Diocese

Diocese (373)


Terça, 08 Janeiro 2019 13:10

Política para a paz

Escrito por
Ninguém duvida da necessidade que temos de paz. Paz que não é ausência de conflitos inerentes à vida cotidiana, mas é esperança e caminhar confiante na realização da própria vida. O Papa Francisco escreveu uma “mensagem para o dia mundial da paz” no primeiro dia deste ano. Comento aqui alguns tópicos. Jesus ao enviar em missão seus discípulos, disse-lhes: “Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: “A paz esteja nesta casa!” (Lc 10, 5-6). Oferecer a paz está no coração da missão dos discípulos de Cristo. E esta oferta é feita a todos os homens e mulheres que, no meio dos dramas e violências da vida, apostam na paz. A “casa”, de que fala Jesus, é cada família, comunidade, país. Antes de mais nada, é cada pessoa. Existe um instrumento para construir a paz e que chamamos de política. Ela é um meio fundamental para construir cidadania e as obras do homem, mas, quando aqueles que a exercem não a vivem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição. O Papa Francisco assinala que somente é bom político quem serve aos interesses da população. Tomar a sério a política, nos seus diversos níveis – local, regional, nacional e mundial – é afirmar o dever do homem, de todos os homens, para procurarem realizar juntos o bem da cidade, da nação e da humanidade. E isto é caridade! A função e a responsabilidade política são um desafio permanente para todos que recebem o mandato de servir o seu país, proteger as pessoas que habitam nele, trabalhar para criar condições dum futuro digno e justo onde se respeita a vida e dignidade de cada um. Todas as pessoas, em especial os cristãos, são chamados a esta “caridade política”. Quando o empenho pelo bem comum é animado pela caridade, tem uma valência superior à do empenho simplesmente secular, do político profissional. A ação política que se inspira na caridade é um programa no qual se podem reconhecer todos os políticos honestos, de qualquer afiliação cultural ou religiosa, que desejam trabalhar juntos para o bem da família humana. A política exercida na caridade pratica as virtudes humanas que caracterizam uma boa ação política: a justiça, a equidade, o respeito mútuo, a sinceridade, a honestidade, a fidelidade. A propósito, vale a pena recordar as “bem-aventuranças do político”, propostas por uma testemunha fiel do Evangelho, o Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, falecido em 2002: “Bem-aventurado o político que tem uma alta noção e uma profunda consciência do seu papel. Bem-aventurado o político de cuja pessoa irradia a credibilidade. Bem-aventurado o político que trabalha para o bem comum e não para os próprios interesses. Bem-aventurado o político que permanece fielmente coerente. Bem-aventurado o político que realiza a unidade. Bem-aventurado o político que está comprometido na realização duma mudança radical. Bem-aventurado o político que sabe escutar. Bem-aventurado o político que não tem medo”. Cada renovação nos cargos eletivos, cada período eleitoral, cada etapa da vida pública constitui uma oportunidade para voltar à fonte e às referências que inspiram a justiça e o direito. Duma coisa temos a certeza: a boa política está ao serviço da paz; respeita e promove os direitos humanos fundamentais e é exercida como caridade, ou seja, um modo de praticar o bem. A par das virtudes, não faltam infelizmente os vícios na política. Estes vícios enfraquecem a vida democrática autêntica, são a vergonha da vida pública e colocam em perigo a paz social: a corrupção, a negação do direito, a falta de respeito pelas regras comunitárias, o enriquecimento ilegal, a tendência a perpetuar-se no poder… A paz é fruto dum grande projeto político, que se baseia na responsabilidade e na solidariedade. Mas é também desafio que requer ser abraçado cada dia. A paz é uma conversão do coração e da alma. Fazemos votos que o novo governo que tomou posse no início deste mês possa governar nosso pais, com base na política inspirada na “caridade” como Jesus ensinou, e não na ganância e submissão ao poder econômico em desprezo às pessoas. Só assim construiremos a paz. Por Dom Pedro Cipollini – Bispo Diocesano de Santo André Fonte: Site Notícias Católicas
Segunda, 07 Janeiro 2019 14:05

Posse Padre Marcos Uchoa

Escrito por
No inicio deste ano de 2019 tomou posse na Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Sobral), o Padre Marcos Antônio Bezerra Uchoa. A santa missa de posse foi presidida pelo bispo diocesano Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos. Padre Marcos era pároco em Celsolândia e agora veio para Sobral para iniciar novos projetos e dar continuidade aos trabalhos exercidos pelo Padre Fábio Soares que também assumirá outra Paróquia da Diocese de Sobral. Fonte: Diocese Sobral
O papa Francisco expressou nesta segunda-feira sua preocupação com o ressurgimento de tendências populistas e nacionalistas nas relações internacionais, algumas das quais “evocam o período entreguerras”, em discurso dirigido ao corpo diplomático credenciado no Vaticano. “A comunidade internacional e o sistema multilateral no seu conjunto estão atravessando momentos de dificuldade, com o ressurgir de tendências nacionalistas que minam a vocação das organizações internacionais de ser um espaço de diálogo e encontro para todos os países”, afirmou o papa. “Algumas destas atitudes evocam o período entreguerras, no qual as tendências populistas e nacionalistas prevaleceram sobre a ação da Sociedade de Nações”, acrescentou. Francisco destacou ainda que “a reaparição de correntes semelhantes está debilitando progressivamente o sistema multilateral”. Além disso, declarou estar preocupado com “o ressurgir da tendência a fazer prevalecer e a perseguir os interesses de cada nação sem recorrer aos instrumentos que o direito internacional prevê para resolver tais controvérsias e assegurar o respeito da Justiça, também através dos tribunais internacionais”. Em seu discurso, o papa também criticou alguns governantes quando disse que as políticas nacionais estão “condicionadas cada vez com maior frequência pela busca de um consenso imediato e sectário, em lugar de buscar pacientemente o bem comum com respostas em longo prazo”. “Em particular, é também o resultado da crescente preponderância de poderes e grupos de interesse nos organismos internacionais que impõem a própria visão e ideias, desencadeando novas formas de colonização ideológica, que frequentemente não respeitam a identidade, a dignidade e a sensibilidade dos povos”, completou. Por fim, o papa considerou oportuno que “os políticos escutem a voz dos seus povos e busquem soluções concretas para favorecer o bem maior”, pois com frequência os cidadãos sentem que suas necessidades reais não são atendidas. Fonte: Exame
Na próxima Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), marcada para o mês de maio de 2019, em Aparecida (SP), serão aprovadas as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019-2023. O foco do texto em preparação para este momento é a atuação da Igreja no mundo urbano. Esta reflexão, já está presente em vários ambientes eclesiais, como o regional Leste 2 da CNBB, que compreende os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. A temática também foi trabalhada no 14º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), realizado em 2018. Dom Geremias Steinmetz, arcebispo de Londrina (PR) e vice-presidente do regional Sul 2, defendeu a necessidade atualizar as diretrizes com o enfoque a atuação da Igreja na realidade urbana. O bispo disse ser necessário levar em consideração as reflexões produzidas no XIV Intereclesial de Cebs e sobre o Encontro dos Bispos das Metrópoles. “É muito importante que o documento aprofunde a questão das periferias e, sobretudo, do que estamos chamando de ‘periferias existenciais’. Lá, a Igreja precisa atuar com a caridade e assistência aos pobres”, disse. O regional Leste 2 aprofundou em assembleia o tema “Uma Igreja em saída frente aos desafios e esperanças do mundo urbano”. De acordo com o arcebispo de Uberaba (MG) e presidente do regional, dom Paulo Mendes Peixoto, as reflexões sobre a temática buscaram encontrar caminhos de como “atingir com a nossa pastoral”. “Cada vez que passa o tempo, o mundo urbano se torna mais complicado. No fundo, é aquela palavra de São Paulo que, em Atenas, ele encontrou na cidade um grande areópago, cheio de tanta confusão, tanta adversidade, por outro lado também, muita riqueza”, observa. Direito à cidade – Para Celso Pinto Carias, assessor das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), os mais pobres estão sendo excluídos do direito fundamental de usufruir das cidades. “Em nome de uma modernização dos grandes centros urbanos, empurra-se os mais pobres cada vez mais longe de seus postos de trabalho. “Os mais pobres não têm acesso aos equipamentos sociais e culturais produzidos nessas reformas urbanas”, avalia. Para contribuir no debate rumo à 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Comissão Especial sobre a atualização das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2019/2023 enviou ao episcopado brasileiro, a pessoas interessadas, aos organismos e pastorais da Igreja no Brasil o “Texto Mártir”. O chamado “Texto Mártir” será objeto de estudos e acréscimos até a próxima reunião da Comissão marcada para fevereiro de 2019, ocasião na qual se produzirá uma versão final do texto que será levado à 57ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil que acontece em Aparecida (SP), de 1º a 10 de maio de 2019. Fonte: Site Notícias Católicas
Ao longo do ano de 2018, a Igreja registrou a morte de 40 missionários e trabalhadores que atuam em pastorais ao redor do planeta. Este número representa quase o dobro do registro de 2017, quando foram confirmadas 23 mortes de acordo com a agência Fides. Até 2017, a América liderou por oito anos consecutivos o continente que mais registrou mortes de missionários. Em 2018, porém, foi ultrapassada pela África. Segundo dados da Fides, dos 40 mortos, 35 eram sacerdotes, 1 seminarista e 4 leigos. A África foi responsável por 21 mortes, sendo 19 sacerdotes, seminaristas e leigos. A América do Sul ficou em segundo lugar, com 15 mortos, incluindo 12 padres e 3 leigos. A Ásia veio a seguir com 3 padres. A Europa registrou a morte de um padre. “Missionário” de acordo com a “Evangelii Gaudium” A Fides explicou que prefere usar a palavra “missionário” para os mortos, referindo-se à Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, em que o Papa Francisco afirma que “em virtude do seu batismo, todos os membros do povo de Deus se tornaram discípulos missionários”. “Todos os batizados, seja qual for sua posição na Igreja ou seu nível de instrução na fé, são agentes de evangelização, e seria insuficiente imaginar um plano de evangelização a ser realizado por profissionais, enquanto o restante dos fiéis seriam simplesmente receptores passivos”, diz o Papa. É por isso que a lista anual da Fides não inclui apenas missionários no sentido estrito, ou missionários em terras de missão, mas compreende todos os batizados engajados na vida da Igreja morrendo de forma violenta e não estritamente “em ódio da fé”. Segundo a Fides, muitos missionários perderam suas vidas durante tentativas de assaltos e roubos, às vezes em circunstâncias violentas em contextos sociais empobrecidos e degradados, em que predomina a violência, com autoridades desamparadas ou enfraquecidas por conta da corrupção ou onde a religião é mal utilizada. Fonte: Site Notícias Católicas
Quinta, 03 Janeiro 2019 13:12

Bolsonaro fixa salário mínimo em R$ 998

Escrito por
Valor é válido a partir de 1º de janeiro, data da publicação do decreto O presidente Jair Bolsonaro fixou o valor do salário mínimo em 998 reais a partir de 1º de janeiro de 2019, de acordo com decreto publicado no Diário Oficial da União. A previsão contida no Orçamento da União para este ano aprovado pelo Congresso era de que o mínimo fosse dos atuais 954 reais para 1.006 reais, mas ainda não tinha sido assinada pelo governo Temer. Com o salário mínimo mensal de 998 reais, o valor diário do mínimo corresponderá a 33,27 reais, e o valor horário, a 4,54 reais. Fonte: Canção Nova
O ano de 2019 será intenso para a Igreja e para o Papa Francisco. A programação inclui a visita aos Emirados Árabes Unidos, além de viagens ao Marrocos, Bulgária e à República da Macedônia. Em relação aos grandes eventos, estão na agenda a JMJ no Panamá e o Sínodo para a Amazônia, em outubro. Confira abaixo os eventos aguardados para este ano: A JMJ do Panamá De 23 a 28 de janeiro o Papa fará a sua primeira viagem do ano, ao Panamá. Participará da 34ª Jornada Mundial da Juventude com o tema “Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Evento que chega depois do Sínodo sobre os Jovens realizado em outubro no Vaticano. Viagem aos Emirados Árabes Unidos De 3 a 5 de fevereiro Papa Francisco viajará aos Emirados Árabes Unidos, e será o primeiro pontífice a visitar o país. O tema da visita é “Fazei de mim um instrumento de vossa paz”, extraído da Oração de São Francisco de Assis. O evento será centralizado na importância do diálogo inter-religioso e da fraternidade entre os fiéis das várias religiões. O ano de 2019 foi declarado pelas autoridades dos Emirados “Ano da tolerância” com o objetivo de promover uma cultura que se afaste de qualquer tipo de fundamentalismo. O Conselho dos Cardeais e a reforma da Cúria De 18 a 20 de fevereiro será realizado no Vaticano a 28ª Reunião do Conselho dos Cardeais: o tema central será o projeto de revisão da Constituição Pastor Bonus sobre a Cúria Romana: em dezembro passado uma nova proposta da Constituição Apostólica, com o título Praedicate evangelium, foi entregue ao Santo Padre. O objetivo é tornar este organismo de governo mais apropriado às exigências de uma Igreja em saída, profundamente missionária. O encontro no Vaticano contra os abusos Um evento muito esperado para este ano é o encontro no Vaticano sobre o problema dos abusos. O Papa encontrará todos os presidentes das Conferências Episcopais do Mundo para falar da prevenção dos abusos contra menores e adultos vulneráveis. Um encontro fundamental para a luta contra os abusos de poder, de consciência e sexuais cometidos por expoentes da Igreja. Ao encontrar a Cúria em dezembro passado Francisco pede que os casos não sejam silenciados, mas trazidos objetivamente à luz, “porque o maior escândalo nesta matéria é o de encobrir a verdade” acrescentando aos que cometem abusos “convertei-vos, entregai-vos à justiça humana e preparai-vos para a justiça divina”. Visita ao Marrocos Nos dias 30 e 31 de março o Papa irá ao Marrocos depois de 33 anos da histórica visita de São João Paulo II, em 19 de agosto de 1985. Na ocasião, o Papa polonês encontrou 80 mil jovens muçulmanos no estádio de Casablanca, em um evento que nunca tinha acontecido antes no diálogo entre cristianismo e islã. O Papa na Bulgária e Macedônia De 5 a 7 de maio o Papa visitará a Bulgária e a República da Macedônia. Na Bulgária visitará as cidades de Sófia e Rakovski: o tema da viagem é “Pacem in Terris”, recordando a famosa encíclica de São João XXIII, primeiro Visitador e Delegado Apostólico na Bulgária. Na República da Macedônia o Papa visitará a cidade de Escópia, cidade natal de Santa Teresa de Calcutá, fundadora das Missionárias da Caridade. O tema da visita, que no logotipo se apresenta em macedônio e inglês, é “Não temas, ó pequeno rebanho” (Lc 12, 32). O Papa quer visitar o Japão Já no ano passado Papa Francisco tinha anunciado a sua vontade de visitar o Japão em 2019: “Espero que seja possível” disse à Associação japonesa “Tensho Kenoh Shisetsu Kenshoukai” recordando que há mais de 400 anos, em 1585, quatro jovens japoneses chegaram a Roma, acompanhados por alguns missionários jesuítas, para visitar o então Papa Gregório XIII. Na ocasião Francisco disse: “Os europeus encontraram os japoneses e os japoneses encontraram a Europa e o coração da Igreja Católica. Um encontro histórico entre duas grandes culturas e tradições espirituais, que devemos conservar na memória”. O Sínodo para a Amazônia Entre os encontros importantes de 2019 destaca-se a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-amazônica que será realizada em outubro. Participam sete Conferências Episcopais e nove países da região amazônica. Papa Francisco deseja que se discuta o tema: “Amazônia, novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral”. Mas o encontro não será apenas sobre ecologia: serão tratados importantes temas eclesiais. Um ano de fraternidade ao serviço da paz O ano de 2019 começou com o Dia Mundial da Paz. Na sua mensagem, Francisco convidou a colocar a política ao serviço da paz: “A paz parece-se com a esperança de que fala o poeta Charles Péguy; é como uma flor frágil, que procura desabrochar por entre as pedras da violência. Como sabemos, a busca do poder a todo o custo leva a abusos e injustiças. A política é um meio fundamental para construir a cidadania e as obras do homem, mas, quando aqueles que a exercem não a vivem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição”. Na sua Mensagem de Natal o Papa lançou votos de fraternidade que valem para o ano de 2019: “Fraternidade entre pessoas de todas as nações e culturas. Fraternidade entre pessoas de ideias diferentes, mas capazes de se respeitar e ouvir umas às outras. Fraternidade entre pessoas de distintas religiões” porque “Deus é um Pai bom e nós somos todos irmãos”. Fonte: Canção Nova
Quinta, 03 Janeiro 2019 12:59

Hoje é celebrado o Santíssimo Nome de Jesus

Escrito por
Neste dia 3 de janeiro, a Igreja celebra do Dia do Santíssimo Nome de Jesus. “Este é aquele santíssimo nome desejado pelos patriarcas, esperado com ansiedade, suplicado com gemidos, invocado com suspiros, requerido com lágrimas, dado ao chegar a plenitude da graça”, dizia São Bernardino de Sena. A palavra Jesus é a forma latina do grego “Iesous”, que por sua vez é a transliteração do hebraico “Jeshua” ou “Joshua” ou também “Jehoshua”, que significa “Yahveh é salvação”. O Santíssimo Nome de Jesus começou a ser venerado nas celebrações litúrgicas do século XIV. São Bernardino de Sena e seus discípulos propagaram o culto ao Nome de Jesus. Em 1530, o Papa Clemente VI concedeu pela primeira vez à Ordem Franciscana a celebração do Ofício do Santíssimo Nome de Jesus. São Bernardino costumava carregar uma pequena imagem que mostrava a Eucaristia com raios saindo dela e, no meio, via-se o monograma “IHS”, abreviação do Nome de Jesus em grego (ιησουσ). Mais tarde, a tradição devocional acrescentou um significado às siglas: “I”, Iesus (Jesus); “H”, Hominum (dos homens); “S”, Salvator (Salvador). Juntos, querem dizer Jesus, Salvador dos Homens. Santo Inácio de Loyola e os jesuítas fizeram deste monograma o emblema da Companhia de Jesus. O Nome de Jesus, invocado com confiança: Oferece ajuda nas necessidades corporais, segundo a promessa de Cristo: “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados” (Mc 16,17-18). No Nome de Jesus, os Apóstolos deram força aos aleijados (At 3,6; 9,34) e vida aos mortos (At 9,40). Dá confiança nas provações espirituais. O Nome de Jesus recorda ao pecador o “pai do filho pródigo” e o bom samaritano; ao justo, recorda o sofrimento e a morte do inocente Cordeiro de Deus. Protege-nos de Satanás e de suas artimanhas, pois o diabo teme ao Nome de Jesus, quem o venceu na Cruz. No Nome de Jesus, obtemos toda bênção e graça no tempo e na eternidade, pois Cristo disse: “O que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo dará” (Jo 16,23). Portanto, a Igreja termina todas as suas orações com as palavras: “Por Jesus Cristo, nosso Senhor”, etc. Assim, cumpre-se a palavra de São Paulo: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos” (Fl 2,10). Fonte: ACI
O Brasil desde o seu descobrimento construiu um dos maiores acervos de bens culturais, históricos e artísticos da Igreja Católica. A Santa Cruz, que, inclusive, deu os dois primeiros nomes a essa terra foi o primeiro bem cultural doado a Igreja. De lá para cá muita coisa foi construída e faz parte da fé, da história e da cultura do povo brasileiro. De acordo com o doutorando em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável e Conservador Restaurador de Bens Culturais Móveis, Dener Chaves, os bens culturais da Igreja estão divididos em: bens culturais materiais imóveis, integrados e móveis, além dos bens culturais imateriais. Bens materiais imóveis: capelas, igrejas, mosteiros e catedrais; Bens integrados: altares, pias batismais e forros esculpidos que se encontram em Igrejas coloniais ou dos séculos XIX e XX; Bens culturais móveis: imagens em madeira policromadas, cálices em ouro e prata, crucifixos, alfaias e uma diversidade de objetos litúrgico, além de pinturas, livros e documentos raros. Bens culturais imateriais: está relacionada ao modo de fazer, de festejar, de preparar, de cantar que são particulares a um determinado grupo ou região como a folia de reis, os tapetes de uma procissão, os festejos para um determinado santo, dentre outros. “Esses bens culturais fazem parte da nossa história, são formas de melhor compreender nossa identidade, são parte da nossa cultura preservada pelos fiéis e membros da Igreja, muitas obras, que mesmo sendo únicas, apontam para as especificidades de um período histórico e nos auxiliam para melhor compreendê-lo ou admirá-lo. Alguns bens móveis foram realizados por grandes mestres, e custaram altas somas de dinheiros, pagos com o trabalho e as doações dos fiéis”, destaca Dener Chaves. Desde abril de 2017, faz parte dos organismos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Comissão Episcopal Pastoral Especial para os Bens Culturais da Igreja no Brasil que “tem como missão promover o conhecimento, a conservação, a valorização cultural e evangelizadora dos bens culturais e imateriais da Igreja. Trabalhará pela proteção desses bens e incentivará a formação de especialistas em Bens Culturais, por meio de parcerias com Universidades, Faculdades Católicas e Escolas de Arte”. Conservar e proteger esse patrimônio é tarefa de toda a sociedade e para isso já existe o Curso de Especialização em Conservação Preventiva dos Bens Culturais Eclesiásticos oferecido na modalidade semipresencial pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Campus Praça da Liberdade. O conteúdo do curso foi pensado a partir das diretrizes da Comissão Episcopal Pastoral Especial para os Bens Culturais da Igreja no Brasil, considerando as diretivas do Acordo Brasil-Santa Sé. Para o Dener Chaves, gerações e mais gerações dedicaram suas vidas a preservação e manutenção de templos e imagens, naqueles altares foram batizados, crismados, casados e tiveram sua missa de corpo presente. Comunidades surgiram ao redor de capelas e hoje tem centenas de milhares de habitantes. “Peças litúrgicas foram doadas e usadas em dezenas de procissões onde a fé da comunidade repousou sua fé e esperança em um mundo melhor. Os sinos por séculos regularam a vida das comunidades, assim como o convívio na Igreja, poucos momentos onde uma comunidade rural se encontrava, mas que ainda hoje é uma referência de convívio”, relata. A especialização foi criada para atender a demanda de religiosos, fiéis e profissionais que lidam com o patrimônio cultural da Igreja e os capacitará para realizar projetos de preservação dos bens culturais, formar mão de obra especializada na manutenção desses bens, compreender o gerenciamento de risco e a metodologia utilizada para conservar os bens culturais e assim possibilitar que haja menos restaurações e desastres que causem danos ao patrimônio. Fonte: Notícias Católicas
Faltando 26 dias para o início da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Panamá 2019, os organizadores propõem aos peregrinos várias formas, a maioria gratuita, de se mobilizarem do dia 23 ao 27 de janeiro, dias nos quais o Papa Francisco estará presente no país. Em um comunicado divulgado recentemente pelo Governo do Panamá, Omar Pinzón, vice-ministro da Segurança e Diretor Executivo de Apoio à JMJ, informou que haverá um plano de mobilidade coordenado entre várias instituições, como o Metrô do Panamá, MiBus, o Comitê Organizador Local, entre outros. "Nós coordenamos com todas as instituições e foram estabelecidos diferentes esquemas para os peregrinos, os moradores e o setor privado no Panamá", afirmou. Por exemplo, os ônibus serão habilitados durante 24 horas para todos os peregrinos e cidadãos. Nos dias 26 e 27 de janeiro este serviço será gratuito. Do mesmo modo, Carlos Sánchez, representante da rede de ônibus da Cidade do Panamá, explicou que haverá acesso ao transporte público em cada lugar próximo às paróquias ou locais de catequese. Também serão oferecidas rotas especiais que ligarão vários pontos de transbordo a fim de facilitar a mobilização das pessoas que participarão dos eventos massivos. O comunicado afirma também que "a Linha 1 do Metrô terá todas as suas estações habilitadas" durante o evento e nos dias anteriores, enquanto a "Linha 2 operará parcialmente" com as estações Corredor Sur, Pedregal, San Antonio, Cincuentenario e San Miguelito. Do dia 22 ao 25 de janeiro, o horário das Linhas 1 e 2 do Metrô serão das 5h às 2h; no sábado, 26, serão habilitadas as 24 horas e no domingo, 27, a partir das 05h. O uso da Linha 2 do Metrô será gratuito com o uso do cartão respectivo e a Linha 1 manterá a tarifa normal. "Os Corredores Norte, Sul e Leste serão gratuitos no dia 23 de janeiro, por ocasião da chegada do Papa Francisco ao Panamá. Nos dias 26 e 27 de janeiro, os corredores Norte e Leste serão gratuitos. Em breve divulgarão os horários que serão gratuitos", concluiu o comunicado. Fonte: ACI