianças. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira, 17

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo e a Poliomielite atingiu a meta de imunizar 95% do público-alvo estabelecida pelo governo federal. Enquanto a média geral de vacinação contra sarampo foi de 95,3%, a de poliomielite ficou em 95,4%. No total, 21,4 milhões de doses foram aplicadas, beneficiando 10,7 milhões de crianças. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira, 17, pelo Ministério da Saúde.

A campanha foi encerrada na sexta-feira, 14, depois de ter sido prorrogada pela pasta. Alguns estados e municípios, no entanto, mantêm a vacinação. Os números do ministério mostram variações da cobertura vacinal entre estados. Quinze deles atingiram a meta para as duas vacinas. Já São Paulo e Tocantins alcançaram o índice mínimo de 95% somente na vacinação contra pólio.

O Rio de Janeiro foi a unidade federativa com o pior desempenho da campanha, com uma cobertura de 83,3% contra poliomielite e de 84,4% contra sarampo, taxas que poderão ser melhoradas, já que a Secretaria de Saúde do estado decidiu prorrogar a ação até o próximo sábado, 22. Na sequência, aparece o Distrito Federal, com 88% e 87,5%, respectivamente.

De acordo com o ministério, 1.180 municípios não alcançaram a meta estabelecida pelo governo e cerca de 516 mil crianças ainda não tomaram as vacinas contra as duas doenças. A única faixa etária que não chegou ao índice esperado foi o de crianças de 1 ano, cuja cobertura está em 88%. Na última terça-feira, 11, a abrangência vacinal dessa faixa etária se encontrava em torno de 85%.

A orientação da pasta, este ano, era de que todas as crianças com mais de 1 ano e menos de 5 anos de idade recebessem doses das vacinas, inclusive se já tivessem sido imunizadas anteriormente. Caso a criança já tivesse sido vacinada, a nova dose serviria, portanto, de reforço.

A medida foi adotada em um contexto de surtos de sarampo no país, registrados no Amazonas e em Roraima e que foram relacionados à importação de uma variedade do vírus causador da doença. Segundo o governo federal, o genótipo do vírus (D8) que circula, hoje, no território brasileiro é o mesmo detectado na Venezuela, que enfrenta um alastramento da doença desde o ano passado.

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, destacou que o empenho da população e de profissionais de saúde foi fundamental para que se alcançassem os objetivos da campanha. “O sucesso da campanha é responsabilidade de todos que entenderam a importância de mantermos elevadas coberturas vacinais para evitar que doenças eliminadas voltem a circular no país, como tem acontecido com o sarampo. A vacina é a forma mais eficaz de proteger nossas crianças contra essas doenças”, afirmou.

O sarampo e a poliomielite são doenças infectocontagiosas que podem resultar em complicações graves para as crianças, podendo levar até a morte. Entre as sequelas da poliomielite estão, por exemplo, paralisia de membros inferiores e de músculos da fala e de deglutição, osteoporose e atrofia muscular. Já o quadro de pacientes com sarampo, por sua vez, pode evoluir para doenças como pneumonia.

Casos de sarampo

Boletim do Ministério da Saúde mostra que, até o dia 10 de setembro, 1.673 casos de sarampo haviam sido confirmados no Brasil. Do total, 1.326 foram confirmados no Amazonas, unidade federativa que soma, ainda, 7.738 ocorrências em investigação. No Amazonas, 301 casos da doença foram confirmados e 74 casos ainda estão sendo averiguados.

Alguns casos isolados da doença foram identificados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Pernambuco e Pará. Além disso, até o momento, no país, oito pessoas morreram em decorrência do sarampo, sendo quatro em Roraima e quatro no Amazonas.

Fonte: Canção Nova

Terça, 18 Setembro 2018 13:37

Sacerdote italiano sequestrado no Níger

O trabalho do padre Pierluigi Maccalli entrava em choque com práticas das culturas tradicionais africanas, o que pode ter motivado o sequestro.
 

Cidade do Vaticano

“Na noite entre a segunda-feira 17 e terça-feira 18, foi sequestrado por supostos jihadistas ativos na região, o padre Pierluigi Maccalli, da Sociedade das Missões Africadas (SMA)”, informou o padre Mauto Armanino à Agência Fides.

“Há alguns meses a região se encontra em estado de emergência devido à presença de terroristas provenientes do Mali e de Burkina Faso”, acrescenta o sacerdote.

Padre Maccalli, originário da Diocese de Crema - que já foi missionário na Costa do Marfim por vários anos - exerce atualmente seu ministério na paróquia de Bomoanga, Diocese de Niamaey, dedicando-se à evangelização e atividades de promoção humana, como escolas, dispensários e formação para os jovens agricultores.

Atento aos problemas ligados à cultura local, havia organizado encontros para tratar de alguns temas e contrastar algumas práticas ligadas às culturas tradicionais, como a circuncisão e abscisão de meninas, o que acabou despertando por isto algumas hostilidades contra ele e seu trabalho.

Poderia ser este – observam fontes locais – um dos motivos para o sequestro, ocorrido uma semana pós seu retorno de um período de repouso na Itália.

A Missão Católica dos Padres da SMA encontra-se desde os anos 90 na região de Gourmancé (sudeste), na fronteira com Burkina Faso e distante 125 km da capital Niamei.

Os povoados visitados pelos missionários são mais de 20, dos quais 12 tem pequenas comunidades cristãs, distantes da missão muitas vezes mais de 60 km.

A população local é estimada em 30 mil habitantes, quase que totalmente dedicados às atividade agrícolas.

A Igreja Católica no Níger defende que por meio das obras sociais é possível fazer o Reino de Deus crescer e é por este motivo que a Missão de Bomoanga tem um programa de compromisso de Promoção Humana e de Desenvolvimento por meio de suas “células de base” chamadas CSD (Comité de Solidarité et Developpement).

A pobreza é estrutural, os problemas de saúde e higiene são enormes, o analfabetismo é difuso e a carência de água e de estruturas escolares é considerável.

A falta de estradas e de outras vias de comunicação, mesmo telefônicas, tonam a região esquecida e isolada.

Fonte: Vatican News