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Na noite do dia 12 de julho próximo passado, nas dependências do Pinus Restaurante, realizou-se a assembleia festiva de posse da nova diretoria do Lions Clube Sobral Caiçara, eleita para o ano leonístico 2018/2019.
A solenidade de posse foi conduzida pelo ex governador do distrito LA-4, Audísio de Almeida Aguiar que, em nome do presidente de Lions Clube Internacional, empossava a companheira Francina da Silva Angelim na presidência do Clube para o biênio 2018/2019. Na oportunidade, tomaram posse os companheiros Audísio de Almeida Aguiar no cargo de tesoureiro; Joab Aragão, no de secretário e os demais membros da diretoria nos seus respectivos cargos.
No repasse do cargo para a nova presidente, a companheira Lúcia Rocha, num discurso objetivo, agradeceu aos companheiros da sua gestão o empenho recebido durante o seu mandato que ora findava e, finalizando, desejou sucesso à nova administração.
Por sua vez, a presidente Francina, num breve discurso, comprometeu-se, juntamente com a ajuda de todos, conduzir o clube sempre pautado no lema de Lions Internacional: a prestação de serviços.
No final da solenidade, foi servido um jantar para os associados e um grande número de convidados.

Cidade do Vaticano

A Conferência Episcopal da Nicarágua tomou a decisão de que seu país não será mais sede dos “Dias das Dioceses” em preparação prévia da JMJ, no Panamá 2019, por causa da situação em que se encontra o país.

A decisão foi emitida, por meio de um comunicado de imprensa, pelo Padre Jhader Hernandez, da Conferência dos Bispos Nicaraguenses, que enviou a carta a Dom José Domingo Ulloa Mendieta, Presidente da Comissão organizadora da JMJ/2019.

Carta à Comissão da JMJ

Na carta ao Presidente da Comissão organizadora da JMJ, arcebispo Dom José Domingo Ulloa Mendieta, o Padre Jhader escreve:

«Através desta carta queremos, antes de tudo, agradecer-lhes pela confiança e apoio que depositaram em nós para sermos sede dos “Dias nas Dioceses” da JMJ em janeiro de 2019. Mas, devido às circunstâncias sócio-políticas, que atravessamos em nosso país, a Conferência Episcopal da Nicarágua tomou a triste decisão de renunciar em ser sede dos “Dias das dioceses” pela segurança dos peregrinos e dos nossos agentes de pastoral envolvidos nesta experiência eclesial».

Nota de Imprensa do Panamá

Ao receber a Carta dos Bispos nicaraguenses, a Comissão organizadora da JMJ do Panamá, emitiu o seguinte comunicado de imprensa:

«Recebemos a carta da Igreja irmã da Nicarágua, na qual anuncia sua renúncia a realizar os “Dias nas Dioceses” da JMJ, evento internacional, do qual nosso país, da região centro-americana, será sede. Por isso, encorajamos os peregrinos a viverem esta experiência dos “Dias nas Dioceses” nas dioceses de Costa Rica e Panamá, que vão acolhê-los e partilhar com vocês este período prévio de preparação da JMJ, um evento rico que marcará, de modo especial, a vida da juventude».

Fonte: Vatican News

 

Desde que foi nomeado como bispo para a diocese de Rio Grande (RS) em 17 de fevereiro de 2016, Dom Ricardo Hoepers elegeu a inspiração bíblica: “Escolhe, pois a vida” (Dt 30, 19) como seu lema episcopal. Não se trata de uma escolha aleatória. Sua trajetória como religioso e bispo da Igreja Católica vem sendo marcada por essa escolha.

Com formação acadêmica voltada para a área da Teologia Moral e Bioética e doutorado na faculdade Alfonsiana, em Roma, ele integra o esforço que o Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vem fazendo na Promoção e Defesa da Vida, na articulação de um Observatório de Bioética junto as Universidades Católicas e outras instituições de ensino superior.

Pedido pró aborto pode representar riscos à democracia Dom Hoepers é autor do livro “Teologia moral no Brasil: um perfil histórico” e possui uma atuação na área da saúde, em Curitiba (PR), desde quando atuava como padre, na área hospitalar e participado dos Comitês de Ética em Pesquisa com seres Humanos e Comitês de Bioética. Estes fatos o credenciaram a representar a CNBB em seminário promovido pela Câmara dos Deputados sobre a Arguição de Preceito Fundamental (ADPF) nº 442 sobre a “Descriminalização do Aborto”, em maio deste ano. E agora novamente, por 10 minutos, o religioso representará a entidade dia 6 de agosto, na segunda parte da audiência pública sobre o mesmo tema promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O ponto central de sua defesa, como informou ao Portal da CNBB, é o argumento defendido pela Igreja Católica no Brasil, em nota da CNBB de 11 de abril de 2017: “defender a vida na sua integralidade, inviolabilidade e dignidade, desde a concepção até a morte natural”. Na ocsasião, o religioso representará a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB.

Em entrevista, o bispo fala da colocação que fará no STF:

CNBBQual vai ser o centro da sua estratégia de argumentação oral na defesa do ponto de vista da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil na audiência pública no dia 6 de agosto?

Dom Ricardo Hoepers: Terei 10 minutos para explicitar as razões pelas quais somos contra a descriminalização do aborto. O ponto central está na Nota da CNBB de 11 de abril de 2017, “Pela vida, contra o aborto”, onde estão presentes os fundamentos de nossa posição: “defender a vida na sua integralidade, inviolabilidade e dignidade, desde a concepção até a morte natural”.

O direito a vida é o mais fundamental de todos os direitos e, por isso, em primeiro lugar, não se trata de um discurso religioso ou fundamentalista por parte da Igreja. Mas, se trata de uma verdade científica, que reconhece e comprova o início da vida na concepção. Quando falamos em 12 semanas, significa a 12ª semana do desenvolvimento de uma vida humana, com um coração batendo, rins, estômago, fígado funcionando. É uma vida frágil, vulnerável que não tem como se defender.

A natureza humana preparou no ventre da mulher o lugar mais adequado e seguro para a fase inicial da nossa vida. Dizer que a gestação é uma imposição/obrigação que compromete a liberdade da mulher é o argumento mais estranho à razão humana, pois todos os que defendem esse argumento só o fazem porque um dia puderam nascer. É desproporcional, injusto e irracional defendermos um crime contra a nós mesmos definindo até a etapa quando se pode interromper essa vida. É desproporcional porque a mulher tem muitas maneiras de exercer sua autonomia, mas a criança só tem uma possibilidade para vir a nascer. É injusto porque se trata de uma vida independente e autônoma contra uma vida indefesa e inocente. É irracional porque estamos sendo permissivos contra nossa própria natureza colocando em risco a vida nascente das futuras gerações.

Aborto, do latim, ab ortus (privação do nascer), é um atentado contra à vida e, segundo o Papa São João Paulo II, “o aborto direto, isto é, desejado como fim e como meio, constitui sempre uma desordem moral grave, enquanto morte deliberada de um ser humano inocente”(EV 62), um crime hediondo, assim como serão hediondos todos os outros crimes contra a vida humana nas diferentes fases ou situações de vulnerabilidade como o embrião, o feto, a criança, o jovem, o idoso, a pessoa com deficiência, etc. Nossa posição é da vida plena, do cuidado, do direito à dignidade, não pelas nossas qualidades, mas pela sacralidade da nossa vida: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

CNBB: A maior parte dos expositores, pelas informações já disponibilizadas, representa grupos ligados à defesa da legalização do aborto. Isto não cria uma assimetria na defesa dos argumentos?

Dom Ricardo Hoepers: É difícil compreender esse processo e os critérios que definiram a escolha desproporcional das posições que representam a sociedade brasileira. É difícil aceitar que instituições de interesse internacional tenham prioridade sobre as nossas instituições e sobre a nossa legislação. É difícil compreender que um assunto de tamanha relevância se limite a dois dias de argumentações.

Lembramos que o tema não deveria estar sendo discutido no âmbito do Judiciário e sim no Legislativo. Nós temos todo um histórico de debate sobre o aborto na Câmara dos Deputados que foram legitimamente escolhidos para nos representar na definição das leis e de suas prerrogativas. Mas a condução do tema da descriminalização do aborto tomou um rumo estranho ao caminho democrático de modo que, o Supremo Tribunal Federal, desprezando e desconsiderando o papel bicameral do nosso Legislativo, tomou para si essa responsabilidade.

CNBB: Como bispo católico qual o caminho o senhor indicaria às mulheres que estão vivendo o processo de gravidez e, por algum motivo, já pensaram ou pensam abortar? O que a Igreja pode fazer por mulheres que enfrentam esta situação concreta?

Dom Ricardo Hoepers: O aborto não é uma conquista, mas é um drama social que corrói as mesmas raízes da convivência humana: isso deve ser prevenido com meios adequados. Por isso é importante políticas públicas protetivas à mulher, dando à ela segurança e acompanhamento necessários. O Papa São João Paulo II na Encíclica Evangelium Vitae deu sua mensagem às mulheres, de modo que pede que não caiam no desânimo e não abandonem a esperança. As mulheres podem ser as artífices de um novo olhar sobre a vida humana (EV, 99): “Um pensamento especial quereria reservá-lo para vós, mulheres, que recorrestes ao aborto. A Igreja está a par dos numerosos condicionalismos que poderiam ter influído sobre a vossa decisão, e não duvida que, em muitos casos, se tratou de uma decisão difícil, talvez dramática. Provavelmente a ferida no vosso espírito ainda não está sarada. Na realidade, aquilo que aconteceu, foi e permanece profundamente injusto. Mas não vos deixeis cair no desânimo, nem percais a esperança. Sabei, antes, compreender o que se verificou e interpretai-o em toda a sua verdade. Se não o fizestes ainda, abri-vos com humildade e confiança ao arrependimento: o Pai de toda a misericórdia espera-vos para vos oferecer o seu perdão e a sua paz no sacramento da Reconciliação. A este mesmo Pai e à sua misericórdia, podeis com esperança confiar o vosso menino. Ajudadas pelo conselho e pela solidariedade de pessoas amigas e competentes, podereis contar-vos, com o vosso doloroso testemunho, entre os mais eloquentes defensores do direito de todos à vida. Através do vosso compromisso a favor da vida, coroado eventualmente com o nascimento de novos filhos e exercido através do acolhimento e atenção a quem está mais carecido de solidariedade, sereis artífices de um novo modo de olhar a vida do homem.”

Pelo Brasil, a cada dia, crescem as iniciativas pró-vida com casas de acolhida. Essas iniciativas já estão demonstrando que é muito mais eficaz e salutar à mãe (mulher), salvaguardar a criança (nascituro), do que dar a essas mulheres um trauma e um drama pelo resto de suas vidas. Destaco algumas delas: Casa Pró-vida Mãe Imaculada, em Curitiba (PR), Casa Luz, em Fortaleza (CE), Casa mater Rainha da Paz, Canoinhas (SC), Associação Guadalupe, em São José dos Campos (SP), Casa da Gestante Pró-Vida São Frei Galvão, em Nilópolis (RJ), Pró-Vida de Anápolis, em Anápolis (GO) e Comunidade Santos Inocentes, em Brasília (DF). Que sejamos capazes de acolher, cuidar, promover e defender a vida, pois, acima de tudo, o nosso Deus se fez criança e quis nascer de uma mulher. Que Nossa Senhora Aparecida proteja as mães e as crianças que estão por nascer. Amém.

Fonte: Canção Nova

Quinta, 02 Agosto 2018 14:36

Papa muda catecismo e condena pena de morte

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A partir desta quinta-feira (2), o antigo Catecismo da Igreja Católica terá uma alteração promovida pelo papa Francisco.

A redação do ponto 2267 dizia: “O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de com provadas cabalmente a identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.”

Recentemente, a Congregação para a Doutrina e Fé afirmou que a antiga redação do Catecismo poderia “ser melhorada” diante do “desenvolvimento da compreensão da dignidade humana”.

Agora, a nova formulação do ponto 2267 declara que “durante muito tempo, considerou-se o recurso à pena de morte por parte da autoridade legítima, depois de um processo regular, como uma resposta adequada à gravidade de alguns delitos e um meio aceitável, ainda que extremo, para a tutela do bem comum”.

Dia ainda que “hoje vai-se tornando cada vez mais viva a consciência de que a dignidade da pessoa não se perde, mesmo depois de ter cometido crimes gravíssimos”. A porção final declara: “a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que ‘a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa’, e empenha-se com determinação a favor da sua abolição em todo o mundo”.

Tendência mundial

A decisão da Igreja Católica parece acompanhar uma tendência mundial de abolição da pena capital. De acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte (DPIC).

“Há um crescente consenso internacional que a pena de morte é uma violação dos direitos humanos”, explica Robert Dunham, diretor-executivo do DPIC.

Embora nenhum país tenha sido nomeado pelo papa, estudos mostram que os países que mais aplicam a pena capital são islâmicos: Irã, Arábia Saudita, Iraque e o Paquistão. Também integra a lista dos maiores índices a China – governada pelo Partido Comunista – mas que não divulga números oficiais. 

Fonte: Gospel Prime

O voo Aeroméxico 2431 caiu minutos após decolar do aeroporto Guadalupe Victoria, em Durango, no México, rumo à capital do país, com 99 passageiros e 4 tripulantes. Informações da imprensa local apontam 12 feridos em estado crítico, mas as redes sociais têm se referido ao acontecimento como “o milagre de Durango” porque, surpreendentemente, todas as 103 pessoas que estavam a bordo sobreviveram à queda do avião e ao incêndio que se iniciou em poucos minutos.

Entre os sobreviventes está um sacerdote católico: o pe. Ezequiel Sánchez, reitor do Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe em Des Plaines, Chicago, nos Estados Unidos.

Uma testemunha que também escapou da morte no acidente relatou que viu o pe. Sánchez “fazer uma breve oração ao sair do avião” logo depois da queda.

Segundo o pe. Manuel Padilla, vice-reitor do santuário de Chicago, o pe. Sánchez “está bem e nos pede que rezemos por ele e pelos outros passageiros que estavam no avião“.

O pe. Ezequiel Sánchez, que sofreu uma fratura no braço e permanece hospitalizado, foi ordenado em 1995. Filho de pais mexicanos imigrantes, naturais de Durango, ele nasceu em Chicago e com frequência representa a comunidade católica local em reportagens e programas de televisão.

Fonte: Site Notícias Católica

Nos próximos dias 3 e 6 de agosto, o Supremo Tribunal Federal receberá as audiências públicas sobre a descriminalização do aborto. O pedido foi impetrado pelo PSOL junto ao STF, por meio da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, em março de 2017.

Dentre as justificativas para a ação, estão a cidadania das mulheres, o direito à saúde, à integridade física e psicológica e à segurança, afirmando que hoje os abortos são realizados na clandestinidade, de forma ilegal e insegura. Para isso, pede que a prática possa ser realizada até a 12ª semana de gestação.

Para participar das audiências públicas, os candidatos se inscreveram por e-mail, e foram aceitos e distribuídos durante os dois dias. Cada um terá 20 minutos para fazer sua colocação.

Padre Eduardo de Oliveira e Silva, da diocese de Osasco (SP), participará no segundo dia de audiências, representando a CNBB junto a Dom Ricardo Hoepers. Para o sacerdote, a discussão no STF é equivocada.

“A minha posição será basicamente a de marcar uma oposição, de mostrar a ilegitimidade da usurpação do poder legislativo pela via judiciária. Infelizmente o que está acontecendo, transcende o tema do aborto e é um flagrante desrespeito à Constituição Federal. Há uma ruptura do sistema democrático, porque a partir do momento em que um dos três poderes se sobrepõe aos demais e se torna por assim dizer irregulável, nós já não estamos mais numa democracia, mas numa supremocracia”.

O arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, acredita que esse assunto não deveria estar em discussão, uma vez que a inviolabilidade da vida é um direito previsto na Constituição. “Nós acreditamos que esse assunto já deveria estar resolvido, pela própria Constituição Brasileira, que garante a inviolabilidade da vida da pessoa desde a concepção até a morte natural, portanto assunto que não era pra ser discutido. Dessa forma, nós esperávamos que se realmente houvesse essa audiência pública, que também houvesse uma isonomia, ou seja, que houvesse o mesmo número de pessoas pós e contra e que fossem brasileiros”.

Várias arquidioceses estão se movimentando e se manifestando a favor da vida, por meio de notas, caminhadas, vigílias. Em Brasília, a Vigília em Defesa da Vida acontece na Catedral, na quinta-feira, 2, das 20h às 22h. Na arquidiocese de Belo Horizonte, a vigília pela vida será no sábado, 4, a partir das 19h, na Tenda Cristo Rei.

Na arquidiocese do Rio de Janeiro, serão várias manifestações. Nesta quinta-feira, 2, no Cristo Redentor, haverá um Terço da Misericórdia pela Vida, seguido da leitura da Nota feita pelo regional Leste 1. Os sinos de todas as paróquias soarão às 15h. Também acontecerá uma Hora Santa pela Vida, cujo texto está no site da arquidiocese e todas as paróquias e capelas são convidadas a vivê-la. No domingo, 5, haverá uma caminhada na Orla de Copacabana, a partir das 10h, saindo do Posto 5.

Dom Orani afirma que os tempos são complexos e as opiniões, divergentes e diversas. “Nós que cremos na vida e sabemos da importância da vida devemos nos manifestar. É um momento decisivo para o presente e para o futuro do país. Não podemos deixar que a cultura de morte aumente ainda mais neste país. Somos também os responsáveis por deixar um legado de paz, fraternidade e de vida”.

O cardeal lembra ainda os esforços da Igreja em mostrar a importância da vida, e não só no aspecto da fé, mas também na questão da vida humana. “A Igreja tem esclarecido através das suas catequeses, artigos, declarações, procurado por todos os meios, ajudar as pessoas a refletir que realmente a vida começa com a concepção e vai até a morte natural. E vai sempre bater nessa tecla, porque é o que faz parte daquilo que é a dignidade humana”.

Padre José Eduardo reforça a importância da participação dos cristãos e pessoas de bem nesses últimos dias que antecedem a audiência pública, destacando a manifestação deles junto à Câmara dos Deputados, como já indicou a nota da Comissão para Vida e Família da CNBB.

“De fato, o Congresso Nacional é que representa o povo brasileiro e é ali que o povo, através de seus representantes, se dá leis. E nós não podemos permitir, portanto, que o judiciário legisle sobre o povo brasileiro, impondo-lhe leis contra a sua vontade. Aliás, não nos esqueçamos que o povo brasileiro é maciçamente contrário ao aborto, então para mim o mais importante é efetivamente entrar numa solicitação junto à Câmara dos Deputados”, concluiu.

Via Canção Nova

A descriminalização do aborto está na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) em audiência pública na próxima sexta-feira, 3, e na segunda-feira, 6 de agosto. O objetivo é discutir a possibilidade de o aborto ser permitido até a 12ª semana de gestação. Na Diocese de Sobral, o bispo Diocesano Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos convocou os cristãos e todos os homens e mulheres de boa vontade a se posicionarem a favor da vida e contra o aborto. Em vídeo, Dom Vasconcelos pediu que todos rezem nesta quinta-feira, 2 de agosto, em que se celebra o Perdão de Assis, para que a justiça se faça e que as vidas das crianças sejam salvas. Além disso, em cada paróquia da Diocese foi convocado um repicar de sinos às 15h seguido por um momento de oração. “Não ao aborto e sim à vida”, convida o bispo.

“Nossa Diocese de Sobral, assim como diversas outras Dioceses e Regionais da CNBB e a própria CNBB nacional, estamos nos posicionando contra o aborto. Nós temos como padroeira a Imaculada Conceição, Maria que foi concebida sem pecado original, e cremos que a vida humana começa na concepção. A partir do momento em que o espermatozóide fecunda o óvulo, temos vida humana e a vida humana é dádiva de Deus e ninguém tem o direito de tirá-la”, ressalta o bispo diocesano em vídeo.

O pedido de oração a favor da vida ecoa em toda a Diocese de Sobral, de forma especial no Santuário São Francisco em que o apelo está sendo feito em cada uma das celebrações do Perdão de Assis. O pedido de oração às 15h reflete o apelo à misericórdia. “Às 15h celebramos a misericórdia e, como disse Jesus, é a misericórdia que eu quero e não o sacrifício”, ressalta Dom Vasconcelos. Ao repicarem os sinos às 15h, os católicos e todos os homens de boa vontade são convidados a “entrar em oração suplicando aos céus para que a justiça seja feita e que a vida das crianças sejam poupadas. Fazemos um apelo a todos os cristãos, a todos os homens e mulheres de boa vontade que tenhamos bom senso e não sejamos criminosos contra as nossas crianças”, garante.

A audiência pública, convocada pela ministra Rosa Weber, foi embasada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 442) ajuizada por um partido político questionando os artigos 124 e 126 do Código Penal, que criminalizam a prática do aborto. “Ao Supremo Tribunal Federal gostaria de ressaltar que o direito à vida é garantido pela Constituição e não cabe ao Supremo ir contra a Constituição brasileira, a lei magna do nosso País. Além de ser um pecado contra o quinto mandamento, o aborto fere a legislação brasileira”, ressalta Dom Vasconcelos. Dom Vasconcelos lembra ainda que diversos movimentos feministas dizem que a mulher tem direito ao seu próprio corpo. “Mas não se trata do corpo da mulher, trata-se de outra vida, que merece respeito e dignidade”, ressalta.

Mobilização no Brasil
Arquidioceses, dioceses e Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estão se manifestado contra à proposta que descriminaliza o aborto até a 12ª semana de gestação. A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB que reafirmou em nota a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”. Afirmação emitida pela presidência da CNBB na Nota Oficial “Pela vida, contra o aborto”, publicada em 11 de abril de 2017.

Em nota, o bispo de Camaçari (BA) e presidente do Regional CNBB-NE3, dom João Carlos Petrini, reitera a posição da Igreja no Brasil: “o respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas”. E lembra que “urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil”.

Partindo para Santa Catarina, o bispo de Caçador e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasen, diz no documento que enquanto a sociedade se omite no seu dever de cuidar e criar alternativas para que a mulher se encante com o seu dom de gerar, políticos e grupos tendenciosos, que não tem compromisso com a dignidade, com a ética, com a fé e com o princípio inalienável do cuidado e do acolhimento, estão interessado em aprovar leis para matar nascituros, em vez de somar para dignificar a vida humana, a começar pelos mais frágeis e indefesos, e proteger a mulher quando é agredida, abusada, instrumentalizada e feita objeto.
“A vida é um dom precioso que merece todo o cuidado e proteção. Assassinar a vida que não tem defesa é ato de violência, pecado que agride o coração de Deus, o criador da vida”, ressalta dom Severino.

Já o bispo de Joinville (SC), dom Francisco Carlos Bach, escreveu: “Em unidade com toda a Igreja, por fidelidade a Jesus Cristo, conclamo a todas as pessoas de boa vontade, a unirem-se na oração e na promoção de atividades em prol do respeito à dignidade de todo ser humano, desde a sua concepção. Ao mesmo tempo, deve-se reconhecer a dignidade das mulheres, principalmente daquelas mais vulneráveis. Porém, a exemplo do que já afirmaram os bispos do Brasil, em 11 de abril de 2017, o aborto jamais poderá ser considerado um direito de uma mulher ou de um homem, sobre a vida do nascituro”.

O bispo de Chapecó, dom Odelir José Magri, manifestou em nota que o direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido e promovido. “Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo”.

Indo para região Norte do país, assim como toda a Igreja católica, a arquidiocese de Manaus manifestou por meio de nota sua luta pela vida e posição contra a legalização da prática do aborto. O Arcebispo dom Sergio Eduardo Castriani: “roga a todos os católicos que se ergam em defesa da vida, seja privadamente em orações, seja fazendo ouvir suas vozes através de manifestações públicas de modo a evitar que o mal do aborto venha ser permitido em terras brasileiras”.

A diocese de Bragança Paulista (SP) também fez seu manifesto. Dom Sérgio Aparecido Colombo, esclarece em nota que a vida é Dom de Deus e preservá-la é a nossa vocação primeira. “Julgamos que o que está em questão é a saúde pública deteriorada e sem a atenção que lhe é devida. O que está em jogo é a vida das mulheres e de tantas outras pessoas em situação vulnerável, que não tem onde recorrer quando se trata do sofrimento e da doença. Portanto, uma questão de política pública que muitos daqueles que nos representam não se dispõem a cuidar e, muito aquém do nosso povo pobre e a margem do essencial para viver dignamente, diz o bispo. (Com informações da CNBB)

Conhecido como o maior evento católico da América, o Festival Halleluya 2018 se tornou um dos festivais mais solidários do Brasil, tendo batido recorde da arrecadação de alimentos e doações de sangue.

Há 16 anos, o evento, promovido pela Comunidade Católica Shalom, tem uma parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) para a coleta de sangue.

Neste ano, durante os dias em que aconteceu o festival no Condomínio Espiritual Uirapuru, em Fortaleza (CE), de 25 a 29 de julho, foram coletadas 1022 bolsas de sangue, superando a meta de 900 bolsas.

Outra ação solidária que rendeu bons resultados foi a doação de alimentos. Foram arrecadados 3500 quilos de alimentos não perecíveis, os quais serão destinados aos projetos de Promoção Humana da Comunidade Shalom, que atendem pessoas em situação de risco.

Esta 22ª edição do Festival Halleluya reuniu uma mar de pessoas, com mais de 1 milhão e meio de participantes que aproveitaram cinco dias de música, artes, esportes radicais, cultura e fé.

Para o assistente local da Shalom em Fortaleza, Pe. Sílvio Scopel, o evento foi surpreendente. “Desde a quarta-feira”, foi recebido “um público maior do que se esperava”, disse.

“Os shows foram maravilhosos, além dos espaços temáticos que foram protagonistas este ano. Foi um Halleluya surpreendente que nos deixa muito felizes como Comunidade Católica Shalom e já na expectativa do de 2019”.

“Em nome, da Comunidade Shalom, agradecemos a população de Fortaleza e de todo o Ceará por abraçar e viver da melhor forma o Festival Halleluya. Jovens, crianças, adultos e muitas famílias que saíram de suas casas e optaram por viver essa experiência de fé, de paz e de encontro pessoal com Deus”, completou.

O evento recebeu 22 atrações musicais consagradas da música católica no palco principal, entre os quais Adriana Arydes, Irmã Kelly Patrícia, Rosa de Saron, Suely Façanha, Padre Fábio de Melo e Irmã Cristina, vencedora do ‘The Voice Itália’ em 2014.

Um dos espaços mais visitados pelos presentes foi o espaço da misericórdia. De acordo com os organizadores, 3406 pessoas receberam oração e aconselhamento; foram atendidas 3450 confissões; 1389 pessoas participaram dos cursos.

Grande movimentação também do público nos espaços vida, adventure, tenda eletrônica, games, lounge, acessibilidade e, principalmente, no palco alternativo que recebeu 24 atrações locais concentrando um público médio de mil pessoas por noite.

Outro destaque foi o Halleluya Kids que recebeu 2839 crianças, em um espaço adaptado ao público infantil. 

Fonte: ACI

Igreja celebra neste dia 1º de agosto a memória litúrgica de Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja por seus escritos sobre moral e fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, conhecidos como Redentoristas.

Este santo italiano, natural de Nápoles, na Itália, escreveu “A Prática do Amor a Jesus Cristo”, “Preparação para a Morte”, “Glórias de Maria”, sendo “Teologia Moral” a obra que influenciou na formação do clero por muitos anos.

Santo Afonso pregava com simplicidade e ensinava seus missionários que “um sermão sem lógica é disperso e falta sabor. Um sermão pomposo não chega à massa. De minha parte, posso dizê-los que jamais preguei um sermão que a mulher mais simples não pudesse entender”.

Entre suas frases conhecidas está: “Não existem pessoas fracas e pessoas fortes espiritualmente, mas as pessoas que não rezam e as pessoas que sabem rezar”.

Bento XVI explicou aos fiéis em um dia como hoje, em 2012, que este santo “nos recorda que relação com Deus é essencial na nossa vida. Sem ela, falta-nos a relação fundamental”. Lembra também que “Deus criou-nos por amor, para nos poder doar a vida em plenitude”.

Santo Afonso fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, com a qual tinha o objetivo de evangelizar nas regiões de população abandonada. Seu trabalho refletia a sua forma de viver, marcado pela bondade, simplicidade e caridade.

O santo faleceu aos 90 anos, na noite de 31 de julho para 1º de agosto de 1787. Foi canonizado em 1839 e declarado Doutor da Igreja em 1871.

Santo Afonso, cujo nome significa “pronto para o combate”, é representado com o crucifixo, os livros, o rosário ou a figura da Santíssima Virgem Maria, a quem tinha uma profunda devoção.

Sua congregação dos Redentoristas chegou ao Brasil em 1894. Hoje, há cerca de 600 missionários espalhados em 25 estados e no Distrito Federal. Desenvolve amplo trabalho evangelizador, fazendo-se presentes em diversas frentes missionárias, como: casas de formação, missões estrangeiras, área acadêmica, comunicações, missões itinerantes, paróquias e santuários, entre os quais, o de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), e o do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO).

Fonte: ACI

Nesta quinta-feira, 2 de agosto, véspera da audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a descriminalização do aborto, o Cristo Redentor acolherá um ato em defesa da vida, com a presença da cantora Elba Ramalho.

A artista brasileira é conhecida também por sua atuação junto ao movimento pró-vida e, em uma entrevista à ACI Digital há alguns anos, afirmou que é preciso que o católico não fique calado diante das tentativas aprovar o aborto no Brasil. Para ela, o católico e todo cristão deve se manifestar, “pois não podemos aceitar o aborto”.

O ‘Ato em Atenção à Vida’ será promovido pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, no Corcovado, a partir das 15h, atendendo à proposta dos Bispos do Regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que em mensagem afirmaram “claramente o direito de nos manifestar com base em nossa crença em Deus, uma vez que a fé nos compromete com a vida e com a cidadania”.

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Neste ato, o Arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Regional Leste 1, Cardeal Orani João Tempesta, , seus bispos auxiliares e vigários episcopais se colocarão aos pés do Cristo Redentor em oração pela defesa da vida no Brasil.

Além disso, a manifestação contará com a participação de gestantes assistidas pelo Projeto Ação de Amor do Cristo Redentor, e com a presença das cantoras Elba Ramalho e Karen Keldani, do músico Rodrigo Souza, da Orquestra Maré do Amanhã e do Grupo Theatro Gregoriano Estrada Real.

À noite, a partir das 18h, o monumento do Cristo Redentor também receberá iluminação na cor branca e projeção da palavra “vida”.

No mesmo dia, também às 15h, os sinos das igrejas no Rio de Janeiro também irão repicar e todos os fiéis estão convidados a usar roupas brancas e a rezar em suas comunidades e paróquias nessa intenção, para que os corações se comovam diante dos gritos de tantos inocentes ameaçados de condenação à morte.

O ato ocorrerá na véspera da audiência pública convocada pelo STF para os dias 3 e 6 de agosto, na qual será debatida a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 442/2017 (ADPF-442), apresentada pelo PSOL e que propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.

“Há de existir incessante cobrança para que o Congresso Nacional feche, com chave de ouro, as portas ao aborto”, expressou o Cardeal Tempesta.

Fonte: ACI