Diocese

Diocese (263)


Quinta, 27 Setembro 2018 12:02

CNBB define hino da Campanha da Fraternidade 2019

Escrito por

O hino da Campanha da Fraternidade de 2019 (CF 2019) já tem letra e música escolhidas. O Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) definiu que a melodia enviada pelo padre verbita Cirineu Kuhn animará as comunidades de todo o Brasil.

A seleção levou em consideração fatores como caráter vibrante, vigoroso, “energizador” da música; melodia e ritmo fluentes, acessíveis a qualquer tipo de assembleia; força melódica e rítmica eficazes para a dinamização das potencialidades individuais e grupais.

Foi feita uma seleção prévia com peritos ligados ao Setor Música Litúrgica da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB. As propostas mais bem avaliadas foram apresentadas aos bispos reunidos na reunião do Consep, realizada nos dias 17 e 18 de setembro, na sede provisória da CNBB, em Brasília (DF).

Cireneu Kuhn também foi premiado neste ano com o troféu Margarida de Prata dos Prêmios de Comunicação da CNBB, pela direção do filme “KIWXI – Memória, Martírio e Missão de Vicente Canãs”. Sobre a recepção da notícia de que teve sua música escolhida, padre Cireneu afirma que recebeu com muita alegria.

A CF 2019 tem como tema “Fraternidade e Políticas Públicas” e lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27). A letra escolhida, também por concurso, é de João Edebrando Roath Machado. E foi João Roath, amigo de padre Cireneu, quem o incentivou a participar do concurso. “E eu acabei atendendo o seu pedido na última semana que ainda restava para a inscrição. E posso dizer que talvez essa seja uma das músicas mais simples que eu tenha composto nos últimos anos”, conta. Foi exatamente a simplicidade da música que foi destacada pelo assessor da Música Litúrgica da CNBB, irmão Fernando Benedito Vieira, como elemento importante na seleção.

Conforme pedia no edital, o autor explica: “a música em si não passa do escopo de uma oitava de Dó a Dó. Não tem cromatismos, nem saltos harmônicos complexos”. Segundo Cireneu, os músicos poderão, facilmente, subir um tom, ou abaixar um ou dois tons, de acordo com a necessidade, para se adaptar ao timbre predominante da assembleia.

“Foi uma composição tipicamente daquelas que a gente faz de trás para frente, isto é, pensando primeiro no objetivo e em quem irá cantar. Então o objetivo é uma música litúrgica, é um hino de campanha da Fraternidade, tem que ter a sua alegria, o seu encanto, tem que ser intuitiva. E eu penso que, na simplicidade, eu acabei conseguindo isso. E é uma música que será cantada pelo povo, o povão de Deus. Então não pode ser música difícil, tem que ser música fácil de interpretação e que tenha seu apelo”, afirmou padre Cirineu.

O sacerdote agradeceu à equipe que trabalhou na seleção das músicas e também à CNBB pela oportunidade para que músicos partilhem os talentos a serviço do povo de Deus

Hino da CF 2019
“Eis que o Senhor fez conhecer a salvação
E revelou sua justiça às nações”.
Que, neste tempo quaresmal, nossa oração
Transforme a vida, nossos atos e ações.

REF: Pelo direito e a Justiça libertados,
Povos, nações de tantas raças e culturas.
Por tua graça, ó Senhor, ressuscitados,
Somos em Cristo, hoje, novas criaturas.

Foi no deserto que Jesus nos ensinou
A superar toda ganância e tentação.
Arrependei-vos, eis que o tempo já chegou.
Tempo de Paz, Justiça e reconciliação.

Em Jesus Cristo uma nova aliança
Quis o Senhor com o seu povo instaurar.
Um novo reino de justiça e esperança,
Fraternidade, onde todos têm lugar.

Ser um profeta na atual sociedade,
Da ação política, com fé, participar
É o dom de Deus que faz, do amor, fraternidade,
E bem comum faz bem de todos se tornar!

Via Canção Nova

O convento de Santa Maria do Socorro da Congregação religiosa da Imaculada Conceição de Sevilha (Espanha) fechará as suas portas no dia 15 de outubro, depois de comemorar 500 anos de sua fundação de vida consagrada.

Este é o último convento de religiosas desta congregação que ainda está aberto na cidade de Sevilha, onde chegaram a ter até quatro.

A redução do número de vocações, assim como o gradual envelhecimento das religiosas, obrigou-as a fechar este mosteiro histórico.

Também informaram que as religiosas foram transferidas para o mosteiro da congregação na cidade de Mairena de Aljarafe, Sevilha (Espanha).

O Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Sevilha, Dom Santiago Gómez Sierra, celebrará uma Missa de ação de graças por todos os anos que viveram no mosteiro no próximo dia 29 de setembro, às 19h, na igreja do convento.        

Segundo explica o jornal ABC, o convento de Santa Maria do Socorro foi fundado por nobres de Sevilha, entre os quais Juana Ayala, que no século XVI deixou a sua herança para a fundação de um mosteiro de monjas ligadas à congregação da Imaculada Conceição.

Colocou no seu testamento como condição que neste convento sempre houvesse pelo menos 20 religiosas "a serviço de Deus" que fossem "pobres e honestas".

Também especificou que o convento seria chamado Santa Maria do Socorro, administrado pelas constituições de São Jerônimo e sujeitas ao prior do mosteiro de São Jerônimo de Buenavista.

O convento foi fundado de forma definitiva em 1524 e as primeiras religiosas entraram no claustro em 1525. Entre elas estavam algumas filhas dos nobres da cidade e uma parente de Juana Ayala.

Fonte: ACI

A iniciativa “Rosário de Costa a Costa” (Rosary Coast to Coast) convida os católicos dos Estados Unidos a literalmente “cercarem” o país rezando o terço no dia 7 de outubro, um domingo, festa de Nossa Senhora do Rosário.

A ideia é seguir o exemplo dos católicos da Polônia, que, no ano passado, por ocasião dessa mesma data profundamente simbólica, formaram um gigantesco cordão humano nas fronteiras do país para rezar o rosário com uma intenção especial: “salvar a Polônia e o mundo”.

Os fiéis norte-americanos pretendem se mobilizar da costa Oeste à costa Leste, do Oceano Pacífico ao Atlântico, formando uma enorme corrente de pessoas em oração pelo país, mediante a intercessão de Maria.

A data, 7 de outubro, não é casual: além de ser o dia de Nossa Senhora do Rosário, ela celebra a vitória cristã na batalha de Lepanto, em 1571, contra os otomanos que tentavam invadir e dominar a Europa. Essa vitória foi atribuída desde então à oração do rosário, “que salvou a Europa da islamização”, conforme recordam os representantes da fundação polonesa Só Deus Basta, que organizou o rosário nas fronteiras da Polônia em 2017.

Os promotores estadunidenses da iniciativa são leigos católicos que a explicam assim:

“Nós, nos Estados Unidos, compartilhamos a convicção, já vista e posta em prática na comunidade internacional, de entrar completamente na batalha espiritual que enfrentamos para rezar pelas nossas nações neste momento decisivo da história.

Convidamos os católicos de todo o país a rezarem juntos para invocar a Deus mediante a poderosa intercessão de Nossa Senhora do Rosário, para curar os nossos países e devolvê-los à santidade. Vamos conseguir isso através da oração que pode mudar corações, mudar famílias, mudar as nossas comunidades, mudar o nosso país e mudar o mundo. Não existe arma mais forte nesta batalha espiritual que o Rosário!

Convidamos os povos hispânicos que vivem na nação norte-americana, nossos irmãos da América Central e do Sul, a se encontrarem no litoral, nas fronteiras, em lugares públicos, nas igrejas paroquiais e nas casas para rezar o Santo Rosário”.

No mesmo dia acontecerá o Encontro Nacional do Rosário, em Washington, com Celebração Eucarística às 13h do horário local. Após a missa, haverá procissão até o Capitólio.

A oração do rosário nas fronteiras a fim de literalmente “cercar” o país com uma grande oração comunitária de intercessão já aconteceu também na Irlanda e no Reino Unido.

Confira algumas imagens desse extraordinário evento espiritual realizado primeiramente na Polônia:

Igreja celebra pela última vez a festa de Paulo VI como Beato neste dia 26 de setembro, pois o Pontífice será canonizado pelo Papa Francisco no próximo dia 14 de outubro, juntamente com Dom Óscar Romero, durante o Sínodo sobre os jovens, que acontecerá no Vaticano.

O Beato Paulo VI é o Papa autor da encíclica Humanae Vitae, a visionária encíclica sobre a defesa da vida e da família, e quem concluiu o Concílio Vaticano II, iniciado em 1962 por São João XXIII.

Giovanni Battista Montini nasceu na Lombardia (Itália), em 26 de setembro de 1897, e faleceu em Castel Gandolfo, em 6 de agosto de 1978, após um pontificado de 15 anos iniciado em 1963.

Em 29 de maio de 1920, aos 22 anos, foi ordenado sacerdote e enviado a Roma para estudar na Pontifícia Universidade Gregoriana, na Universidade de Roma La Sapienza e na Pontifícia Academia Eclesiástica.

Quatro anos depois, foi designado para o escritório da Secretaria de Estado, onde permaneceu por 30 anos.

No dia 1ºde novembro de 1954, aos 57 anos, foi nomeado Arcebispo de Milão e, em 15 de dezembro de 1958, São João XXIII o nomeou Cardeal.

Em 1963, com a morte de São João XXIII, o então Cardeal Montini foi eleito Papa no dia 21 de junho, tomando o nome Paulo VI e dizendo ao mundo que continuaria com o trabalho de seu predecessor.

No dia 24 de junho de 1967, abordou o tema do celibato em uma encíclica e em 24 de julho de 1968 escreveu em sua encíclica Humanae Vitae sobre a regulação da natalidade. Ambos foram temas controversos durante seu pontificado.

O Beato protagonizou importantes mudanças na Igreja. Algumas de natureza ecumênica, como seu célebre abraço com o patriarca Atenágoras, em 1964, e o mútuo levantamento de excomunhões.

Outros, de índole pastoral, como ter iniciado a era moderna das viagens pontifícias com visitas aos cinco continentes, assim como a Terra Santa e a ONU. Além disso, promulgou em 1969 a reforma litúrgica.

Paulo VI também criou cardeais Karol Wojtyla, em 1967 e Joseph Ratzinger, em 1977, os quais seriam seus sucessores São João Paulo II e Bento XVI, respectivamente.

As encíclicas escritas pelo beato são Ecclesiam Suam (6 de agosto de 1964), Mense Maio (29 de abril de 1965), Mysterium Fidei (3 de setembro de 1965), Christi Matri (15 de setembro de 1966), Populorum Progressio (26 de março de 1967), Sacerdotalis Caelibatus (24 de junho de 1967) e Humanae Vitae (25 de julho de 1968).

Fonte: ACI

Para aqueles que desejam acompanhar de perto os debates e reflexões da 15ª Assembleia Geral Ordinária dos Bispos, cujo tema é “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, os Jovens Conectados e a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizam um “hotsite” especial.

Um dos membros da delegação brasileira dom Vilsom Basso, bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão para a Juventude da CNBB, informou que, todos os dias, uma equipe diretamente de Roma, postará notícias sobre o Sínodo dos Jovens que acontece de 3 a 28 de outubro.

Em tempo real – Pelo aplicativo Jovens Conectados, organizado pela Comissão para a Juventude da CNBB em parceria com os Jovens Conectados, também será possível acompanhar notícias do Sínodo em tempo real. O aplicativo pode ser baixado pelo Google Play.

Uma campanha de Oração “Eu rezo pelo Sínodo”, organizada pelos Jovens Conectados, está em curso nas redes sociais. Nela, cada jovem poderá sortear, no site, um bispo que participará do evento em Roma para quem deverá todos os dias fazer uma oração. A juventude também será será estimulada a gravar e a enviar vídeos formando uma corrente de oração pelo bom sucesso do evento. Por meio da hashtag #conectadosnosinodo, os jovens poderão compartilhar suas orações e mensagens.

Neste momento que os jovens estarão no centro das atenções da Igreja no mundo, dom Vilsom deixou registrado o que espera: “Estamos com muitas expectativas no coração da juventude no nosso país para que deste Sínodo saiam decisões para melhorar ainda mais a evangelização, o cuidado e a escuta de nossos jovens”.

O hotsite pode ser acessado no endereço: http://jovensconectados.org.br/sinodo

Fonte: Site Notícias Católicas

Casa de Retiro da Comunidade Filhos de Sião é um marco na história da Comunidade que em 2018 celebra 20 anos de existência. No espaço, serão realizados retiros, missas, grupos de oração

A dedicação e bênção do altar da Capela da casa de Retiro Virgem de Sião em Marco (CE) foi presidida pelo bispo diocesano Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos. A santa missa foi concelebrada pelo vigário geral da Diocese, Monsenhor Gonçalo de Pinho Gomes, o pároco de Marco, Pe Raimundo Nonato Timbó, por Pe. Mailson Costa Sousa, de Aranaú e Pe. Espedito Odilon Coelho, pároco de Massapê. A Casa de Retiro da Comunidade Filhos de Sião é um marco na história da Comunidade que em 2018 celebra 20 anos de existência. No espaço, serão realizados retiros, missas, grupos de oração.
“Que a bênção deste altar, a dedicação deste altar alimente os Filhos de Sião na meta de encontrar Deus aqui nessa igreja, Dele alimentar-se e fortalecer-se de sua palavra e da Eucaristia e de encontrar Deus na presença de cada irmão sofredor e de encontrar o Senhor na eternidade onde viveremos com os anjos e os santos na festa que no céu nunca se acaba”, disse Dom Vasconcelos durante sua homilia.
A fundadora da Comunidade Filhos de Sião, Vanderlucia Menezes, lembrou que o sonho da capela demorou nove anos para ser concretizado. Emocionada, ela lembrou que muitos foram os que colaboraram com o projeto de Deus. “Há 9 anos, o Senhor disse que tínhamos os cinco pães e os dois peixinhos e que o milagre seria Dele”, ressalta. Os ideais começaram a surgir em 2008, ano das santas missões populares fazendo eco ao centenário da Diocese, celebrado em 2005. Naquele ano, a Comunidade Filhos de Sião ficou responsável pela evangelização dos setores missionários 1 e 2 de Marco e desde então começou a sonhar com a construção de uma capela no bairro Barro Vermelho. O sonho se concretizou no ano do laicato em que a comunidade celebra 20 anos.
Águas do santuário
Em sua homilia, Dom Vasconcelos ressalta que todos temos sonhos, mas que o sonho e a vocação que devem estar acima de todas é habitar com o Senhor por toda a eternidade. “Aí está o tesouro escondido no campo, a razão da nossa existência. Deus é tudo. Em Deus, nos diz São Paulo, nós existimos, nos movemos e somos”, completa. O bispo diocesano lembrou ainda a Carta a Diogneto escrita nos primeiros séculos. O documento indica que os cristãos se vestiam, pagavam impostos e trabalham como os outros povos, mas reconheciam que eram estrangeiros. “Eles tinham consciência de que sua pátria verdadeira é a do céu. Todo lugar é sua pátria e em todo lugar são estrangeiros porque caminham para Deus. Deus é a nossa meta”, destaca.
Na leitura da profecia de Ezequiel, o profeta é conduzido por um anjo a observar que do lado direito do santuário havia uma fonte. Depois de caminhar muitos metros, a água lhe chegava aos tornozelos, aos joelhos, à cintura e depois havia um rio caudaloso que só podia ser atravessado a nado. “Observe que onde esta água passa, produz vida. As árvores plantadas às suas margens são sempre viçosas. Seus frutos servem de alimento e suas folhas de remédio. Isso para mostrar a importância da igreja, do templo, que é morada de Deus. Onde há um lugar consagrado, abençoado, em um raio de 2 km devem correr rios de água viva e esse rio de água viva, essa água que deve correr e produzir vida somos nós”, destaca.
Na segunda leitura, São Pedro diz que somos a construção de Deus, as pedras vivas do santuário espiritual onde habita Deus. “Aqueles que são renascidos pela água do batismo e se tornam rios de água viva precisam ter consciência de que precisam primar pela vida da casa comum e particularmente a vida humana porque foi criado à imagem e semelhança de Deus. A vida começa na concepção e se prolonga pela eternidade. Jesus é o caminho, a verdade e a vida e devemos colocar a vida acima de tudo e não o dinheiro e o capital acima dos valores da vida. Nós somos igreja, somos gerados pela água, que é vida e nós devemos colocar nossa vida a serviço da vida plena, em abundância e da vida eterna”, ensina.
Jesus chega ao templo de Jerusalém no Evangelho. No lugar mais sagrado para os judeus, Jesus encontra um negócio, pessoas preocupadas em lucrar. “A Deus não agradavam os sacrifícios porque esse povo me honra com os lábios, mas o coração está longe. Não podemos ser incapazes de perceber a presença de Deus no irmão, no sem vez, no pobre, no idoso, na criança abandonada. Eu tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber. Quando fizermos a um dos pequeninos, fazemos a Deus. O Senhor quer uma Igreja em saída, um rio que corre e produz vida em abundância”, completa.

Fonte: Correio da Semana

Padre Wilson Czaia, que é surdo, foi um dos palestrantes do evento.  Santa missa foi presidida pelo bispo diocesano Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos

Com a missão de evangelizar e, por meio da acessibilidade, cada vez mais incluir os surdos nas atividades sociais, a Pastoral dos Surdos e o Centro de Formação e Apoio ao Surdo Dom Fernando Saburido (CEFAS) celebraram 10 anos de existência na Diocese de Sobral neste mês de setembro. Para comemorar a data, foi realizado um encontro Regional entre os dias 14 a 16 de setembro no Centro de Treinamento de Sobral (Cetreso). O tema geral foi “Faz, Senhor, ecoar tua voz pelas nossas mãos e fazer ouvir no templo um eco”. No dia 21 de setembro, é comemorado o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência.
O encontro reuniu cerca de 120 participantes entre surdos e ouvintes de várias dioceses do Ceará e de Teresina. A santa missa solene foi presidida pelo bispo diocesano Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos no sábado, 15, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição (Sé) e concelebrada pelo pároco da Catedral, Pe. Lucione Queiroz. A celebração eucarística e todo o evento também contou com a presença do pároco da Paróquia de N. Sra. da Ternura em Curitiba (PR), Pe. Wilson Czaia, que é surdo.
“Nossa Igreja se alegra no encerramento da festa de Nossa Senhora das Dores. Acolhemos os devotos de Nossa Senhora das Dores e também a Assembleia Regional da Pastoral dos Surdos. Os surdos precisam ser evangelizados no caminho de Deus”, disse Dom Vasconcelos ao fazer um apelo para que mais pessoas se disponham a serem intérpretes de libras.
Pela primeira vez em Sobral, Pe. Czaia ressaltou que a Pastoral dos Surdos tem se mostrado muito atuante ao longo de seus 10 anos de existência. “É uma pastoral solidificada que incentiva os surdos. Jesus está muito feliz porque a pastoral está muito bem representada. Precisamos que mais pessoas aprendam libras”. Como único sacerdote surdo do Brasil, Pe. Czaia visita dioceses em todo o País abordando o tema da evangelização dos surdos. De acordo com ele, o conteúdo da pregação é o mesmo, mas a linguagem precisa ser adaptada para contemplar mais figuras e imagens explicativas.
Na paróquia de N. Sra. da Ternura em Curitiba (PR), onde Pe. Wilson Czaia é pároco, ele celebra a santa missa de segunda a sexta-feira ao lado de um padre ouvinte e aos sábados há a missa em libras. “É uma missa inclusiva onde também há a tradução para os ouvintes”, ressalta. Pe Czaia lembra que estudava em uma escola de freiras quando era criança. Era um bom aluno e também amava muito a Deus. Aos 12 anos, sentiu pela primeira vez o chamado ao sacerdócio. Com muitas dificuldades, porque não havia intérprete no seminário, ele conseguiu concluir filosofia e teologia e foi acolhido como padre da arquidiocese de Curitiba.

Palavra de Deus
Pe. Czaia proferiu a homilia em libras e abordou em especial a necessidade de que os surdos conheçam a palavra de Deus. “Deus nos deu a sabedoria de usarmos as mãos para nos comunicarmos. Com o uso de nossas mãos podemos levar as palavras de Deus a quem não ouve, mas sente com as mãos. Pode ter algum deficiente auditivo na assembleia e vocês não percebem porque não tem intérpretes. Acontecia muito quando não tínhamos pastoral dos surdos. Não havia intérpretes. Então, durante a homilia, o sacerdote dava conselhos ao povo. Os ouvintes ouviam e colocavam em prática, mas os surdos não faziam nada porque não ouviam. Eles não sentiam, não percebiam a palavra de Deus e ficavam em um mundo de imaginação. É importante ter essa inclusão dentro da nossa Igreja”, garante.
A evangelização dos surdos, segundo o sacerdote, é a prova de que a Igreja inclui a todos. “Temos pessoas preocupadas com a evangelização dos surdos na igreja. A igreja não é lugar só dos ouvintes. Não tem distinção. Uma pessoa com deficiência visual, auditiva, física, intelectual tem os mesmos direitos de frequentar a casa de Deus. Que Cristo nos faça sentir mais os irmãos”, completa.
Defendendo a vida em primeiro lugar, Pe. Czaia lembrou que na festa de Nossa Senhora das Dores recordamos que Maria viveu todos os momentos com Jesus, desde a acolhida em seu seio, passando pelo cuidado, troca de fralda, dar de mamar, educar até a cruz. “Quando Gabriel se aproximou de Maria, ela disse sim a Deus e levou o projeto de Deus até às últimas consequências, até a cruz. E se Maria abortasse, como seria o projeto de Deus? Não aconteceria porque Deus fez uma vida ser gerada ali. Todos nós devemos dizer não ao aborto porque a vida é dom de Deus e nós somos responsáveis pela vida uns dos outros”, ressalta.

Fortalecimento da pastoral dos surdos
A programação, que contou com palestras, oficinas e apresentações, além de celebração eucarística, teve início na noite da sexta-feira, 14, com a abertura e santa missa e prosseguiu no sábado, 15, e no domingo, 16. Ao longo desses 10 anos, foram muitas as ações de assistência aos surdos, segundo a articuladora da Pastoral dos Surdos, Maria Alice Amâncio Melo. Foram realizados casamentos de surdos, primeira eucaristia de surdos adultos e crianças, além de ter se intensificado o acompanhamento pedagógico, inclusão no mercado de trabalho e na sociedade. No Cefas, é possível unir acompanhamento pedagógico, pastoral, espiritual e educacional.
“O encontro reacendeu em nossos corações o amor por este povo amado por Deus e muitas vezes colocado à margem da sociedade. Faço minha as palavras do Papa Francisco: ‘Igreja em saída’, na qual ele se refere à missionariedade, ir ao encontro dos que estão nas periferias sejam elas quais sejam, ir ao encontro do outro, romper as barreiras do preconceito e construir a linguagem do amor, como? Aprendendo LIBRAS- Língua Brasileira de Sinais – pode ser um dos caminhos”, ensina Alice.
O evento trouxe muitos frutos de fortalecimento da Pastoral dos Surdos não apenas na Diocese de Sobral, mas em todo o Regional Nordeste 1, segundo Alice. “Acreditamos que alcançamos o desejo de fortalecer a Pastoral dos Surdos, não só na nossa Diocese mas no Regional N 1. Isso significa dizer que estamos em unidade, não somos um grupo aqui e outro ali, somos um só povo e Deus caminha à nossa frente”, ressalta.
Alice explica que a Pastoral dos Surdos tem uma missão específica de evangelização e o encontro ressaltou essa urgência de que os surdos conheçam a Cristo. “Para nós que temos a missão específica de evangelizar o Surdo foi um momento único em nossa caminhada, um novo tempo se inicia. Na homilia proferida pelo Padre Wilson Czaia na Catedral no sábado à noite, ele conseguiu transmitir para a assembléia como o surdo se sente quando não é incluído, e o prejuízo que essa lacuna pode causar na vida dessas pessoas, em relação à amizade com Deus e na vida em família ou na sociedade”, pondera.  O sacerdote pediu que o intérprete ficasse em silêncio durante alguns minutos enquanto continuava a se expressar em libras. Ao final, o intérprete traduziu: “É assim que o surdo se sente quando está em uma missa e não entende o que é dito”

Acessibilidade
Lucas Diego, 24, professor de libras
Para o professor de libras surdo Lucas Diego, 24, seria necessário que houvesse mais acessibilidade para os surdos, em especial nos espaços públicos. “Falta intérprete nos hospitais, nas escolas, em muitas Igrejas”, ressalta. Ele conta que às vezes participa de missas sem intérpretes e fica sem entender o que está sendo dito pelo padre.

Evangelização visual
Tullyane Rodrigues, 23, funcionária do Tribunal de Justiça
Coordenadora do ministério de crisma para surdos da Comunidade Shalom em Fortaleza, Tullyane Rodrigues, 23, que é surda, garante que é cada vez mais urgente a evangelização dos surdos. “É maravilhoso poder levar a proposta de Jesus Cristo e do Evangelho a todos os surdos”, ressalta. Tullyana explica que é uma evangelização diferente. “A evangelização dos surdos precisa ter muito forte a questão visual pela dificuldade de compreensão”, completa lembrando que já existe a bíblia fácil adaptada para os surdos.

Fonte: Correio da Semana

papa reconheceu, nesta terça-feira (25) em Tallinn, durante uma visita à Estônia, que os escândalos sexuais envolvendo a Igreja Católica são um obstáculo para uma juventude que não vê uma condenação suficientemente forte por parte da instituição.

Os jovens “estão indignados com os escândalos sexuais e econômicos, diante dos quais eles não veem uma clara condenação”, constatou Francisco, diante de uma juventude cristã do país reunida em uma igreja luterana.

A uma semana de um sínodo que reunirá bispos do mundo todo em Roma para tratar dos problemas da juventude, o sumo pontífice observou que muitos jovens “consideram a presença da Igreja lamentável, até irritante”.

Para Francisco, a Igreja deve restabelecer o contato e buscar ouvir melhor uma “geração da imagem e da ação, mais do que da especulação”.

A Igreja católica está, atualmente, no centro de uma crise existencial devastadora, em razão da multiplicação de revelações sobre abusos sexuais.

Na terça, a Igreja católica alemã apresentou oficialmente suas desculpas, após a publicação de um relatório devastador relatando agressões sexuais a mais de 3.600 menores no período de 1946-2014.

A diferença é que, agora, muitos bispos estão na mira da Justiça de seus países por terem feito vista grossa, ou organizado transferência de padres pedófilos para outras paróquias.

“O amor não morreu”

O papa Francisco não respondeu às alegações incendiárias de um prelado italiano, dom Carlo Maria Vigano, segundo as quais ele teria ignorado, deliberadamente por cinco anos, sinais do comportamento predatório do cardeal americano Theodore McCarrick.

O cardeal, de 88 anos, foi acusado no final de julho por um caso antigo de abuso sexual contra um adolescente de 16 anos. O papa então o excluiu imediatamente do colégio dos cardeais, um passo quase sem precedentes.

A presidente da católica Lituânia, Dalia Grybauskaite, que recebeu o papa em seu país no sábado e no domingo, colocou-se ao lado do papa.

“Eu vi um líder que tinha uma imensa responsabilidade sobre os ombros”, em especial pelos “erros passados” da Igreja que devem “ser corrigidos”, declarou nesta terça em um programa de rádio, referindo-se a um caso explosivo de abuso sexual do clero.

“Isso não amedronta o papa”, frisou.

Na véspera de sua viagem, o papa aceitou a renúncia de mais dois bispos no Chile, onde 119 inquéritos estão abertos no momento por agressões sexuais que teriam sido cometidas por membros da Igreja desde os anos 1960.

Em um contexto internacional carregado, o papa procurou tranquilizar a juventude cristã da Estônia nesta terça-feira.

“O amor não morreu”, disse ele, contradizendo a letra de uma canção popular do país.

O papa respondia, sobretudo, ao testemunho de Lisbel, uma luterana de 18 anos, que contou a dificuldade de ter um pai alcoólatra pouco amoroso, mas que encontrou conforto na religião.

Os jovens “veem que o amor de seus pais se esgotou, que o amor dos casais se dissolve”, continuou.

“Eles experimentam uma dor íntima quando eles veem que não importa para ninguém que eles tenham de emigrar para buscar trabalho”, completou.

“Ele criou uma atmosfera de respeito mútuo e de compreensão entre todos”, considerou Adeele, uma estudante de 18 anos de confissão luterana.

Muitos dos jovens presentes se apresentavam como não fiéis. Entre elas, Linda Pajula, de 13 anos, que comentou que essa experiência poderia ser “divertida”.

“O discurso era complicado, mas eu acho que entendi o essencial”, disse ela à AFP.

Com 25% de sua população de origem russa, a Estônia conta com 16% de ortodoxos, 10% de luteranos e apenas 6.000 católicos. Uma ampla maioria se diz refratária à religião.

Fonte: Exame

Terça, 25 Setembro 2018 11:11

Hoje começa a novena a São Francisco de Assis

Escrito por

“Nenhuma outra coisa temos que fazer senão sermos solícitos em seguir a vontade de Deus e em agradá-lo em todas as coisas”, dizia São Francisco de Assis, que recebeu o dom dos estigmas e foi declarado “Padroeiro dos cultivadores da ecologia” por São João Paulo II em 1979.

O Papa Francisco, que adotou seu nome por causa deste santo e que publicou sua encíclica Laudato Si’ sobre a ecologia, destacou em sua visita a Assis em 2013 que São Francisco “á testemunho de respeito por tudo o que Deus criou e como Ele o criou, sem fazer experiências sobre a criação destruindo-a”.

Próximos da festa de São Francisco de Assis, que é celebrada em 4 de outubro, apresentamos uma novena em sua honra, disponibilizada pelo portal Canção Nova, para pedir sua intercessão:

– Fazer o sinal da cruz;
– Rezar a oração para todos os dias;
– Rezar a oração de cada dia;
– Rezar 3 Pai-Nossos, 3 Ave-Marias, 3 Glórias ao Pai;
– Meditar e comentar um texto do Novo Testamento (ver sugestões);
– Rezar a oração e bênção de São Francisco.

Oração para todos os dias

Absolvei, Senhor, eu Vos suplico, o meu espírito, e pela suave e ardente força de Vosso amor, desfeiçoai-me de todas as coisas que existem debaixo do céu, a fim de que eu possa morrer por Vosso amor, ó Deus, que por meu amor Vos dignastes morrer.

Oração de São Francisco

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado,
compreender que ser compreendido, amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Bênção de São Francisco

O Senhor vos abençoe e vos guarde.
O Senhor vos mostre a Sua face e se compadeça de vós.
Amém.

O Senhor volva Seu rosto para vós e dê a paz.
O Senhor vos abençoe.
Amém.

Que o Senhor Deus, pelos méritos de São Francisco,
vos conceda toda a paz e todo o bem.
Amém.

Primeiro dia

Meu amigo e protetor São Francisco, em vossa juventude, cantáveis alegremente pelas ruas de Assis, participando das boas alegrias dos jovens de vossa idade e fazendo grande projetos de conquistas e aventuras, ensinai-me a encontrar a alegria que vem de Deus e fazer-me nela viver continuamente.

Afastai de mim toda a tristeza que me torna fechado ao próximo.

Que a minha alegria e o meu espírito comunicativo deem testemunho da alegre presença de Deus em minha vida.

Sugestão: Jo 6,41-51.

Segundo dia

Meu amigo e protetor São Francisco, o encontro com um leproso, a quem fostes beijar e a quem destes generosa esmola, num gesto de autossuperação, marcou o começo de vossa conversão e da vida maravilhosa, que, a partir de então, iniciastes, causando admiração ao mundo inteiro. Pelo vosso espírito de renúncia e penitência, ensinai-me a vencer as paixões e más inclinações, canalizando essas energias para o caminho do bem, a fim de que alcance minha plena realização humana, na perfeição a que Deus me chamou.

Sugestão: Rm 8,18-22.

Terceiro dia

Grande patriarca Francisco, conta-se que, na igrejinha de São Damião, enquanto estáveis em oração, o crucifixo vos falou: “Francisco, vai e restaura a minha Igreja”. Foi uma ordem profética. Com vosso exemplo e com os numerosos seguidores que tivestes ainda em vida, nova aurora despertou para a Igreja. Pelo amor que tivestes à Igreja de Cristo, ensinai-me a ser-lhe fiel, vivendo em união com ele, apoiando-a por palavras e pelo testemunho da Igreja, levando uma vida de verdadeiro cristão.

Sugestão: 1Cor 12,31;13,4-13.

Quarto dia

Ó São Francisco, vós vos tornastes um apaixonado do amor de Cristo e saístes pelo mundo a lamentas que “o Amor não é amado”, e vos apresentastes aos homens como o “Amante do Grande Rei”. Livrai-me da indiferença e comunicai-me vosso entusiasmo para que aprenda a amar a Nosso Senhor e saiba encontrá-Lo na natureza e nos acontecimentos de cada dia.

Sugestão: Mc 16,1-8 ou Mt 28,1-10.

Quinto dia

São Francisco, enviastes vossos primeiros discípulos pelo mundo inteiro, a fim de que apregoassem a Boa Nova do Reino de Deus. Alcançai-me do Senhor o espírito apostólico e o zelo missionário, para que me interesse por Sua obra e procure colaborar com a Igreja, a fim de que o Reino de Cristo se estabeleça na Terra.

Sugestão: Mc 9,33-41.

Sexto dia

São Francisco, na contemplação e meditação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, encontrastes vigorosa motivação para vos entregardes a Deus numa vida desprovida de conforto e segurança. Submetestes vosso corpo a rudes penitências para experimentar uma parte dos padecimentos que Cristo enfrentou por amor de nós. A lembrança da Paixão do Senhor vos arrancava sentidas lágrimas de arrependimento e de gratidão. De vós quero aprender a grande lição do Crucificado: que, no sofrimento aceito livremente e por amor, atingimos nossa purificação.

Ensinai-me a aceitar os males e contrariedades que não posso evitar, para, por meio deles, expiar, com Jesus, os males que o pecado inflige ao mundo.

Sugestão: Mc 9,25-30 ou Rm 8,9-13.

Sétimo dia

São Francisco, fostes chamado “o Pobrezinho de Assis”. Abandonastes os bens e o conforto do mundo e vivestes na maior pobreza para mais perfeitamente imitar a Jesus, que nasceu pobre em Belém e na cruz foi despojado de tudo. Ajudai-me a superar o fascínio e os atrativos que os bens da terra exercem sobre mim. Que saiba repartir do que é meu com os mais necessitados, e assim mereça gozar da liberdade dos filhos de Deus.

Sugestão: Jo 19,31-37 ou Ef 3,8-12.14-19.

Oitavo dia

São Francisco, fostes o grande amigo da natureza. No Cântico do Sol, convidastes a todas as criaturas para cantarem louvores a Deus. Para vós, a natureza era o livro aberto onde se leem a bondade e a beleza de Deus, que tudo criou com amor de Pai. Fazei que, para mim, as criaturas não sejam pedras de tropeço, mas degraus que me levem para junto do Criador. Dai-me a graça de não me prender exageradamente às criaturas nem a mim mesmo. E que, de coração livre, possa levantar voo para as alturas do amor de Deus.

Sugestão: Jo 14,1-12 ou 1Pd 2,4-10.

Nono dia

Meu grande São Francisco, apesar da ingratidão dos homens que se fecham ao amor de Deus, soubestes viver em contínua alegria. Estáveis consciente de que o amor do Pai nos predestinou à felicidade do céu. Tão grande foi vosso amor a Cristo, vossa identificação com o Amado atingiu incomparável perfeição. Ensinai-me a encarar a vida com seriedade e alegria. Quero assumir com amor e alegria as responsabilidades que ele me impõe. Que seja compreensivo e alegre no relacionamento com o próximo. Que não esqueça minha vocação de filho de Deus chamado para servir. Fazei que, a vosso exemplo, eu me deixe arrastar pelo amor de Cristo, caminhando decidido e alegre ao seu encontro, todos os dias da vida.

Sugestão: Mt 15,21-28 ou Rm 16,25-27.

Fonte: ACI

Jane Nogara - Cidade do Vaticano

Falta pouco para que o bem-aventurado Paulo VI tenha lugar nos altares. Os preparativos para o grande dia, 14 de outubro junto com Dom Romero, já estão em fase final e na agenda dos peregrinos não faltarão cerimônias para louvar este Papa que deixou uma grande herança pastoral.  

Pontificado

Paulo VI nasceu em Concesio, Bréscia no norte da Itália em 26 de setembro de 1897 e foi eleito Papa em 21 de junho de 1963, durante o período do Concílio Vaticano II ao qual deu sequência com maestria e ainda ajudou que a Igreja o compreendesse e acolhesse nos anos seguintes.

Teve uma extensa produção formativa para a Igreja, 12 exortações, 7 encíclicas e dezenas de outros documentos como cartas apostólicas e motu proprio.

Paulo VI e Francisco

Atualmente sua herança pastoral é muito importante. Vive-se um momento eclesial ao qual se deve muito à esse Papa, incluindo sua ênfase sobre a misericórdia, que já foi tema do recente Ano Santo de 2016.

Papa Francisco não esconde que Paulo VI é um de seus inspiradores. Mas além de palavras principalmente, como sempre, contam os fatos. Por isso: a Igreja em saída, a Igreja sinodal, ou seja a de caminhar juntos, a Igreja que vive os sinais dos tempos sem falsos otimismos, mas sem se fechar em si mesma, mais companheira de viagem do que fria protetora, esta Igreja que respiramos hoje tem muito de Paulo VI.

Uma gratidão que Francisco expressou quando Paulo VI foi proclamado beato em 19 de outubro de 2014: “A respeito deste grande Papa, deste cristão corajoso, deste apóstolo incansável, diante de Deus hoje só podemos dizer uma palavra tão simples como sincera e importante: Obrigado! Obrigado, nosso querido e amado Papa Paulo VI! Obrigado pelo teu humilde e profético testemunho de amor a Cristo e à sua Igreja!”.

Momentos comuns de espiritualidade para a canonização

Para o grande dia, 14 de outubro, foram organizados em Roma três grandes momentos comuns para os peregrinos se aproximarem de seu novo santo:

No sábado, 13 de outubro, às 17h30 serão realizadas as Vésperas na Basílica dos Santos XII Apóstolos;

Domingo, dia 14 de outubro será calebrada a Santa Missa de canonização na Praça São Pedro às 10h15, presidida pelo Papa Francisco.

Na segunda-feira, dia 15 de outubro será rezada uma Missa de Ação de Graças na Basílica de São Paulo fora dos Muros com a presença de fiéis de Milão (onde Paulo VI foi arcebispo de 1954 a 1963) e de Bréscia, sua terra natal.

Fonte: Vatican News