Diocese

Diocese (116)


Patrícia Silva

Setor de Comunicação Regional Ne 1

A primeira reunião de 2018 do Conselho Episcopal Regional (CONSER) da CNBB Nordeste 1 teve início na segunda- feira, dia 25 de junho, pela manhã, no Palácio da Abolição, em Fortaleza, onde os bispos das dioceses do Ceará se reuniram com o governador Camilo Santana. A pauta principal foi a análise das propostas apresentadas, pela conferência, no documento sobre Segurança Pública no Estado.

Essa temática já foi discutida em outro encontro com o governador, mas dois motivos fizeram os bispos retomarem essa discussão: o tema da Campanha da Fraternidade 2018, que fala sobre superação da violência, e o agravamento desse cenário no Estado. “Queremos com isso colaborar para a paz e a justiça no nosso Estado, não só levantando questões, mas também apresentando propostas de encaminhamentos e soluções”, justificou o secretário da CNBB Regional, dom Antônio Cavuto.

As propostas giraram em torno da promoção e respeito aos direitos humanos no centro da concepção de uma segurança cidadã, com fortalecimento e ampliação de formas de participação e controle social; prioridade absoluta de crianças, adolescentes e jovens e combate a todas as formas de opressão (racismo, lgbtfobia e violência de gênero); fim do encarceramento em massa, da degradação da vida nas prisões e reformulação dos centros educacionais; e, o desarmamento, controle de armas, tendo em vista um sistema criminal mais eficiente.

À medida que era lido cada tópico das propostas, o governador, com seus secretários, esclarecia o que já havia sido feito, apresentando também os projetos que estão em execução.

A reunião, que foi concluída no início da tarde e contou também com a participação dos assessores da CNBB no Ceará e da irmã Rosália Alencar Alves, secretária executiva do regional, foi o primeiro momento do Conser que deve se estender até a próxima quinta- feira, ao meio dia.

Encaminhamentos

Após dialogarem sobre as propostas, o governador apresentou alguns encaminhamentos elaborados a partir das demandas e partilhas das realidades de cada diocese. Foram eles:

1- Ampliar parcerias com instituições/ entidades de recuperação de dependentes químicos;

2- Situação dos empreendimentos “Minha casa, minha vida”;

3- Construção do presídio de Crateús;

4- Ampliação das vagas do Programa de Proteção;

5- Realização da Conferência Estadual de Segurança Pública Descentralizada;

6- Relatório de homicídio de adolescentes;

7- Convidar o prefeito de Fortaleza e o presidente da APRECE (Associação dos Municípios do Estado do Ceará) para participarem das próximas reuniões com os bispos;

8- Inserir a presença do Secretário da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social nas reuniões mensais do Ceará de Paz;

9- Realização das Campanhas: CNBB, desarmamento.

Para dom Cavuto, o resultado desse encontro com o governador do Estado foi muito positivo. “A gente nota que, por parte do governador e seus secretários, há boa vontade de nos ouvir e considerar essas propostas. É muito bom a gente sentir que há o desejo do governo de uma colaboração nossa, como Igreja, tendo em vista o bem do nosso povo. Esse é o nosso interesse, promover tudo aquilo que vá proporcionar melhores condições de vida para nossa população já tão sofrida”, disse.

Igreja e Poder Público

A ligação entre Igreja e Poder Público é vista, pelo governador Camilo Santana, como uma relação importante para o bom andamento da sociedade.

“Pra mim é muito importante ouvir as reclamações, as demandas, as sugestões da Igreja aqui no Ceará. Nós criamos esse ambiente para nos reunir, discutir. Pra mim é importante para o governo, para a equipe do governo, pra mim enquanto governador essa aproximação da Igreja Católica com o governo pra que a gente possa construir ações conjuntas e nos fortalecer principalmente nos desafios de enfrentamento dos problemas do Ceará”, disse Camilo.

O Conser acontece semestralmente e, desde 2016, o primeiro dia do encontro tem tido como pauta a reunião com o governador.

Portadores de uma doença renal progressiva, os irmãos Raimundo, de 57 anos, e Antônio Rodrigues de Abreu, de 51, receberam transplante de rins de um mesmo doador, no mesmo dia. O fato é incomum, de acordo com a médica Paula Fernandes, chefe da Unidade do Sistema Urinário do Hospital Universitário Walter Cantídio, da Universidade Federal do Ceará (UFC).

"Essa é uma situação muito rara no mundo e foi a primeira vez que isso aconteceu no hospital. A equipe ficou bastante motivada para que os dois pudessem ser operados no mesmo dia e torcendo para dar certo", diz.

A seleção dos pacientes que vão receber transplante respeita uma lista de espera e segue critérios de compatibilidade. Um deles é o antígeno leucocitário humano (HLA). A chance de dois irmãos terem o HLA idêntico é de 25%, e esse foi o caso dos dois, que também eram compatíveis com o doador.

Qualquer célula exibindo algum tipo de antígeno leucocitário humano que não parece próprio do indivíduo é percebido como um invasor pelo sistema imunológico do corpo, resultando na rejeição do transplante do tecido que possui essas células. Assim, verificar a compatibilidade HLA é essencial para que um transplante de órgãos seja bem-sucedido.

 

'Parecia que tinha ganhado na loteria'

 

Os irmãos sofrem de uma doença renal progressiva, a nefropatia diabética. Raimundo já se preparava para receber o transplante há cinco anos, e Antônio, há quatro. Eles moravam em Manaus, em Amazonas, quando receberam a notícia da necessidade do transplante. Há um ano vieram para Fortaleza em busca de oportunidade em realizar o procedimento.

Às 2h30 do dia 23 de maio deste ano, Raimundo recebeu uma ligação do hospital comunicando que um doador compatível havia aparecido e que ele era o próximo na fila de espera. Algumas horas depois, o irmão, Antônio, recebeu ligação semelhante.

“Eu conheço pessoas que foram chamadas 24 vezes e não estavam preparadas. Não fiquei muito confiante. A ficha não caiu. Não acreditei”, diz Antônio.

Após fazer os exames, Antônio foi o primeiro a ser encaminhado para a cirurgia. Algumas horas depois, foi a vez de Raimundo. Cirurgias bem-sucedidas, os dois dividiram também o quarto no período de recuperação.

“Depois que eu acordei da cirurgia, senti aquela felicidade, aquela alegria, aquela vontade de chorar. Parecia que eu tinha ganhado na loteria”, resume Antônio.

Oito dias depois, os irmãos receberam alta hospitalar. Os dois têm planos de voltar a Manaus para reencontrar o restante da família, quando estiverem completamente recuperados e receberem a autorização para isso. “Eu só faço o que o médico manda”, diz Raimundo. Os irmãos também têm planos de viajar pelo Brasil e para o exterior.

 

Transplantes

 

De acordo com a chefe da Unidade do Sistema Urinário do Hospital Universitário Walter Cantídio, desde o primeiro procedimento, realizado em agosto de 1977, já foram realizados 1.556 transplantes renais no HUWC. Apenas entre janeiro e maio de 2018, foram 47 procedimentos. O paciente mais antigo tem 40 anos de transplante.

No Hospital Walter Cantídio, a taxa de doação dos pacientes que estão em morte cerebral é acima de 70%. E a taxa de sobrevida no primeiro ano após o transplante supera 95%.

Segundo levantamento da Central de Transplantes do Estado, em 2018 (até 8 de junho), o Ceará já contabiliza 565 transplantes realizados, sendo 327 de córnea, 111 de fígado, 104 de rim, 43 de medula óssea, 13 de coração e dois de pulmão.

Fonte: G1/CE

Redação
Correio da Semana

Os bispos do Ceará estão reunidos em Fortaleza para o Conselho Episcopal Regional Nordeste 1 (Conser). O encontro acontece de 25 a 28 de junho na Casa “Maria Auxílio dos Cristãos”, em Messejana. A programação teve início nesta segunda-feira, 25, com reunião dos bispos com o governador Camilo Santana e deverá seguir com reunião privativa dos bispos. Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, bispo da Diocese de Sobral, também está presente ao Conser.

O encontro acontece semestralmente e é realizado como um instrumento colegial de comunhão e tem como objetivo acompanhar o caminho de evangelização, vida e ação da Igreja nesta região particular. “Uma reunião do Conselho é um momento de retomada dessa ação conjunta de reflexão, de orientação, de avaliação e de estímulo da ação evangelizadora”, ressalta o presidente do Conser, Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques.

Fazem parte do Conselho os bispos diocesanos, bispos auxiliares e bispos eméritos. Participam ainda os Coordenadores Diocesanos de Pastoral de Cada Diocese, Vigários Episcopais, além de representantes regionais de comissões, pastorais e organismos.

Evangelizar sempre com mais eficácia é o ponto de partida, de acordo com Dom José Antônio. “Evangelizar é a grande missão da Igreja, levar o Evangelho a todas as pessoas. Viver o Evangelho, testemunhá-lo e fazer o Reino de Deus acontecer como assim fez Jesus e entregou a seus discípulos e à Igreja no decorrer dos séculos. Tudo isso nos ajuda a pensar o ambiente, os destinatários, a situação, aquilo que nós vivemos e como viver esse anúncio concreto do Evangelho nessa realidade em que nós vivemos”, completa.

Programação

Na terça-feira, 26, a programação seguirá a sessão reservada aos bispos pela manhã e, à tarde, também participam representantes dos presbíteros de cada Diocese e Coordenadores Diocesanos de Pastoral. Na quarta-feira de 7h às 13h30 acontecerá o Encontro dos Bispos com os Coordenadores Diocesanos de Pastoral e representantes regionais de pastorais e organismos.

(Com informações e fotos da Comissão para a Comunicação Social – Ne 1)

Segunda, 25 Junho 2018 18:20

Areninha Teco-Teco é inaugurada em Sobral

Escrito por

 

O Bairro Alto da Brasília ganhou a Areninha Teco-Teco, primeiro equipamento do tipo inaugurado em Sobral. Com um investimento de R$ 309.746,14 do tesouro municipal, a Areninha conta com gramado artificial, traves, telas de proteção, iluminação especial, vestiário e arquibancada. A obra foi viabilizada em parceria entre Prefeitura de Sobral e Governo do Estado do Ceará. O evento de inauguração foi realizado no domingo, 24, com a presença do governador Camilo Santana e do prefeito Ivo Gomes.

O equipamento homenageia Raimundo Brandão de Souza Bento, popularmente conhecido como Teco-Teco, ex-jogador e ídolo da torcida do Guarany de Sobral. O projeto Areninha tem o objetivo de melhorar a infraestrutura dos campos de futebol existentes nos municípios, permitindo a intensificação da atividade esportiva e de lazer, promovendo a integração social e melhoria da qualidade de vida da população.

O prefeito Ivo Gomes disse ser uma alegria entregar a primeira Areninha e ressalta que próximos equipamentos já estão em construção. “É uma alegria poder entregar a primeira Areninha em parceria com o Governo do Estado. É um equipamento que vai servir a crianças, jovens, adultos e idosos para que todo mundo pratique esportes e se sinta melhor, tenha mais saúde e possamos ter uma cidade mais pacífica, que é o que todo mundo quer”, ressalta.

A população deverá participar ativamente do projeto da Areninha, segundo o governador Camilo Santana. “A ideia é que a comunidade faça parte da gestão da Areninha. Vai haver monitores, escolinha de futebol para crianças, jovens e adultos. Esse é um equipamento que tem um papel social muito importante em descobrir talentos para o futebol de Sobral, tirar os jovens das ruas e das drogas. Esse é o grande objetivo e no entorno da Areninha surge uma vocação econômica; as pessoas passam a vender alimentos. Além de ser um ambiente de convivência das famílias e dos jovens”, garante.

Estiveram presentes ainda à solenidade de inauguração os deputados Leônidas Cristino, Tim Gomes e Ferreira Aragão; o secretário adjunto da Casa Civil, Quintinho Vieira; vereadores; e secretários municipais. 

Fonte: Correio da Semana

Foto: Prefeitura de Sobral

Inaugurada no dia 21 de junho de 1959, a Rádio Educadora do Nordeste – ZYH 593 – 950 kHz, celebra nesta quinta-feira, 21, seus 59 anos de fundação, em preparação para o jubileu de 60 anos. A emissora é administrada pela Diocese de Sobral e tem como diretor Pe. Francisco Florêncio da Costa.

A emissora foi criada com ênfase na educação, mas desde seu princípio já trazia também a evangelização dentro da programação. Na época, a rádio fundada pelo Monsenhor Sabino Guimarães Loyola era transmissora das escolas radiofônicas em todo o interior do Estado. As escolas radiofônicas funcionavam com rádios cativos, que tinham como única programação a Educadora, dentro das salas de aula. As aulas eram transmitidas diretamente dos estúdios da emissora.

A Educadora do Nordeste passou a ser administrada pela Diocese por volta de 1970 e a programação se diversificou para atingir um público cada vez maior. Evangelização, educação e informação são as marcas da rádio que hoje é a segunda em audiência em Sobral. Funcionando com moderno transmissor de 6 kW e estúdio bem equipado, a Educadora destaca-se como uma das mais ouvidas em Sobral e região e pode ser acessada na internet pelo endereço www.radioeducadora950.com.br

Ao longo da história da emissora, estiveram na direção nomes como Cônego Egberto Rodrigues de Andrade, José Ribamar Coelho, Monsenhor Assis Rocha, além de Carlos Gomes Carneiro, o Carlito, que atualmente é diretor técnico e de programação.

No dia 29 de junho a Igreja Católica celebra a Festa de São Pedro e São Paulo, e nela celebra o Dia do Papa. No Brasil, a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil transferiu esta celebração para o domingo posterior, quando a Igreja Católica celebra o dia do Papa e reverencia o primeiro Papa, São Pedro, e, também, o apóstolo São Paulo. Neste contexto, no ano do laicato, entrevistamos o Comendador Luiz Carlos Pugialli, nascido em São Paulo, mas, residente no Rio há 31 anos, 56 de idade e 30 de casado com Thereza Cristina Pugialli, com quem é pai de João Paulo Pugialli.

Luiz Carlos Pugialli é cavaleiro Comendador da Nobre e Pontifícia Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém, onde exerce a função de Cerimoniário Leigo da Lugartenência do Rio de Janeiro e tem formação acadêmica nas áreas de Filosofia e Administração.

O Comendador Pugialli possui em seu currículo uma informação pouco comum. Ele, sendo leigo, é o único brasileiro que participou da organização das visitas oficiais ao Brasil do Papa São João Paulo II, 1980, 1982 (Sua Santidade permaneceu no aeroporto internacional do Rio, quando viajava para a Argentina, onde fez um rápido discurso, durante a escala de seu voo no Rio de Janeiro), 1991 e 1997; do Papa Bento XVI, 2007; e do Papa Francisco, na primeira viagem oficial de seu pontificado, na Jornada Mundial da Juventude de 2013.

Em homenagem ao Papa e destacando a importância do trabalho dos leigos na nossa Igreja, estivemos com o Comendador, nosso irmão de Ordem, que gentilmente nos recebeu e respondeu às seguintes perguntas.

Comendador, fale-nos de sua experiência na Igreja Católica, notadamente na Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Paulista, há 31 anos morador da cidade do Rio de Janeiro, ex-seminarista, quando cheguei na Arquidiocese passei a frequentar a Paróquia de Nossa Senhora da Esperança, no bairro de Botafogo, onde passei a participar como catequista na Pastoral da Iniciação Cristã, como agente de crisma. Como catequista passei a frequentar as celebrações na Catedral de São Sebastião. Convidado pelo Cônego Abílio Vasconcelos, passei, também, a colaborar nos eventos da Catedral. Com a proximidade do Cardeal Eugenio de Araújo Sales, passei a ajudá-lo, também, não só nas celebrações na Catedral, mas também acompanhando-o nas visitas e celebrações nas Paróquias. Dos 30 anos como arcebispo do Rio, estive ao seu lado por 27 anos servindo de perto o Cardeal Sales, como auxiliar de cerimoniário. Em 2001 tomou posse o Cardeal Eusébio Scheid, a quem também colaborei nos grandes eventos de 2001 a 2009, com a chegada do arcebispo Dom Orani João Tempesta.

Como foi a experiência de participar da organização das visitas oficias dos Papas ao Brasil? Como foi a atuação do Senhor neste trabalho?

Minha experiência nas organizações das visitas oficiais começou naturalmente, até porque em 1980 era seminarista no Seminário Bom Jesus de Aparecida do Norte, um dos lugares que o Papa João Paulo II visitou e ficou hospedado. Um grupo de seminarista, ficamos encarregados de colaborar na cerimônia litúrgica na Basílica de N. Sra. Aparecida. Nosso Padre Reitor convidou-me para ser “librifero”, ou seja, tive a função de segurar o livro das orações que o Papa faria. Também fiquei responsável por cuidar do Séquito Papal na hospedagem, quando tive a honra de conhecer Dr. Alberto Gasbarri, coordenador das viagens internacionais do Papa.

O Papa João Paulo II esteve no Brasil quatro vezes, sendo três delas oficiais e uma delas, porém, permaneceu apenas no aeroporto, quando ia para a Argentina em 1982, onde fez um rápido discurso durante a escala de seu voo no Rio de Janeiro.

Já próximo ao Cardeal Dom Eugênio Sales participei, também, em 1991 em Vitória (ES) e na Bahia, quando o Papa foi visitar a irmã Dulce. Em 1997 fui convidado pelo Cardeal Sales para ser secretario executivo do II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, trabalho que desempenhei por 3 anos, considerando a preparação, os dias do evento, a documentação e arquivos.

Em 2007, o Papa Bento XVI veio ao Brasil para a Conferência de Aparecida e Canonização de Frei Galvão. Em reunião no Rio de Janeiro entre o Cardeal Claudio Hummes com o Cardeal Sales, já emérito, foi solicitado a indicação de alguém que poderia contribuir com a organização da visita do Papa Bento XVI, visto a experiência bem-sucedida, em 1997. Meu nome foi sugerido e passei a integrar a Comissão como secretário adjunto da Visita do Santo Padre.

Já em 2013, por ocasião da visita oficial do Papa Francisco, fui designado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, Presidente da Comissão Governamental para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013.

O quê o Senhor pode perceber da personalidade de cada Papa e que lições eles deixaram para sua vida pessoal e cristã?

Começo falando das lições que deixaram na minha vida e ainda deixam: estes mais de 30 anos servindo a nossa amada Igreja Católica deixa uma marca de gratidão Deus. Gratidão é a palavra que mais expressa meu sentimento: quando o Papa João Paulo II faleceu, recebi um telefonema da CNBB dizendo que o Governo Brasileiro iria para o velório e que levaria comitiva representativa do país, entre os nomes das personalidades brasileiras estava o meu nome.

Estou finalizando o meu livro que terá o título “O Fascínio do Homem de Branco” que relata um pouco dessa história e, também, depoimentos de pessoas que tiveram a oportunidade de estar também, ao longo desses anos, com os Romanos Pontífices. Na narrativa desse livro retrato um pouco da personalidade de cada um dos 3 Papas e o fascínio que o homem de branco provoca nas pessoas, sejam elas católicas ou não.

Detentor de um dos mais longos pontificados da História, São João Paulo II foi o papa dos jovens, de carisma inigualável e hoje ocupa os altares das Igrejas Católicas mundo afora. Fale-nos como foi a experiência de estar pertinho dele, ser abençoado por ele?

O Papa João Paulo II é uma história à parte em minha família. Foi o primeiro Papa que conheci de perto e que tive a oportunidade de receber dele gestos de carinho. Sempre o achei um santo, logo depois de estar com ele na primeira visita em 1980, quando ele se despediu do Brasil o povo chorava de saudades, um sentimento não entendido pelo polonês do leste europeu.

Atribuímos, como milagre a São João Paulo II, uma bênção que minha esposa e eu recebemos: depois de 5 anos desejando ter um filho e fazendo tratamento médico, recebemos uma bênção do Santo Padre e logo minha esposa engravidou e nasceu nosso filho João Paulo.

Tive a oportunidade de acompanhar várias jornadas mundiais da juventude e em Paris, a convite do Santo Padre, tive a oportunidade de estar na Comitiva próxima ao Santo Padre; o carisma do Papa com os jovens era extraordinário. Por várias vezes tive a oportunidade de estar em Roma, em reunião nos Pontifícios Conselhos preparando eventos no Rio de Janeiro e no Brasil.

Estar perto do Santo Padre, de modo especial de São João Paulo II, fortaleceu minha fé e a esperança que tenho na Igreja. E, caminhando com ela, estamos no caminho certo proposto por Jesus. Estive ao lado do Papa em diversos momentos, arrumando seu quarto, ajudando na liturgia, levando mamão papaia para Roma, fazendo cerco para ele passar, olhando e admirando suas pregações, acompanhando em cerimonias em outros lugares e junto a outros servos de Deus e santos: com Servo de Deus Guido Schaffer, a Beata Irmã Dulce, a Irmã Lúcia vidente de Fátima.

Confesso que um momento muito especial para mim foi durante o Jubileu das Crianças do Ano de 2000, quando a segurança do Papa João Paulo II, me viu com a família na primeira fila e pegou meu filho e colocou ao lado da cadeira do Papa durante toda a audiência. João Paulo, meu filho, ali permaneceu durante a audiência e o Papa falava com ele em português.      

Qual a sua mensagem aos leigos católicos e, de modo muito especial, aos de nossa Diocese de Sobral?

Cada leigo deve repetir com São Paulo: “Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16). Certa vez, falando aos bispos do Brasil em uma de suas visitas ad limina, Papa João Paulo II disse a eles: “O fiel leigo, na sua própria vida cristã e em sua atuação na Igreja, não é um mero auxiliar do bispo ou do padre. O batismo lhe dá direito e, portanto, também o dever de realizar em sua existência a ação sacerdotal de Cristo. Daí a justa autonomia do fiel leigo naquilo que lhe é próprio: em qualquer estado ou condição de vida, cada pessoa na sociedade, independentemente da sua raça e cultura, tem o lugar que lhe é devido e é chamada à exercer a missão que Deus confiou à Igreja, para esta realizar no mundo” (Código de Direito Canônico, 204).”

São Paulo nos lembra: “Vós sois o Corpo de Cristo, e cada um de vós é um dos seus membros” (1Cor 12,27). A área específica do leigo é o apostolado no mundo secular, inserido nas realidades temporais, na escola, na indústria, na economia, política, artes, música etc., participando, como cristão, das atividades do seu estado de vida e trabalho social” (Christifideleslaici, 17).

O mundo é o campo de trabalho do leigo. Por outro lado, o Concílio Vaticano II ensinou que o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se diferenciem essencialmente e não apenas por grau, ordenam-se mutuamente um ao outro; pois um e outro participam, cada um a seu modo, do único sacerdócio de Cristo” (LG,10).

No dia 29 de junho a Igreja Católica celebra a Festa de São Pedro e São Paulo, e nela celebra o Dia do Papa. No Brasil, a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil transferiu esta celebração para o domingo posterior, quando a Igreja Católica celebra o dia do Papa e reverencia o primeiro Papa, São Pedro, e, também, o apóstolo São Paulo. Neste contexto, no ano do laicato, entrevistamos o Comendador Luiz Carlos Pugialli, nascido em São Paulo, mas, residente no Rio há 31 anos, 56 de idade e 30 de casado com Thereza Cristina Pugialli, com quem é pai de João Paulo Pugialli.

Luiz Carlos Pugialli é cavaleiro Comendador da Nobre e Pontifícia Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém, onde exerce a função de Cerimoniário Leigo da Lugartenência do Rio de Janeiro e tem formação acadêmica nas áreas de Filosofia e Administração.

O Comendador Pugialli possui em seu currículo uma informação pouco comum. Ele, sendo leigo, é o único brasileiro que participou da organização das visitas oficiais ao Brasil do Papa São João Paulo II, 1980, 1982 (Sua Santidade permaneceu no aeroporto internacional do Rio, quando viajava para a Argentina, onde fez um rápido discurso, durante a escala de seu voo no Rio de Janeiro), 1991 e 1997; do Papa Bento XVI, 2007; e do Papa Francisco, na primeira viagem oficial de seu pontificado, na Jornada Mundial da Juventude de 2013.

Em homenagem ao Papa e destacando a importância do trabalho dos leigos na nossa Igreja, estivemos com o Comendador, nosso irmão de Ordem, que gentilmente nos recebeu e respondeu às seguintes perguntas.

Comendador, fale-nos de sua experiência na Igreja Católica, notadamente na Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Paulista, há 31 anos morador da cidade do Rio de Janeiro, ex-seminarista, quando cheguei na Arquidiocese passei a frequentar a Paróquia de Nossa Senhora da Esperança, no bairro de Botafogo, onde passei a participar como catequista na Pastoral da Iniciação Cristã, como agente de crisma. Como catequista passei a frequentar as celebrações na Catedral de São Sebastião. Convidado pelo Cônego Abílio Vasconcelos, passei, também, a colaborar nos eventos da Catedral. Com a proximidade do Cardeal Eugenio de Araújo Sales, passei a ajudá-lo, também, não só nas celebrações na Catedral, mas também acompanhando-o nas visitas e celebrações nas Paróquias. Dos 30 anos como arcebispo do Rio, estive ao seu lado por 27 anos servindo de perto o Cardeal Sales, como auxiliar de cerimoniário. Em 2001 tomou posse o Cardeal Eusébio Scheid, a quem também colaborei nos grandes eventos de 2001 a 2009, com a chegada do arcebispo Dom Orani João Tempesta.

Como foi a experiência de participar da organização das visitas oficias dos Papas ao Brasil? Como foi a atuação do Senhor neste trabalho?

Minha experiência nas organizações das visitas oficiais começou naturalmente, até porque em 1980 era seminarista no Seminário Bom Jesus de Aparecida do Norte, um dos lugares que o Papa João Paulo II visitou e ficou hospedado. Um grupo de seminarista, ficamos encarregados de colaborar na cerimônia litúrgica na Basílica de N. Sra. Aparecida. Nosso Padre Reitor convidou-me para ser “librifero”, ou seja, tive a função de segurar o livro das orações que o Papa faria. Também fiquei responsável por cuidar do Séquito Papal na hospedagem, quando tive a honra de conhecer Dr. Alberto Gasbarri, coordenador das viagens internacionais do Papa.

O Papa João Paulo II esteve no Brasil quatro vezes, sendo três delas oficiais e uma delas, porém, permaneceu apenas no aeroporto, quando ia para a Argentina em 1982, onde fez um rápido discurso durante a escala de seu voo no Rio de Janeiro.

Já próximo ao Cardeal Dom Eugênio Sales participei, também, em 1991 em Vitória (ES) e na Bahia, quando o Papa foi visitar a irmã Dulce. Em 1997 fui convidado pelo Cardeal Sales para ser secretario executivo do II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, trabalho que desempenhei por 3 anos, considerando a preparação, os dias do evento, a documentação e arquivos.

Em 2007, o Papa Bento XVI veio ao Brasil para a Conferência de Aparecida e Canonização de Frei Galvão. Em reunião no Rio de Janeiro entre o Cardeal Claudio Hummes com o Cardeal Sales, já emérito, foi solicitado a indicação de alguém que poderia contribuir com a organização da visita do Papa Bento XVI, visto a experiência bem-sucedida, em 1997. Meu nome foi sugerido e passei a integrar a Comissão como secretário adjunto da Visita do Santo Padre.

Já em 2013, por ocasião da visita oficial do Papa Francisco, fui designado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, Presidente da Comissão Governamental para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013.

O quê o Senhor pode perceber da personalidade de cada Papa e que lições eles deixaram para sua vida pessoal e cristã?

Começo falando das lições que deixaram na minha vida e ainda deixam: estes mais de 30 anos servindo a nossa amada Igreja Católica deixa uma marca de gratidão Deus. Gratidão é a palavra que mais expressa meu sentimento: quando o Papa João Paulo II faleceu, recebi um telefonema da CNBB dizendo que o Governo Brasileiro iria para o velório e que levaria comitiva representativa do país, entre os nomes das personalidades brasileiras estava o meu nome.

Estou finalizando o meu livro que terá o título “O Fascínio do Homem de Branco” que relata um pouco dessa história e, também, depoimentos de pessoas que tiveram a oportunidade de estar também, ao longo desses anos, com os Romanos Pontífices. Na narrativa desse livro retrato um pouco da personalidade de cada um dos 3 Papas e o fascínio que o homem de branco provoca nas pessoas, sejam elas católicas ou não.

Detentor de um dos mais longos pontificados da História, São João Paulo II foi o papa dos jovens, de carisma inigualável e hoje ocupa os altares das Igrejas Católicas mundo afora. Fale-nos como foi a experiência de estar pertinho dele, ser abençoado por ele?

O Papa João Paulo II é uma história à parte em minha família. Foi o primeiro Papa que conheci de perto e que tive a oportunidade de receber dele gestos de carinho. Sempre o achei um santo, logo depois de estar com ele na primeira visita em 1980, quando ele se despediu do Brasil o povo chorava de saudades, um sentimento não entendido pelo polonês do leste europeu.

Atribuímos, como milagre a São João Paulo II, uma bênção que minha esposa e eu recebemos: depois de 5 anos desejando ter um filho e fazendo tratamento médico, recebemos uma bênção do Santo Padre e logo minha esposa engravidou e nasceu nosso filho João Paulo.

Tive a oportunidade de acompanhar várias jornadas mundiais da juventude e em Paris, a convite do Santo Padre, tive a oportunidade de estar na Comitiva próxima ao Santo Padre; o carisma do Papa com os jovens era extraordinário. Por várias vezes tive a oportunidade de estar em Roma, em reunião nos Pontifícios Conselhos preparando eventos no Rio de Janeiro e no Brasil.

Estar perto do Santo Padre, de modo especial de São João Paulo II, fortaleceu minha fé e a esperança que tenho na Igreja. E, caminhando com ela, estamos no caminho certo proposto por Jesus. Estive ao lado do Papa em diversos momentos, arrumando seu quarto, ajudando na liturgia, levando mamão papaia para Roma, fazendo cerco para ele passar, olhando e admirando suas pregações, acompanhando em cerimonias em outros lugares e junto a outros servos de Deus e santos: com Servo de Deus Guido Schaffer, a Beata Irmã Dulce, a Irmã Lúcia vidente de Fátima.

Confesso que um momento muito especial para mim foi durante o Jubileu das Crianças do Ano de 2000, quando a segurança do Papa João Paulo II, me viu com a família na primeira fila e pegou meu filho e colocou ao lado da cadeira do Papa durante toda a audiência. João Paulo, meu filho, ali permaneceu durante a audiência e o Papa falava com ele em português.      

Qual a sua mensagem aos leigos católicos e, de modo muito especial, aos de nossa Diocese de Sobral?

Cada leigo deve repetir com São Paulo: “Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16). Certa vez, falando aos bispos do Brasil em uma de suas visitas ad limina, Papa João Paulo II disse a eles: “O fiel leigo, na sua própria vida cristã e em sua atuação na Igreja, não é um mero auxiliar do bispo ou do padre. O batismo lhe dá direito e, portanto, também o dever de realizar em sua existência a ação sacerdotal de Cristo. Daí a justa autonomia do fiel leigo naquilo que lhe é próprio: em qualquer estado ou condição de vida, cada pessoa na sociedade, independentemente da sua raça e cultura, tem o lugar que lhe é devido e é chamada à exercer a missão que Deus confiou à Igreja, para esta realizar no mundo” (Código de Direito Canônico, 204).”

São Paulo nos lembra: “Vós sois o Corpo de Cristo, e cada um de vós é um dos seus membros” (1Cor 12,27). A área específica do leigo é o apostolado no mundo secular, inserido nas realidades temporais, na escola, na indústria, na economia, política, artes, música etc., participando, como cristão, das atividades do seu estado de vida e trabalho social” (Christifideleslaici, 17).

O mundo é o campo de trabalho do leigo. Por outro lado, o Concílio Vaticano II ensinou que o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se diferenciem essencialmente e não apenas por grau, ordenam-se mutuamente um ao outro; pois um e outro participam, cada um a seu modo, do único sacerdócio de Cristo” (LG,10).

A Diocese de Sobral esteve em festa, Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos Bispo da Diocese juntamente com sua família, amigos e fiéis comemoram com uma Santa Missa no dia 11 de junho o seu sexto ano de Sagração Episcopal. A celebração aconteceu às 18 horas. Concelebraram com o Bispo; Monsenhor Gonçalo Pinho, Padre Lucione Queiroz, Padre Herlandino Sampaio, Padre Antônio Eudes, Padre Jocélio Mendes, Padre Fábio Mota, Padre Zenobio Gomes, Padre Aristides de Oliveira, Padre Airton Liberato, Padre João Paulo, Padre Francisco Júnior Melo, Padre Italo Arcanjo e Padre Fábio de Sousa. Dom Vasconcelos iniciou a homilia agradecendo a presença de todos os presentes e falando sobre como os últimos dias haviam sido cansativos. Seguiu comentando sobre cada momento que viveu na época que foi sagrado Bispo.

Comentou sobre a maturidade e sabedoria do ser humano, que não se encontra através das conclusões que ele chega, dos conceitos, das respostas prontas. A sabedoria do ser humano se adquire através das perguntas. Dom Vasconcelos levou todos os presentes na Santa Missa a refletir, mostrando que o tempo passa muito rápido e que Deus quer que nos perguntemos onde estamos, o que estamos fazendo. Dom Vasconcelos abordando o evangelho fala da pergunta que Deus nos faz, pergunta que é feita três vezes; “Tu me amas?” a partir desta pergunta Deus nos dá um mandamento; “apascenta as minhas ovelhas”. O Bispo explica que é importante sempre nos perguntar onde estamos, esse tipo de pergunta é que nos dá motivação para continuar nossas vidas. “Eu também tenho 70 presbíteros” foi o que disse Dom Vasconcelos quando falou sobre a primeira leitura da Santa Missa. Seguindo essa frase, explica o significado da palavra “presbíteros” que significa anciãos e da importância de cada um deles dentro da Diocese. Tudo deve ser feito por amor a Jesus, pois se não fizermos por amor a Jesus, nada nos adiantará.  Dom Vasconcelos encerrou sua fala dizendo:

“Que nunca nos falte a alegria de servir e o amor a Cristo e ao seu rebanho”

No final da celebração todo o povo de Deus que estava na Santa Missa, pode conhecer um pouco mais da história de Dom Vasconcelos através de alguns álbuns de fotos que o próprio Bispo levou para a Igreja Catedral e deixou esses álbuns a disposição do público. Dom Vasconcelos sorriu e disse: “Tratem com cuidado meus álbuns”.

A Câmara Municipal de Sobral, na tarde dessa segunda-feira dia 11 de junho de 2018, votou o projeto de Lei N.º 2228/18 sobre a Política Municipal de Atenção à Pessoa com Deficiência de Sobral, tendo como resultado final dessa votação, parecer favorável, com 18 votos a favor, dentre os 20 vereadores presentes na plenária.

Em 2016, foi aprovado e financiado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, um projeto de fortalecimento do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Sobral – CMDPDS , focado na capacitação e sensibilização de entidades e profissionais envolvidos coma causa. Uma das etapas desse projeto culminou com a organização de uma oficina para a elaboração de um Plano Municipal. Este encontro aconteceu no Itacaranha Hotel de Serra (Meruoca-CE), onde esteve presente um público em torno de umas 70 pessoas, dentre elas: pessoas com deficiências (física, visual, auditiva, intelectual), representantes do poder público e de instituições que trabalham com pessoas com deficiências (APAE, ASPA, APNE e outras) e pessoas da sociedade civil,  com  intuito de elaborar um Plano Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Sobral. Foi um momento riquíssimo de muitas discussões, análise da conjuntura atual do nosso município de Sobral, no que se refere à Acessibilidade e Inclusão Social. Esse projeto fora transformado em uma política, com o auxílio da Secretaria de Direitos Humanos, juntamente com o Dr. Rafael, advogado desta secretaria, a qual o conselho está vinculado por lei, entendendo que, dessa forma, a execução dessa política não tem prazo limitado para concretização de suas diretrizes e nem se limita a uma única gestão, pois uma política é permanente e pode ser atualizada sempre que houver necessidades de melhoria sobre a temática.

Vale ressaltar que, o conteúdo desse material, que versa sobre a Política Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Sobral, foi elaborado com base nas legislações vigentes, tais como as Convenções da ONU sobre os direitos das PCDs, o Plano Viver sem Limites do Governo Federal e o Estatuto da PCD (Lei Brasileira de Inclusão, Lei N.º 13.145, de 06 de Julho de 2015) e engloba os principais eixos de direitos, com várias diretrizes as serem implementadas no município, nas áreas de Saúde, Educação, Assistência Social, Emprego e Renda, Esporte, Cultura e Lazer, Mobilidade Urbana e outras.

Nesse sentido, percebe-se que essa política é transversal e descentralizada, pois envolve o poder público, no âmbito de todas as suas secretarias municipais, que precisarão adequar seus projetos às necessidades das pessoas com deficiências, implantando e melhorando a acessibilidade e inclusão social na nossa cidade de Sobral, proporcionando uma vida mais justa e igualitária a todos, garantindo o exercício pleno de sua cidadania.

Assim, pode-se afirmar que, a aprovação desta lei, representa um marco significativo para as conquistas futuras que serão concretizadas na cidade, promovendo e assegurando os direitos da população com deficiência, primando pelo respeito à diversidade e especificidade, tornando o Município de Sobral, uma referência em inclusão e acessibilidade.

“É uma visita ecumênica, então para nós é muito educativa a postura do Papa Francisco de vir a Genebra e fazer parte desta celebração dos 70 anos do Conselho Ecumênico para as Igrejas. Então isso para nós é motivo de alegria, pois nos ensina como devemos nos comportar diante de outras realidades religiosas”. A frase é do missionário Rafael de Araujo Moura, que é o responsável pela casa de missão da Comunidade Shalom em Lugano, na Suíça, há cinco anos. O Pontífice irá visitar a Suiça nesta quinta-feira, 21.

Segundo Moura, a Suíça já se mostra preparada e organizada para receber o Papa desde a sua chegada no aeroporto até a condução aos compromissos marcados no país. “Estamos esperando para ouvirmos, como filhos e também para vivermos este momento histórico”, afirma.

Para o missionário, além da participação no Conselho Ecumênico para as Igrejas, outro ponto central da visita de Francisco será a Santa Missa com os fiéis suíços, celebração solicitada pela Conferência Nacional dos Bispos da Suíça e atendida com prontidão pelo Vaticano.

A Suíça não recebe um Papa há 14 anos. Com três visitas ao país durante o seu papado, São João Paulo II é o único líder da Igreja Católica a ter realizado, até o momento, viagens apostólicas a Suíça. Datadas de 1982, 1984 e 2004, as viagens tiveram motivações distintas, mas apenas uma delas une João Paulo II a Francisco, o ecumenismo. Em 1984, João Paulo II foi convidado para participar do Conselho Ecumênico das Igrejas, assim como Francisco, em 2018.

Busca pela unidade

Durante sua participação em 1984, do Conselho Ecumênico das Igrejas, João Paulo II declarou sua gratidão ao encontro e manifestou que a busca pela unidade era uma das marcas de seu papado. “Desde o início do meu ministério de Bispo de Roma, insisti que o compromisso da Igreja Católica no movimento ecumênico era irreversível e que a busca da unidade é uma de minhas prioridades pastorais”, afirmou naquele ano.

O evento foi uma oportunidade do Papa expor que, mesmo diante de um passado de memórias dolorosas, separações dramáticas e muitas polêmicas, no curso da história, as religiões permaneceram com pontos em comum, motivo que as levou a uma redescoberta da comunhão. O Decreto sobre o Ecumenismo do Concílio Vaticano II permeou as falas de João Paulo II que recordou seu antecessor, Paulo VI, como importante influenciador da unidade das Igrejas do Oriente e do Ocidente.

“O desejo de ‘seguir a Cristo’ em seu amor pelos necessitados nos leva a uma ação comum. Esta comunhão ao serviço do Evangelho, por mais temporário que seja, nos permite vislumbrar o que será, a nossa total e perfeita comunhão na fé, na caridade e na Eucaristia. Não é, portanto, um encontro meramente acidental, inspirado apenas por piedade diante da miséria ou reação à injustiça, mas, ao invés disso, pertence à nossa jornada rumo à unidade”, comentou João Paulo em seu discurso no dia 12 de junho de 1984 ao Conselho Ecumênico das Igrejas.

Papa Francisco, assim como São João Paulo II, traz em seu pontificado a marca do ecumenismo. Em constante diálogo, o Pontífice já participou de encontros inter-religiosos, dedicou reflexões em várias Audiências Gerais sobre o tema, além de discursar sobre o assunto durante viagens apostólicas.

“Não cansamos de pedir juntos e insistentemente ao Senhor o dom da unidade”, “Que nos sintamos, todos os dias, chamados a dar ao mundo, como Jesus pediu, o testemunho do amor e da unidade entre nós”, são algumas das frases de Francisco sobre o ecumenismo.

Responsável pela casa de missão da Comunidade Shalom em Lugano, na Suíça, Rafael Moura/ Foto: Arquivo Pessoal – Rafael Moura

No ano passado, com a proximidade da comemoração dos 500 anos da Reforma Protestante, o Santo Padre agradeceu aos luteranos pelo progresso no diálogo ecumênico. “Agradeçamos ao Senhor pelo grande dom de conseguirmos viver este ano como verdadeiros irmãos, não mais como rivais, depois de demasiados séculos de desconfiança e conflito. (…) No espírito do Evangelho, prossigamos agora no caminho da caridade e humilde que leva à superação das divisões e à cura das feridas”, suscitou o Pontífice em outubro de 2017.

Para Moura, as postura do Santo Padre diante das questões religiosas já são inspirações para a missão da comunidade estabelecida na Suíça. Diante dos desafios enfrentados pelos missionários no diálogo inter-religioso, Moura afirma: “A visita do Papa Francisco na Suíça, tendo como premissa esse cunho ecumênico, nos reforça e nos anima na busca para ter ainda mais este diálogo com o diferente, para que possamos crescer juntos e construir unidade em meio à diferença”.

As outras visitas apostólicas a Suíça

Na primeira visita oficial do Papa João Paulo II a Suíça, o Pontífice participou de eventos ligados a classe laboral, falando aos participantes da 68ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho, delegados dos trabalhadores, representantes dos empresários, delegados dos Governos e funcionários da Organização Internacional do Trabalho.

A visita em 1982 foi também uma oportunidade de São João Paulo II encontrar-se com representantes das Organizações Internacionais Católicas (OIC) e ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Aos membros da OIC, o Pontífice suscitou na época: “Sei tudo o que fazem os responsáveis desta organização para dar a parte justa ao acolhimento, ao culto e à educação da fé. Sei que muitas pessoas de meios internacionais se encontram aqui à vontade para alcançar o conforto espiritual que procuram”.

Na última vez que retornou a Suíça, João Paulo II encontrou-se com o Presidente da Confederação Helvética no Aeroporto Militar de Payerne, com a Associação dos ex-Guardas Suíços na Residência Viktoriaheim e com os jovens católicos da Suíça no “Palácio de Gelo”. Conhecido como o “Papa da Juventude”, São João Paulo II exortou, em 2004, os jovens suíços: “A Igreja tem necessidade das vossas energias, do vosso entusiasmo, dos vossos ideais juvenis, para fazer com que o Evangelho permeie o tecido da sociedade e suscite uma civilização de justiça autêntica e de amor sem discriminações. Hoje, mais do que nunca, num mundo muitas vezes desprovido de luz e sem a coragem dos ideais nobres, não é a hora de te envergonhares do Evangelho. Pelo contrário, chegou o momento de o anunciares”.

Fonte: Canção Nova

O Vaticano apresentou nesta terça-feira, 19, o Documento de Trabalho da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos que será dedicada aos jovens, com o tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. A reunião sinodal será realizada de 3 a 28 de outubro próximo.

O documento – Instrumentum laboris – foi apresentado em coletiva de imprensa nesta manhã e constitui um subsídio para o encontro de outubro no Vaticano. A íntegra está disponível em italiano. O secretário-geral do Sínodo dos Bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri, presente na coletiva, considerou o texto “amplo e articulado” e comentou para os jornalistas alguns elementos principais do documento.

“O Instrumentum laboris foi redigido segundo o ‘método do discernimento’. Com isso quero dizer que, em essência, o próprio Sínodo é um exercício de discernimento, cujo processo se realiza cumprindo os próprios passos que ajudam cada jovem a lançar luz sobre a própria vocação”, comentou.

Dividido em três partes, o texto se articula a partir de três verbos: reconhecer, interpretar e escolher. A primeira parte – “Reconhecer: a Igreja à escuta da realidade” – aborda, em cinco capítulos, o “ser jovem” hoje, experiências e linguagens, a cultura do descarte, desafios antropológicos e culturais, e a escuta dos jovens.

A segunda parte – “Interpretar: fé e discernimento vocacional”, reflete, em quatro capítulos, sobre a benção da juventude, a vocação à luz da fé, o dinamismo do discernimento vocacional e a arte de acompanhar os jovens.

Já a terceira e última parte – “Escolher: caminhos de conversão pastoral e missionária” – entra em aspectos mais práticos, voltados à animação e organização da pastoral.

A conclusão do documento se volta para a “vocação universal à santidade”. “Em três breves passagens, se esclarece que a santidade é a vocação única e unificante para toda a humanidade, porque ninguém é potencialmente excluído desta meta da existência. Depois, destaca-se que também a juventude, bem como as outras idades da vida, é um tempo propício para a santidade, isso é, para viver conforme o querer de Deus”, observou o Cardeal Baldisseri.

Fonte: Canção Nova