Educadora 950

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 A Rádio da Família Cristã

O crime de racismo continua presente entre nós, e eu vivenciei isso de forma assustadora elebramos o Dia de Martin Luther King Jr. a 21 de janeiro e rezamos para que seu “sonho” se torne realidade entre nós. Eu costumo ser otimista por natureza. Quando se trata de racismo na América, eu gosto de pensar em termos do quanto avançamos, e não apenas no quanto ainda precisamos melhorar. Gosto de focar no fato de termos tido um presidente negro cujos filhos brincavam no gramado da Casa Branca. Também gosto de pensar em Martin Luther King Jr. e Rosa Parks e nos inúmeros ativistas dos direitos civis, que muitas vezes não têm nome, que trabalharam e ainda trabalham para que todas as pessoas sejam tratadas com a mesma dignidade e respeito. Mas uma experiência pessoal pode mudar nossa perspectiva. E isso aconteceu comigo há não muito tempo. Eu acharia difícil de acreditar se não tivesse acontecido justamente comigo. Era um dia comum, e eu havia estacionado em um posto de gasolina na minha pequena cidade. Imediatamente, vi duas crianças brancas no carro estacionado à minha frente. Elas estavam com o dedo médio em riste e gritavam com um negro que abastecia o carro dele na bomba ao lado. “Ni ** er!” Elas gritaram de novo e de novo. “Matem o ni ** er !!!” Elas fizeram movimentos como se estivessem sufocando o próprio pescoço, “Mate-o!” Eu fiquei horrorizada. Saí do meu carro e fui interceder, quando o homem que elas estavam ofendendo fez um sinal para mim. Seus olhos estavam arregalados, e ele balançou a cabeça claramente de um lado para o outro. Percebi imediatamente que ele estava me pedindo para não intervir. No mesmo momento, um homem e uma mulher – presumivelmente os pais das crianças – saíram do minimercado. Ambos eram musculosos com as cabeças raspadas (incluindo a mãe). Eles ouviram seus filhos gritando ameaças e, ao invés de corrigi-los, eles olharam para o homem bombeando gasolina e riram junto. Todo o tempo, eu fiquei ali chocada, tremendo e em silêncio, uma reação profundamente atípica para mim. “Por que você não disse nada a eles?”, questionou meu marido quando contei o que tinha acontecido. Demorei alguns segundos para responder. Minha cabeça estava doendo, e eu lutava para tentar processar aquela experiência sozinha. “Eu estava sozinha”, eu disse, e me lembrei do olhar de orgulho do pai quando seus filhos gritaram insultos raciais. “Você deveria tê-los visto”, gaguejei, envergonhada por minha inação, mas ao mesmo tempo defensiva, diante das circunstâncias. “Foi como se eles quisessem uma briga.” “Ainda assim”, continuou meu marido, “você deveria”…, e uma ladainha se seguiu. Eu estava no balcão da minha cozinha, acenando com a cabeça, concordando com tudo o que ele dizia enquanto nossos filhos ficavam por perto, fazendo perguntas sobre racismo, perguntas que eram difíceis de responder. Lembro-me de ter caído no sofá depois daquela conversa, chateada e exausta. Claro, as sugestões do meu marido faziam sentido, mas lá no posto de gasolina, no calor do momento, quando confrontada com o horror do racismo, nenhuma verdade sobre a igualdade e a justiça vieram à minha mente. Porque eu estava apavorada. Eu só queria chegar em casa em segurança e cuidar dos meus filhos. Eu pensei muito sobre o homem vítima das ofensas daquelas crianças e dos pais delas. Ele disfarçou um sorriso quando passou por mim. “Simplesmente ignore-os”, ele disse de modo gentil, demonstrando preocupação comigo. “Esse é o melhor caminho.” Talvez essa alma generosa tenha ficado tão assustada quanto eu, mas ele lidou com a situação muito melhor, provavelmente porque tenha passado por incidentes semelhantes antes. Eu nunca havia vivenciado aquele tipo de risco por simplesmente pensar em interceder pelo que é certo. Eu só posso imaginar o quão mais assustadora foi essa experiência para a vítima real, o homem que foi alvo daquele crime de ódio. Dei um suspiro de alívio quando o homem foi embora sem mais incidentes. Ele era gentil e calmo. Eu imaginei que ele quis evitar qualquer briga. Mas, provavelmente, ele tenha aprendido que reagir em situações assim poderia implicar graves riscos pessoais. Mas a sua capacidade de lidar com a situação e ainda assim me proteger foi notável. Ele não se sentiu ameaçado. Sem dúvida, ele sentiu o gosto amargo do racismo, que ainda persiste mesmo depois de mais de 50 anos do famoso discurso de Martin Luther King. Uma Oração pela Eliminação do Racismo pelas Irmãs da Misericórdia Deus bom e cheio de Graça, Tu nos convida a reconhecer e reverenciar sua imagem e semelhança divina em nosso próximo. Permita-nos ver a realidade do racismo e liberte-nos para desafiá-lo e eliminá-lo de nossa sociedade, do nosso mundo e de nós mesmos. Amém. Fonte: Aleteia
Francisco convidou os jovens a baixarem o aplicativo oficial da Rede Mundial de Oração do Papa, e a continuarem rezando com ele o terço pela paz Após a oração do Angelus, neste domingo, 20, Papa Francisco manifestou publicamente a sua dor pelos naufrágios no Mar Mediterrâneo e solidariedade ao povo colombiano, abalado pelo atentado contra a Academia-Geral de Polícia Francisco de Paula Santander, em Bogotá, afirmando que reza pelas vítimas e suas famílias, e pelo êxito do processo de paz na Colômbia. Na sacada de seu escritório, aos fiéis, turistas e romanos presentes na Praça São Pedro, o Pontífice lembrou ainda que partirá para o Panamá, onde de 22 a 27 será realizada a JMJ. “Evento belo e importante no caminho da Igreja”, disse. Na sequência, o Pontífice anunciou iminente publicação da Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que proporá uma reflexão sobre as comunidades da rede e a comunidade humana. Para Francisco, a internet e as redes sociais são um recurso atual; uma ocasião de estar em contato com os outros, compartilhar valores e projetos, expressar o desejo de ‘fazer comunidade’. “A rede pode nos ajudar a rezar juntos. Por isso, gostaria de apresentar o aplicativo oficial da Rede Mundial de Oração do Papa: ‘Click To Pray’”, disse Francisco, apresentando também o P. Frédéric Fornos, S.J, seu diretor internacional. O Pontífice convidou os jovens a baixarem o app Click To Pray e a continuarem rezando com ele o terço pela paz, especialmente durante a Jornada Mundial da Juventude no Panamá. A plataforma dispõe de uma página web e de app móvel, em Android, e em iOS, e está disponível em seis idiomas (espanhol, inglês, italiano, francês, português e alemão). A cada mês, serão publicadas as intenções e pedidos do Papa pela missão da Igreja. A plataforma tem três seções principais: “Reza com o Papa”, com as intenções de oração mensal do Papa pelos desafios que a humanidade e a missão da Igreja enfrentam; “Reza cada dia”, com um ritmo de oração que propõe três momentos diários; e “Reza em rede”, que é um espaço onde os usuários (entre eles o Papa Francisco) podem partilhar as suas orações com os outros. Fonte: Canção Nova
O Santuário de Fátima anunciou nesta segunda-feira, 21 de janeiro, que os jovens participantes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Panamá poderão obter indulgência plenária ao rezar diante da imagem peregrina número 1 da Virgem de Fátima, que seguiu no domingo para o país centro-americano. A Arquidiocese do Panamá recebeu em 8 de janeiro a autorização da Penitenciaria Apostólica para que fosse concedida a indulgência plenária aos peregrinos, desde que cumpram as condições habituais nestas circunstâncias: celebração do sacramento da Reconciliação, participação na Eucaristia ou oração diante da Imagem da Virgem Peregrina pelas intenções do Santo Padre. Para o reitor do Santuário de Fátima, Pe. Carlos Cabecinhas, “é muito interessante que o pedido da indulgência plenária tenha partido dos organizadores que também, desde a primeira hora, nos solicitaram a presença da imagem da Virgem Peregrina”. Nesse sentido, sublinhou, “o significado fundamental é este de perceber a Mensagem de Fátima como uma mensagem de conversão”. Para os organizadores da JMJ, trata-se de “uma oportunidade histórica” que produzirá “grandes frutos espirituais” não só para os jovens do Panamá, mas para os jovens de todo o mundo, já que são esperados cerca de 200 mil jovens oriundos de 155 países. A JMJ Panamá 2019 tem início na terça-feira, 22 de janeiro, e segue até domingo, 27. O evento contará com a presença do Papa Francisco entre 23 e 27 de janeiro. Por sua vez, a imagem peregrina de Fátima, que saiu de Portugal no domingo rumo ao Panamá, ficará neste país até o dia 29 de janeiro e, além da programação oficial da JMJ, também fará visitas a um estabelecimento prisional e a um hospital. “A expetativa local é grande e a nossa também já que é a primeira vez que uma escultura oficial está presente e o fato de levarmos a número 1 também é significativo”, assinalou Pe. Cabecinhas. O reitor do santuário mariano ressaltou ainda que “a Mensagem de Fátima tem capacidade de se encarnar em culturas diversas, isto é, no Panamá nós vemos uma florescente devoção a Nossa Senhora de Fátima e um desejo de conhecer a Mensagem”. Coroação da imagem peregrina antes da viagem No último domingo, durante a Missa presidida por Pe. Carlos Cabecinhas no Santuário de Fátima, a imagem peregrina de Fátima foi coroada antes de sua viagem para o Panamá. Após a homilia, ocorreu o rito de bênção da nova coroa e coroação da primeira Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, tendo o Santuário encomendado uma nova coroa para uso nesta e nas restantes 12 imagens oficiais da Virgem Peregrina de Fátima. “A criação foi solicitada à Casa Leitão & Irmão, Joalheiros, responsável pela coroa da Imagem de Nossa Senhora de Fátima que é venerada na Capelinha das Aparições – coroa criada em 1942 e colocada na escultura em 1946”, afirma nota informativa do Museu do Santuário de Fátima. Conforme explica o santuário, atendendo à conotação das viagens da Virgem Peregrina com o tema da paz, na base da coroa aparece a seguinte legenda, inscrita em capitais: Regina Pacis. Regina Rosarii Fatimae. Regina Mundi (Rainha da Paz. Rainha do Rosário de Fátima. Rainha do Mundo), formulação que irá constar na coroa das 13 imagens oficiais.
Apenas dois dias após a multitudinária manifestação em Washington (Estados Unidos), mais de 50 mil pessoas participaram da Marcha pela Vida em Paris, na qual se viu algumas bandeiras azuis e da Argentina onde nasceu a “Onda Celeste” a favor da vida e que chegou agora na França. De acordo com a mídia local, assim como aconteceu em Washington, a maioria dos participantes da Marcha pela Vida em Paris eram jovens que se manifestaram em defesa dos nascituros e da objeção de consciência dos médicos. "A vida não oferece nenhuma garantia, mas o aborto não deixa nenhuma oportunidade" era o slogan que se lia em uma grande bandeira que estava à frente da multidão e denunciava esta prática que mata todos os anos cerca de 220 mil bebês na França. Os organizadores da marcha, em sua décima terceira edição, indicam que esta foi realizada "agora que a lei da bioética está sendo revisada e em um momento de crise social e de desconforto (como a crise dos coletes amarelos). Somos os grandes excluídos do debate nacional, das questões bioéticas e sociais". A lei de bioética é a que regulamenta o aborto na França, o diagnóstico pré-natal, a fertilização in vitro e a pesquisa com embriões. Entre os participantes da marcha também estava o senador argentino Mario Fiad, que postou em sua conta no Twitter uma foto com Jean Marie Le Mené, presidente da Fundação Jérôme Lejeune. Fiad recordou que "a Fundação Jérôme Lejeune tem o nome daquele que descobriu as alterações genéticas que causam a Síndrome de Down e se dedica à pesquisa para garantir direitos, começando o direito à vida”. Na marcha, informou a AFP, também participou a mãe de Vincent Lambert, Viviane, que na segunda-feira participou de uma nova audiência para tentar impedir que apliquem a eutanásia em seu filho que ficou tetraplégico em 2008 depois de um acidente de trânsito. Os médicos e aqueles que promovem a remoção do tratamento que o mantém vivo afirmam que o homem de 41 anos permanece em estado vegetativo. No entanto, seus pais apontam que ele está incapacitado e há anos estão envolvidos em uma batalha legal para defendê-lo. Viviane disse que ficou "muito impressionada" ao ver quantas pessoas saíram para defender a vida. "Começamos a ser incluídos nesta história e Vincent resiste e resistiremos com ele até o fim", disse. Fonte: ACI
O Santuário Nacional de Aparecida informou que, neste ano de 2019, juntamente com os Missionários Redentoristas, dará início a um novo projeto: o revestimento das fachadas externas da Basílica com passagens bíblicas. O projeto foi estudado há cerca de dois anos pela administração do templo e será executado por Padre Marko Rupnik, artista sacro, teólogo e escritor. Para a obra, o religioso utilizará a técnica dos mosaicos, uma de suas marcas registradas. O jesuíta é diretor do Centro Aletti, em Roma, e já realizou vários trabalhos de mosaicos pelo mundo, incluindo o revestimento artístico na Capela Redemptoris Mater do Palácio Apostólico, no Vaticano, além de obras para os Santuários de Lourdes, na França, de Fátima, em Portugal, de São Pio de Pietrelcina, na Itália, entre outros. Segundo a administração da Basílica de Aparecida, a durabilidade, beleza, fácil manutenção e a tradição na utilização das peças foram elementos fundamentais na escolha do mosaico para compor as fachadas. O material é utilizado há centenas de anos nas catedrais, basílicas e igrejas do Oriente ao Ocidente. A ideia, explicam, é “transformar as fachadas da Basílica da Padroeira do Brasil na maior bíblia a céu aberto do mundo”. Para isso, em cada uma das quatro naves do templo será representado um trecho da Sagrada Escritura. A previsão é de que a obra comece oficialmente em julho deste ano, com o início do revestimento pela nave norte, onde será retratado o Êxodo. O livro bíblico retrata a libertação do povo judeu do Egito, guiados por Moisés. Com a conclusão da face norte, as outras três naves também receberão a aplicação dos mosaicos. Na parte oeste, local em que o sol nasce, será retratado o livro dos Gênesis, com a criação do mundo. Na ala sul, em contraste com a nave norte, a Páscoa de Cristo será representada pela ressurreição de Jesus. Já na fachada leste, onde o sol se põe, a arte vai representar o livro do Apocalipse, com a vinda definitiva de Jesus. Além disso, o Santuário de Aparecida informou que, baseado nesta obra, também iniciou um projeto de evangelização junto aos devotos da Padroeira do Brasil. Intitulada Jornada Bíblica, a iniciativa fornecerá materiais para círculos bíblicos por meio dos diversos meios de comunicação ligados à Basílica. A ideia é aprofundar o conhecimento no livro sagrado dos cristãos por meio das passagens bíblicas que serão apresentadas nas fachadas do maior templo mariano do mundo. Mensalmente, os materiais serão enviados para os participantes da Família Campanha dos Devotos, responsável por manter o projeto por meio da Revista de Aparecida e as revistas Devotos Mirins e Jovens de Maria. Além disso, na programação da Rádio e TV Aparecida, estão programados momentos de estudo da Bíblia com o público. Já pelo A12 será possível estender a pesquisa por meio de infográficos e materiais pensados especialmente para o projeto. Fonte: Site Notícias Católicas
Jovens com o Papa no Panamá De 22 a 27 de janeiro, realiza-se a 34ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ 2019) com o Papa. Desta vez, será no Panamá e, diversamente das anteriores, acontece em janeiro, em vez de julho ou agosto, por causa das condições climáticas do país centro-americano. A Cidade do Panamá, todas as dioceses do País e também de Costa Rica preparam-se para receber centenas de milhares de jovens de todo o mundo, com sua alegria e jovialidade, suas expressões culturais próprias e sua fé comum. O Panamá preparou-se com esmero para acolher e hospedar a todos e para lhes oferecer a ocasião de uma experiência religiosa e cultural única. Também muitos sacerdotes, religiosos e bispos acompanharão os jovens. Eu mesmo estarei lá também, acompanhando cerca de 300 jovens de diversas organizações juvenis da Arquidiocese de São Paulo. A abertura do encontro, no dia 22, será feita com uma celebração presidida pelo arcebispo local. A partir de 23 de janeiro, por três dias, haverá catequeses para muitos grupos linguísticos diversos, sobre aspectos do tema da Jornada. Bispos farão as catequeses e, em seguida, celebrarão a Missa com o respectivo grupo. Ao longo desses dias, numerosas outras atividades serão oferecidas aos jovens. Não faltarão ocasiões para a confissão e o aconselhamento espiritual individual aos jovens. O Papa Francisco tem seu primeiro encontro com os jovens na quinta-feira, dia 24 de janeiro. Será o momento das boas-vindas e de uma primeira mensagem aos participantes da Jornada. O Papa participará também da Via-Sacra, que se faz normalmente na sexta feira. No sábado, 26 de janeiro, haverá a grande vigília do Papa com os jovens e, no domingo, 27 de janeiro, a celebração do encerramento da Jornada. O tema escolhido pelo Papa para esta Jornada é o seguinte: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça- -se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). São as palavras da resposta de Maria ao anjo Gabriel, que lhe anunciou que ela seria a Mãe de Jesus Cristo, Salvador. Após ter manifestado sua perplexidade e, talvez, também o seu medo diante daquilo que lhe tinha sido pedido, Maria aceitou e se colocou à disposição de Deus. O tema está relacionado com a recente assembleia do Sínodo dos Bispos, em outubro passado, sobre “juventude, fé e discernimento vocacional”. As Jornadas têm sido, para os jovens, ocasiões para fazerem uma bela e profunda experiência da fé eclesial católica. Ao saírem de suas localidades e seus países, para conviverem por alguns dias com jovens provenientes de tantos outros países, raças e culturas, os jovens percebem muito concretamente que há algo que os une de maneira profunda e forte: a fé em Jesus Cristo e a fé da Igreja Católica. Essa fé é a mesma para todos, experimentada na mesma Igreja, como sua casa, sua família, sua mãe, seu campo de missão. Num mundo cultural que leva ao isolamento individualista e, talvez, também ao fechamento egoísta, que diminui os horizontes da experiência humana, é muito importante que os jovens possam fazer a experiência da catolicidade da sua fé e da pertença à Igreja. As Jornadas também são fortes momentos de discernimento vocacional para os jovens. De fato, muitas vocações para o sacerdócio e a vida consagrada despertam durante as Jornadas da Juventude. E também muitos casamentos têm sua origem nos dias de convivência nas Jornadas. Nem poderia ser diferente, pois a questão vocacional está sempre presente nessa fase da vida. O tema escolhido para a Jornada do Panamá tem forte conotação vocacional e leva a se perguntar sobre o sentido da própria existência, as escolhas que precisam ser feitas e que, muitas vezes, assustam e angustiam, como aconteceu também com Maria. A escolha da vocação requer escuta atenta da voz de Deus, que se manifesta de muitos modos diferentes também aos jovens de hoje. Sem essa escuta interior, é difícil ouvir a voz de Deus que chama. Vivemos no meio de tantas distrações, que ocupam nosso tempo, nossa atenção e energias e somos tentados a reagir, simplesmente, diante das solicitações e impulsos do momento, sem termos um caminho claro e uma meta na vida. O resultado disso é a permanente imaturidade pessoal, a incapacidade de empenhar a própria vida num projeto mais firme e duradouro, a angústia e o medo da vida. A jovem Maria já tinha uma profunda experiência de fé, que lhe possibilitou dar sua resposta serena ao anúncio do anjo Gabriel: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim, segundo a tua palavra”. Uma forte experiência de fé também ajudará a muitos jovens de hoje a darem essa mesma resposta.
O Brasil receberá, em maio, a visita da Imagem Peregrina de Fátima. Ao todo, as 13 imagens peregrinas percorrerão o mundo durante este ano, em 16 viagens por três continentes. Já neste mês de Janeiro a imagem nº1 estará, a título excecional, no Panamá para a Jornada Mundial da Juventude, que receberá o Papa Francisco. No país, a imagem também visitará um presídio e um hospital oncológico. Para o Brasil, virá a imagem nº 3, que ficará durante o mês mariano em São Paulo. Dentre os outros destinos, estão a Jordânia, a convite do ‘Cathedral Center for Studies and Media’ do Patriarcado Latino de Jerusalém, e países como a Costa Rica, Itália, Espanha, e Portugal. O tema deste ano pastoral do Santuário de Fátima é “Dar graças por Peregrinar em Igreja”. JMJ Em uma mensagem aos Cristãos do Panamá, o Pe. Carlos Cabecinhas, Reitor do Santuário de Fátima, falou da grande alegria que é enviar a “Imagem Peregrina mais importante” para o evento: “Esta Imagem Peregrina é única, é a primeira e a original, aquela que percorreu os vários continentes, aquela que deu várias vezes a volta ao mundo, mas desde o ano 2000 já não sai do Santuário. Essa Imagem foi nesse ano 2000 entronizada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima e só muito excecionalmente, em ocasiões muito importantes é que sai. Entendemos que este é um momento muito importante e que por isso justifica a saída desta Imagem Peregrina nº1, aquela que como eu dizia é para nós a mais importante das Imagens Peregrinas de Nossa Senhora de Fátima”, explicou o reitor do Santuário, classificando a JMJ 2019 como um “acontecimento eclesial de primeira importância”. O reitor lembrou ainda que a devoção dos jovens a Nossa Senhora está desde a origem presente nas JMJs, e que São João Paulo II pessoalmente tinha este amor a Nossa Senhora de Fátima. Fonte: Canção Nova
Os peregrinos poloneses Jackub Wloch e Martyna Gergont deram o “sim” para a vida toda no sacramento do matrimônio, na quarta-feira, 16 de janeiro, em uma paróquia do Panamá, a cinco dias do início da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A Missa foi presidida pelo sacerdote polonês Marcin Michell Filar, às 9h (hora local), na Paróquia São Miguel Arcanjo de Monagrillo, na província panamenha de Herrera. Os idiomas utilizados durante a celebração foram o polonês e o espanhol. Participaram da celebração mais de 300 peregrinos poloneses que chegaram ao pais centro-americana para participar dos Dias nas Dioceses ou Pré-Jornada. Também participaram centenas de fiéis locais. Jackub, de 25 anos, e Martyna, de 20, explicaram ao site polonês STACJA7 que se conheceram há três anos durante a JMJ Cracóvia 2016, quando serviram como voluntários em um dos postos nos quais se distribuiria alimentos aos peregrinos. Em seguida, tornaram-se mais amigos quando apoiaram no Campus Misericordiae. “Depois desta semana incrível, começamos a nos ver mais frequentemente e, pouco depois, nos tornamos namorados”, disse Martyna. Os jovens contaram que contrair matrimônio longe de sua terra natal se inspirou na história de outras pessoas que se casaram durante a JMJ no Rio de Janeiro, em 2013. “Quando éramos namorados, esta história passava pela minha cabeça o tempo todo, finalmente decidi compartilhar com Martyna. Ela gostou muito da ideia e começamos os preparativos lentamente. A JMJ de Cracóvia nos uniu, mas no Panamá se tornou para sempre”, disse Jackub. Sobre os trâmites para se casar no Panamá, os recém-casados indicaram que muitos sacerdotes os ajudaram a superar todos os procedimentos necessários na Arquidiocese de Cracóvia. “Felizmente, tudo saiu bem e obtivemos os documentos literalmente um dia antes da partida”, acrescentou Jackub. O jovem casal assinala que, embora não tenha sido possível a presença dos pais no dia mais importante de suas vidas, eles aceitaram sua decisão e a ideia de um casamento no Panamá. Através de sua conta de Facebook, a Paróquia São Miguel Arcanjo de Monagrillo indicou que toda a comunidade se sente feliz “por presenciar este acontecimento tão belo” e que tenham escolhido seu templo “para este ato importante”. Em entrevista ao Grupo ACI, Pe. Jakub Szyrszeń, concelebrante do matrimônio e coordenador de um dos grupos de peregrinos provenientes de Cracóvia para a JMJ Panamá 2019, contou que o casal decidiu se casar em Monagrillo porque os jovens da delegação polonesa receberam alojamento gratuito e carinho da parte das famílias panamenhas. “Quando falei com Jackub e Martyna sobre a decisão de se casar aqui tão longe de seu lar, explicaram-me que consideram todo o grupo de peregrinos como se fosse sua verdadeira família”, acrescentou. Finalmente, Pe. Szyrszeń sublinhou que cerca de 700 peregrinos poloneses estão no Panamá atualmente e assegura que a Arquidiocese de Cracóvia é a que enviou mais jovens de toda a Europa. Fonte: ACI
O Livro de Ester é o tema do XXX Dia do Diálogo promovido pela Conferência dos Bispos Italianos no qual convida os católicos a aprofundar e desenvolver o diálogo com os judeus. É uma tradição que iniciou em 17 de janeiro de 1990, e antecede a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (18-25 de janeiro) Em 30 de outubro de 1989, a Comissão para o ecumenismo e o diálogo da Conferência dos Bispos Italianos proclamava o “Dia do diálogo judaico-católico”. Esta jornada foi lançada com o espírito de “aprofundar o diálogo através de um maior conhecimento recíproco, superar os preconceitos, redescobrir os comuns valores bíblicos e criar iniciativas comuns para a justiça, a paz e a salvaguarda da criação e, se possível, trocar visitas”. A data que antecede a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos não é casual, significa “a distinção que o diálogo com os judeus deve ter com relação ao ecumenismo, mas ao mesmo tempo a atenção aos valores comuns, principalmente fundados na Bíblia, que judeus e cristãos compartilham”. A comemoração desta Jornada é uma extraordinária ocasião de conhecimento recíproco e estima em sintonia com a grande mudança do Concílio Vaticano II e graças à contribuição dada pelo Papa Paulo VI e os Papas que o seguiram. João Paulo II ao entrar na Sinagoga de Roma em 1986 os definiu como “os nossos irmãos prediletos”. Na ocasião disse que “A religião judaica não é extrínseca, de certo modo é intrínseca à nossa religião”, conceito que foi reforçado em 2005 por Bento XVI na Sinagoga de Colônia quando afirmou que “Quem encontra Cristo encontra o Judaísmo”. Mais confiança e conhecimento recíproco O presidente da Comissão Episcopal para o ecumenismo e o diálogo da CEI, Ambrogio Spreafico fala ao Vatican News de “uma colaboração constante com a comunidade judaica”, de um progressivo “aumento de confiança e de conhecimento recíproco” e depois afirma: “Como já dizia Pio XI, a raiz é que nós somos espiritualmente semitas: Jesus é profundamente judeu, nasceu de uma mãe judia e morreu judeu. Fez-se homem no povo judaico. E para nós é fundamental: os apóstolos eram judeus, Paulo era um grande especialista da Bíblia judaica e portanto nós nascemos ali. Isso é inerente à nossa fé. Mais de três quartos da nossa Bíblia é compartilhada com a Bíblia judaica, portanto temos dentro da nossa fé esta origem que não só não podemos esquecer, mas que faz parte da riqueza daquilo que somos”. Sobre a escolha do Livro de Ester como texto base para compartilhar este Dia do Diálogo, Dom Spreafico explica o que há neste texto que nos faz compreender melhor as Escrituras e a atualidade: Ester, Deus e a fé que salva “Antes de tudo nos faz compreender como a presença de Deus, mesmo de maneira misteriosa e escondida – porque estranhamente no Livro de Ester não é mencionado – suscita correntes espirituais de mudança e até de revolução da história. E isso é uma mudança, porque Ester evita que Mardoqueu e o povo judaico – concebido no Livro como disperso no Império persa – seja exterminado. E também porque Ester é uma figura feminina. É uma mulher que, no final, na fé do seu povo, o salva e nessa salvação envolve também os não judeus. O próprio nome de Ester, que não era bíblico, mas originário do mundo no qual vivia, demonstra o quanto este povo viva nas culturas de outros povos, levando sempre consigo o testemunho do único Deus e a força liberatória deste Deus”. Um Livro que fala ao mundo de hoje “Em tempos que parece fácil marginalizar, excluir os outros, ou mesmo eliminar-lhes, “o comportamento que o Livro de Ester sugere – prossegue Dom Spreafico – é, ao contrário, “que na diversidade possamos viver juntos”. Na realidade o “povo judaico no grande império persa numericamente contava muito pouco, mesmo assim a fé em Deus ajudou-o a se salvar e a se tornar eles mesmo agentes da salvação para todos. É uma história fascinante: mesmo na diversidade de religiões e culturas podemos compartilhar a mesma vida porque somos homens e mulheres filhos de Deus”. Fonte: Vatican News
O encontro sobre “A proteção dos menores na Igreja” tem um objetivo concreto: que todos os bispos tenham absolutamente claro o que é preciso ser feito para prevenir e combater o drama mundial dos abusos. Essa foi a afirmação do diretor ad interim da Sala de Imprensa da Santa, Alessandro Gisotti, na quarta-feira, 16, à imprensa. A reunião será realizada de 21 a 24 de fevereiro no Vaticano. Trata-se de um encontro convocado pelo Papa Francisco e que reunirá os presidentes das conferências episcopais da Igreja Católica em todo o mundo. A sala de imprensa da Santa Sé divulgou hoje um comunicado com informações sobre o encontro. A comissão organizadora reuniu-se no último dia 10 de janeiro e, ao término dos trabalhos, foi recebida pelo Papa Francisco e atualizou o Santo Padre sobre os preparativos do encontro. Em declaração à imprensa, Gisotti afirmou que o Papa deixou claro o objetivo e as direções para o encontro. O Pontífice quer que seja uma reunião de pastores, e não um convênio de estudos; que seja um momento de oração e discernimento, catequético e operacional. Para o Santo Padre, é fundamental que os bispos, ao voltarem para seus países, estejam conscientes das regras que devem aplicar e que passos devem dar para prevenir os abusos e cuidar das vítimas, a fim de que nenhum caso seja escondido. A reunião terá sessões plenárias, grupos de trabalho, momentos de orações comuns, com escuta de testemunhos, uma liturgia penitencial e uma celebração eucarística final. Papa Francisco assegurou sua presença durante toda a duração do encontro. O moderador das sessões plenárias será o padre Federico Lombardi, tarefa que lhe foi confiada pelo próprio Papa Francisco. Padre Lombardi já foi diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé. Gisotti afirmou ainda que esse encontro é uma etapa deste caminho doloroso que a Igreja está percorrendo com decisão há mais de 15 anos. Fonte: Site Notícias Católica
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