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Vem aí o II Encontro Estadual de Pessoas Autistas. Acontecerá no próximo dia 11, com uma série de eventos externos e internos como debates e palestras, com objetivo de conscientizar sobre a importância dos processos de desinstitucionalização e das políticas que asseguram a inclusão de autistas na comunidade.

 

A programação dos debates ocorrerá no auditório Murilo Aguiar, da Assembleia Legislativa. Antes da abertura, haverá uma caminhada a partir das 8 horas. A concentração será na Praça da Imprensa, com os participantes seguindo até a Assembleia Legislativa.

 

A realização é da Associação Brasileira para Ação por Direitos da Pessoa com Autismo(Abraça) e Fundação Casa da Esperança. Haverá lançamento de campanha em favor dos direitos dos autistas.

 

Confira a programação

10h as 17h – Seminário: Sou autista, viver em comunidade é direito meu! – Auditório Murilo Aguiar – Assembleia Legislativa do Estado (inscrições gratuitas no local)

 

* Programa preliminar AQUI 

 

* Saiba mais sobre a Campanha AQUI 

Terça, 03 Abril 2018 10:23

Os pobres e a teimosia que vem do Ressuscitado

Escrito por

O testemunho do Padre Vanthuy Neto no Sábado de Aleluia, enquanto acompanha comunidades em Roraima, na floresta entre Brasil e Guiana.

A liturgia do Sábado de Aleluia aponta que a Páscoa é passar da condição menos humana para a mais humana, é deixar-se envolver pelo mistério de Jesus Cristo, onde os pequenos e os pobres, as culturas e as diversidades dos povos, teimam em afirmar a vida: é a teimosia dos pobres.

De uma pequenas comunidade na floresta entre Brasil e Guiana, Padre Vanthuy Neto ressalta ao Vatican News a 'força das sementes da Amazônia':

“ A Amazônia na Páscoa experimenta cada vez mais a se alimentar da força do necessitado: recebe umaforça escondida, misteriosa, interna, a que poderíamos dar o nome de ‘teimosia dos pobres ”

“A teimosia dos povos indígenas lutando para garantir a terra, lutando para garantir as suas culturas, a sua língua, o seu jeito de ser e dizendo ‘nós somos diferentes, mas somos humanos, como vocês’. A teimosia dos pequenos agricultores que sonham uma agricultura alternativa, que parte da família, que alimenta a si e a toda uma sociedade envolvente. Uma agricultura que clama por uma reforma agrária na Amazônia, numa reforma de terra... Poderíamos dizer também ‘uma reforma de água’”.

A teimosia dos pobres, pequenos e periféricos
“A teimosia dos pobres é a teimosia dos pequenos das periferias das cidades, que sonham modelos alternativos de vida; com suas pequenas cooperativas, com suas pequenas iniciativas de manutenção da vida, de sobrevivência.

“ É a Páscoa acontecendo na Amazônia: a teimosia que veio do Ressuscitado. ”

É a grande celebração que se inicia com a luz... luzes vindas da força dos pequenos, das organizações, da Rede Eclesial que vão se dando as mãos: é a Igreja que dá as mãos para pensar como oferecer o caminho de Jesus aos outros... luzes que vêm da pequena comunidade que lá no interior que se organiza e faz um pequeno ‘Bingo’ em favor de uma pessoa que está mais frágil e que precisa conseguir uma ajuda para ir para a cidade, para o hospital. São luzes que vêm da organização e da união dos pequenos que enfrentam os grandes dragões, os faraós que avançam sobre a Amazônia”.

Agricultura de partilha
“A Páscoa, aqui na Amazônia, nesta Noite Santa, aponta com certeza para um novo conceito de território e ambiente, um novo conceito de relações com a Natureza, com os povos, com as culturas; um novo conceito de propriedade, um novo jeito de produzir não pensando na idolatria do dinheiro, mas pensando na partilha e no bem de cada pessoa e ao mesmo tempo, no bem de cada povo”.

A força do Ressuscitado, cântico das comunidades
“Por isso, celebrar a Páscoa na Amazônia é acima de tudo gritar para que aqui, passemos de condições menos humanas para condições mais humanas. Que a força que vem do Ressuscitado seja o cântico que vêm das comunidades: “Viva a esperança, Ele está no meio de nós e com Ele, caminhamos para um novo céu e uma nova terra”.

Cidade do Vaticano

Terça, 03 Abril 2018 10:20

1º Encontro Diocesano do Terço dos Homens

Escrito por

Os planos da Providência são insondáveis. As suas mensagens podem chegar-nos pelos os meios mais inverossímeis. É o que aconteceu com a origem do Terço dos Homens Mãe Rainha (THMR).

Esta devoção durou pouco não conseguindo congregar muitos participantes. No entanto a iniciativa não se perdeu, graças à fé e ao olhar perspicaz de uma pernambucana, mãe de um sacerdote e missionária da Campanha da Mãe Peregrina. Ela aproveitou este exemplo e convenceu o seu pároco a fazer uma experiência semelhante.

Sob a orientação do P. Américo Vasconcelos, salesiano e desta senhora, Oneida Araújo da Silva, que germinou em 1997 a primeira semente do Terço dos Homens em nível paroquial, no Município de Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco. Este começo deu-se na capela de Nossa Senhora do Livramento, transformada em Santuário Paroquial de Schoenstatt. O grupo começou com 15 homens, alguns já faleceram.

Mas, um passo importante veio mais tarde, quando um Padre de Schoenstatt, José Pontes, conheceu a experiência desta paróquia, em Jaboatão, onde um grupo de homens reunia-se para rezar o terço. Achou a iniciativa audaz e resolveu experimentá-la no Santuário da “Nova Evangelização”, na diocese de Olinda e Recife. Foi aí que o Terço começa a ter seu grande desenvolvimento, integrando-se na fecundidade do Santuário e na força do carisma do seu Movimento. Vários anos se passaram para que ele ganhasse raízes e se organizasse devidamente. Em Maio de 1998, o Terço passa a ser rezado semanalmente. É com este ritmo que ele vai explodir para novos Horizontes.

No Santuário da Nova Evangelização, o Terço foi iniciado como grupo de oração por esse motivo ficou conhecido – durante anos – como Grupo de Oração Terço dos Homens, com a sigla (GOTH´S).

Como surge o nome THMR Em Março de 2007, alguns dos responsáveis do Terço dos Homens fomos convidados a participar de um Simpósio sobre Mariologia, em Belém do Pará, em preparação à V Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe, em Aparecida do Norte. Para esse evento tão importante para a igreja, tivemos a oportunidade de apresentar o Terço dos Homens, para todos os participantes, como instrumento eficaz para a nova evangelização. Aproveitando a presença de alguns Padres de Schoenstatt, especialistas em Mariologia e religiosidade popular, reservamos um tempo de refletir juntos sobre o Terço dos Homens. Fruto dessa reflexão, sentimos a falta de um titulo para o Terço dos Homens que o vinculasse com a sua origem: o Movimento Apostólico de Schoenstatt e ao seu carisma. Sem dúvida alguma a expressão “Mãe Rainha”, sugerida pela unanimidade dos participantes, seria a identificação do Terço dos Homens com o Movimento de Schoenstatt, com a sua origem e expansão. A partir dessa data a sigla GOTH´S foi substituída por THMR Terço dos Homens Mãe Rainha.

Fonte: https://www.tercodoshomens.org.br/origem-do-terco-p


ORAÇÃO OFICIAL DO THMR

Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes

Admirável!

Mãe do Salvador e nossa Mãe!

Com o Terço na mão, peregrinamos com

alegria ao teu Santuário.

Tudo o que somos e temos, te oferecemos

como dons para o Capital de Graças.

Inspira nossos gestos, atitudes e palavras,

e o jeito certo de servir e amar.

Mãe do Rosário, cuida de todas as nossas necessidades

A nós, homens do Terço, ajuda-nos

a conduzir nossas famílias no amor a

Cristo e à Igreja.

Acolhe-nos, transforma-nos e envia-nos

 

MANUAL E ROTEIRO PARA O THMR

O Manual e Roteiro do Terço dos Homens Mãe Rainha, pode ser adquirido na Secretaria Nacional, localizada em Olinda-PE ou através das suas Regionais localizadas em outros estados. O manual existe em duas versões, grande e pequeno, mas com o mesmo conteúdo, diferenciando apenas no tamanho das fontes e das gravuras.

A Semana Santa também é conhecida como a Semana Maior

Liturgicamente, estes dias da Semana Maior são momentos importantes da Quaresma. Seu conteúdo bíblico-litúrgico está orientado para a preparação ‘imediata’ do Tríduo Pascal. Nesses primeiros dias da Semana Maior, fazemos grandes celebrações lembrando a prisão de Jesus, o Encontro d’Ele com Sua Mãe e as dores d’Ela.

Nestes três dias, Jesus e Seus discípulos estavam preparando-se para celebrar a Páscoa, festa principal dos judeus. Porém, o Senhor sabia muito bem que eram os últimos dias de Sua vida. A Páscoa Judaica iria se converter na Páscoa de Jesus, Sua passagem da morte para a vida. Então, estes dias recebem o qualificativo de “santos”, porque a Misericórdia de Deus, manifesta-se de uma maneira muito especial.

Segunda-feira Santa
Neste dia, proclama-se, durante a Missa, o Evangelho segundo São João. Seis dias antes da Páscoa, Jesus chega a Betânia para fazer a última visita aos amigos de toda a vida. Está cada vez mais próximo o desenlace da crise. “Ela guardava este perfume para a minha sepultura” (cf. João 12,7); Jesus já havia anunciado que Sua hora havia chegado.

A primeira leitura é a do servo sofredor: “Olha o meu servo, sobre quem pus o meu Espírito”, disse Deus por meio de Isaías. A Igreja vê um paralelismo total entre o servo de Javé cantado pelo profeta Isaías e Cristo. O Salmo é o 26: “Um canto de confiança”.

Terça-feira Santa
A mensagem central deste dia passa pela Última Ceia. Estamos na hora crucial de Jesus. Cristo sente, na entrega, que faz a “glorificação de Deus”, ainda que encontre, no caminho, a covardia e o desamor. No Evangelho, há uma antecipação da Quinta-feira Santa. Jesus anuncia a traição de Judas e as fraquezas de Pedro. “Jesus insiste: ‘Agora é glorificado o Filho do homem e Deus é glorificado nele'”.

A primeira leitura é o segundo canto do servo de Javé; nesse canto, descreve-se a missão de Jesus. Deus o destinou a ser “luz das nações, para que, a salvação alcance até os confins da terra”. O Salmo é o 70: “Minha boca cantará Teu auxílio.” É a oração de um abandonado, que mostra grande confiança no Senhor.

Quarta-feira Santa
Estamos de cara com o Tríduo Pascal. A liturgia de hoje tem um sabor amargo: a traição de Judas. Não nos confundamos: Judas representa todas as forças do mal que tomam parte dos nossos pecados, que se opõem aos planos maravilhosos de Deus. No Evangelho de Mateus, a noite já descia sobre a cidade e os peregrinos que vinham para a Páscoa continuavam chegando. Um ar festivo invade tudo, uma espécie de canto da libertação; Judas fica em silêncio, parece não ter consciência de ter vendido o seu Senhor como se Ele fosse um escravo. Todos percebem que chegou a hora e Jesus está livre e decidido.

A primeira leitura é o terceiro canto de Isaías – “não ocultei o rosto aos insultos” –, é o “Canto da Paixão”, porque relata com detalhes o sofrimento do servo. O Salmo é o 68: “Ficamos impressionados com o grito angustiado de um justo perseguido”.

Formação Canção Nova

A Comissão  Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizou entre os dias 01 a 04 de março de 2018, nas cidades de Boa Vista e Pacaraima (RR), a missão “Fronteiras Brasil/Venezuela”.

Foto: Felipe Larozza

Após a missão, o presidente da comissão enviou uma carta aberta à sociedade onde relata da situação dos imigrantes venezuelanos que precisam de tudo, desde itens básicos de alimentação, higiene e saúde, até emprego e condições dignas de abrigamento ou moradia.

“Esse cenário tão desolador nos interpela para ações e posicionamentos pessoais e coletivos de acolhida, solidariedade e incidência política de forma articulada em âmbito local, estadual e nacional. Por isso, em nome da CEPEETH fazemos um veemente apelo às igrejas e à sociedade a uma maior solicitude para com estes nossos irmãos e irmãs imigrantes e refugiados”, diz um trecho da carta.

Por causa da crise política, econômica e social na Venezuela e pela proximidade das fronteiras, os imigrantes e refugiados entram no Brasil pelo município de Pacaraima, em Roraima. De lá, a maioria segue para Boa Vista, a menor capital em número populacional do Brasil.

Foto: Felipe Larozza

No pequeno município o que se encontrou foi a fome, famílias e mulheres grávidas vivendo nas ruas, desnutrição, crianças fora da escola, insalubridade nos abrigos, e xenofobia.

“Nosso coração sentiu: profunda indignação diante dessa desumana e injusta realidade ao constatar a ausência e descompromisso dos poderes constituídos em dar respostas; de averiguar que a preocupação com a beleza das praças tem mais importância que o cuidado à pessoa humana; de escutar expressões discriminatórias em relação aos migrantes e refugiados e de entender o quanto nos falta para viver o Projeto de Deus que nos faz todos irmãos e irmãs”, diz outro trecho da carta.

Leia a carta na íntegra:

Boa Vista – Roraima, 04 de março de 2018

Carta à sociedade Brasileira 

“Eu vi a opressão de meu povo, ouvi o grito de aflição diante dos opressores e tomei conhecimento de seus sofrimentos” (Ex 3,7-8).

Nós, integrantes da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizamos entre os dias 01 a 04 de março de 2018, nas cidades de Boa Vista e Pacaraima (RR), a missão “Fronteiras Brasil/Venezuela”. A mesma teve como objetivo conhecer in loco a situação que envolve a imigração atual na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em especial para verificar a ocorrência do tráfico humano e ser presença solidária e profética.

Foram realizadas visitas na fronteira Brasil/Venezuela, nos abrigos dos indígenas Warao em Pacaraima e Pintolândia, e Tancredo Neves em Boa Vista, abrigo para os venezuelanos; audiências com a Policia Federal e com a Governadora do Estado; reuniões com os bispos de Roraima, dom Mário Antônio Silva e o bispo de Santa Elena de Uiarén-Venezuela, dom Felipe González González e com o Pároco da Igreja Sagrado Coração de Jesus em Pacaraima, padre Jesús López Fernández; com as Pastorais Sociais, o Comitê Estadual de Enfrentamento a Exploração Sexual e Tráfico de Pessoas, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e outras organizações da Sociedade Civil. Infelizmente não conseguimos diálogo com a prefeita do município de Boa Vista.

Participamos, ainda, de entrevistas em programas de rádio e televisão. Na oportunidade, celebramos com as comunidades da Paróquia Nossa Senhora da Consolata e da Catedral de Cristo Redentor.

Essas atividades nos colocaram em contato com uma realidade cruel e desumana que grita por respostas rápidas, eficazes e articuladas das igrejas, do estado e da sociedade em geral.

Nossos olhos viram: longas filas de imigrantes e refugiados em busca de documentação, transporte, alimentação e trabalho; crianças famintas, desnutridas, doentes,  sem escola; juventude desocupada e sem perspectiva de futuro, exposta  à drogadição e todo tipo de vulnerabilidades; mulheres vítimas da violência, da exploração sexual e do trabalho laboral; pessoas inescrupulosas explorando a miséria dos irmãos e irmãs imigrantes e refugiados no trabalho e alterando os preços dos alimentos e outras mercadorias. Impressionou-nos sobremaneira a visita ao abrigo Tancredo Neves, o “Tancredão”, pelo estado de total abandono e degradação da dignidade humana.

Nossos ouvidos ouviram: lamentos de dor e denúncias de situações graves de violação dos direitos e falta de políticas públicas elementares como alimentação, saúde, higiene, segurança, educação; denúncias de violência policial, violência contra a mulher, exploração sexual e do trabalho, tráfico de drogas e de pessoas e de completa omissão do poder público.

Nosso coração sentiu: profunda indignação diante dessa desumana e injusta realidade ao constatar a ausência e descompromisso dos poderes constituídos em dar respostas; de averiguar que a preocupação com a beleza das praças tem mais importância que o cuidado à pessoa humana; de escutar expressões discriminatórias em relação aos migrantes e refugiados e de entender o quanto nos falta para viver o Projeto de Deus que nos faz todos irmãos e irmãs.

Em meio a esta gritante realidade também vimos e ouvimos com alegria e esperança muitas ações fraternas e solidárias de pessoas, famílias, grupos, igrejas e instituições da sociedade civil; apoio de instituições internacionais e uma grande abertura e dedicação da Igreja local assumindo de forma prioritária o serviço aos imigrantes e refugiados.

Esse cenário tão desolador nos interpela para ações e posicionamentos pessoais e coletivos de acolhida, solidariedade e incidência política de forma articulada em âmbito local, estadual e nacional.

Por isso, em nome da CEPEETH fazemos um veemente apelo às igrejas e à sociedade a uma maior solicitude para com estes nossos irmãos e irmãs imigrantes e refugiados. Nesse sentido conclamamos a todos para:

– Maior sensibilização e envolvimento com esses nossos irmãos e irmãs, através de práticas de serviços voluntários;

– Participação efetiva e generosa na campanha de solidariedade da CNBB em favor dos imigrantes e refugiados venezuelanos;

– Mobilização e incidência política junto aos órgãos públicos, nacionais, estaduais, municipais para que assumam seu papel de viabilizar as políticas públicas e a garantia dos direitos desses nossos irmãos e irmãs;

– Realizar e/ou participar de campanhas educativas permanentes sobre migração e tráfico humano no conjunto das organizações das igrejas e da sociedade.

A Palavra de Deus, ao afirmar que “somos todos irmãos e irmãs” (cf Mt 28,7) nos impele a vivermos a fraternidade como caminho de superação de todas as violências e desigualdades. Reconhecemos e agradecemos a grandeza de espírito das muitas pessoas que, sensíveis às dores desses nossos irmãos e irmãs imigrantes e refugiados, já estão dando sua contribuição.

Que Nossa Senhora Aparecida interceda junto a Deus por todos/as a fim de que nos empenhemos firmemente nessa missão de “acolher, proteger, promover e integrar” nossos irmãos e irmãs imigrantes e refugiados em nossa pátria.

Dom Enemésio Lazzaris
Bispo de Balsas (MA)
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano/CNBB

Memória de Maria, Mãe da Igreja, será celebra todos os anos na Segunda-feira depois de Pentecostes. Com um Decreto publicado este sábado, 03 de março, pela Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, o Papa Francisco determinou a inscrição da Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” no Calendário Romano Geral. Esta memória será celebrada todos os anos na Segunda-feira depois de Pentecostes.papa.aparecida 1200x762 c

O motivo da celebração está brevemente descrito no Decreto “Ecclesia Mater”: favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana.

“Esta celebração ajudará a lembrar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos”, lê-se ainda no Decreto, assinado pelo Prefeito do Dicastério, o Card. Robert Sarah.

Em anexo ao decreto, foram apresentados, em latim, os respectivos textos litúrgicos, para a Missa, o Ofício Divino e para o Martirológio Romano. As Conferências Episcopais providenciarão a tradução e aprovação dos textos, que depois de confirmados, serão publicados nos livros litúrgicos da sua jurisdição.

De acordo com o Decreto, onde a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, por norma do direito particular aprovado, já se celebra num dia diferente com grau litúrgico mais elevado, pode continuar a ser celebrada desse modo.

A importância do mistério

“Considerando a importância do mistério da maternidade espiritual de Maria, que na espera do Espírito no Pentecostes (cf. Act 1, 14), nunca mais parou de ocupar-se e de curar maternalmente da Igreja peregrina no tempo, o Papa Francisco estabeleceu que na Segunda-feira depois do Pentecostes, a Memória de Maria Mãe da Igreja seja obrigatória para toda a Igreja de Rito Romano”, comentou o Card. Sarah.

“O desejo é que esta celebração, agora para toda a Igreja, recorde a todos os discípulos de Cristo que, se queremos crescer e enchermo-nos do amor de Deus, é preciso enraizar a nossa vida sobre três realidades: na Cruz, na Hóstia e na Virgem – Crux, Hostia et Virgo. Estes são os três mistérios que Deus deu ao mundo para estruturar, fecundar, santificar a nossa vida interior e para nos conduzir a Jesus Cristo. São três mistérios a contemplar no silêncio.”


Leia o decreto:

Decreto sobre a Memória de Maria, Mãe da Igreja
Com o Decreto “Ecclesia Mater”, publicado em 03 de março, Papa determina a inscrição da Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” no Calendário Romano Geral.

DECRETO
Sobre a celebração
da bem-aventurada Virgem Maria,
Mãe da Igreja
no Calendário Romano Geral

A feliz veneração em honra à Mãe de Deus da Igreja contemporânea, à luz das reflexões sobre o mistério de Cristo e sobre a sua própria natureza, não poderia esquecer aquela figura de Mulher (cf. Gal. 4,4), a Virgem Maria, que é Mãe de Cristo e com Ele Mãe da Igreja.

De certa forma, este facto, já estava presente no modo próprio do sentir eclesial a partir das palavras premonitórias de Santo Agostinho e de São Leão Magno. De facto, o primeiro diz que Maria é a mãe dos membros de Cristo porque cooperou, com a sua caridade, ao renascimento dos fiéis na Igreja. O segundo, diz que o nascimento da Cabeça é, também, o nascimento do Corpo, o que indica que Maria é, ao mesmo tempo, mãe de Cristo, Filho de Deus, e mãe dos membros do seu corpo místico, isto é, da Igreja. Estas considerações derivam da maternidade divina de Maria e da sua íntima união à obra do Redentor, que culminou na hora da cruz.

A Mãe, que estava junto à cruz (cf. Jo 19, 25), aceitou o testamento do amor do seu Filho e acolheu todos os homens, personificado no discípulo amado, como filhos a regenerar à vida divina, tornando-se a amorosa Mãe da Igreja, que Cristo gerou na cruz, dando o Espírito. Por sua vez, no discípulo amado, Cristo elegeu todos os discípulos como herdeiros do seu amor para com a Mãe, confiando-a a eles para que estes a acolhessem com amor filial.

Dedicada guia da Igreja nascente, Maria iniciou, portanto, a própria missão materna já no cenáculo, rezando com os Apóstolos na expectativa da vinda do Espírito Santo (cf. Act 1, 14). Ao longo dos séculos, por este modo de sentir, a piedade cristã honrou Maria com os títulos, de certo modo equivalentes, de Mãe dos discípulos, dos fiéis, dos crentes, de todos aqueles que renascem em Cristo e, também, “Mãe da Igreja”, como aparece nos textos dos autores espirituais assim como nos do magistério de Bento XIV e Leão XIII.

Assim, resulta claramente, sobre qual fundamento o beato papa Paulo VI, a 21 de Novembro de 1964, por ocasião do encerramento da terça sessão do Concílio Vaticano II, declarou a bem-aventurada Virgem Maria “Mãe da Igreja, isto é, de todo o Povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores, que lhe chamam Mãe amorosíssima” e estabeleceu que “com este título suavíssimo seja a Mãe de Deus doravante honrada e invocada por todo o povo cristão”.

A Sé Apostólica, por ocasião do Ano Santo da Reconciliação (1975), propôs uma missa votiva em honra de Santa Maria, Mãe da Igreja, que foi inserida no Missal Romano. A mesma deu a possibilidade de acrescentar a invocação deste título na Ladaínha Lauretana (1980), e publicou outros formulários na Colectânea de Missas da Virgem Santa Maria (1986). Para algumas nações e famílias religiosas que pediram, concedeu a possibilidade de acrescentar esta celebração no seu Calendário particular.

O Sumo Pontífice Francisco, considerando atentamente quanto a promoção desta devoção possa favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana, estabeleceu que esta memória da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja inscrita no Calendário Romano na Segunda-feira depois do Pentecostes, e que seja celebrada todos os anos.

Esta celebração ajudará a lembrar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos.

Esta memória deverá, pois aparecer, em todos os Calendário e Livros Litúrgicos para a celebração da Missa e da Liturgia das Horas. Os respectivos textos litúrgicos são apresentados em anexo a este decreto, e a sua tradução, aprovada pelas Conferências Episcopais, serão publicados depois da confirmação por parte deste Dicastério.

Onde a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, por norma do direito particular aprovado, já se celebra num dia diferente com grau litúrgico mais elevado, pode continuar a ser celebrada desse modo.

Nada obste em contrário.

Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos,11 de Fevereiro de 2018, memória da bem-aventurada Virgem Maria de Lurdes.

Roberto Card. Sarah
Prefeito

Artur ROCHE
Arcebispo Secretário

A Prefeitura de Sobral, por meio da Secretaria da Educação, em parceria com o Governo do Estado do Ceará, dará início às atividades do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) nas escolas municipais. As aulas inaugurais serão realizadas de 6 a 8 de março nas escolas: Escola Gerardo Rodrigues (06/03), às 16h; Escola Yedda Frota (07/03), às 10h; e Mocinha Rodrigues (08/03), às 15h.

Com o objetivo de prevenir o uso indevido de drogas entre crianças em idade escolar, o Proerd é ministrado durante 15 semana por um policial militar fardado, treinado e capacitado com lições de valorização da vida, contribuindo, assim, para o fortalecimento de uma cultura de paz e a construção de uma sociedade mais saudável e feliz.


Serão beneficiados mais de 1200 estudantes das Escolas Professor Gerardo Rodrigues de Albuquerque, Escola Mocinha Rodrigues e Escola Maria Yêdda Félix Frota Mont'Alverne, que estão localizadas no território do Ceará Pacífico em Sobral.

A violência atingiu níveis tão alarmantes que o tema foi escolhido pela Igreja Católica para a Campanha da Fraternidade deste ano. Com o tema "Fraternidade e superação da violência" e o lema "Em Cristo somos todos irmãos", a Campanha da Fraternidade foi lançada nas paróquias e dioceses do Brasil. No domingo, 04, o evento ocorreu no Centro Arquidiocesano de Pastoral de Sorocaba, com a participação do arcebispo metropolitano de Sorocaba, Dom Julio Endi Akamine.

Dom Julio explicou que o lançamento da Campanha aconteceu neste sábado e sua abertura se dará na Quarta-feira de Cinzas, após o Carnaval. Segundo ele, o auge da Campanha acontece nos 40 dias entre a Quarta-feira de Cinzas e o Sábado de Aleluia, véspera do Domingo de Páscoa, mas ela é desenvolvida ao longo de todo o ano. Ontem, ele apresentou o texto-base da iniciativa e os subsídios que devem nortear o trabalho dos diversos grupos envolvidos nas ações dos paroquianos.

Em discurso aos fiéis que compareceram no Centro Arquidiocesano de Pastoral, Dom Julio afirmou que a nação como sociedade politicamente organizada tem que se amparar nos pilares de instauração da Justiça, promoção do bem comum e participação de todos.

Também abordou a frequente violência virtual existente nas redes socias com proliferação de fake news, mensagens deturpadas e manifestações de ódio entre pessoas. "As redes socias aproximam aqueles que estão longe e separam os que estão perto", comparou.

Reconhecendo que há comentários nas redes socias que são "terríveis", lembrou que quando isso acontece entre as pessoas, a situação de conflito passa do virtual para o real e um deleta o outro. E alertou: "Nas relações virtuais você pode deletar (pessoas), mas nas relações reais você pode deletar as pessoas?"

Justiça restaurativa

Dom Julio pregou a necessidade de a sociedade praticar a "justiça restaurativa", que inclui a punição de acordo com as leis mas que acrescenta a característica de aproximar o agressor da vítima. Nesse caso, explicou, a vítima tem a oportunidade de expressar a sua dor e o dano causado, e o agressor tem a chance de tomar consciência do prejuízo que provocou.

"Expressar a dor (da vítima), mas também chegar ao perdão", recomendou. Quanto ao agressor, avaliou, a consciência de que praticou um mal também causa dor e a expectativa é de que isso o estimula a restaurar de alguma forma o que fez: "Isso faz parte do processo de restaurar pessoas."

Desse modo, acrescentou, o agressor é visto "não somente como alguém a ser punido, mas alguém que restaura a sua dignidade, é isso o que supera a violência".

Ser fraterno

Confrontado com casos de violência como tiroteios, assaltos e massacres em penitenciárias, notadamente em regiões brasileiras como Ceará, Rio e São Paulo, Dom Julio declarou que esses fatos são a constatação "evidente" de que a violência tem crescido na sociedade. Ele afirmou que combater a violência não deve ser medida tomada somente com os tradicionais mecanismos das leis, das polícias, das punições, mas principalmente pela atitude de "viver a fraternidade" nas relações humanas.

E ter fraternidade, na sua análise, é "ver o outro como o irmão que tem dignidade e que deve ser respeitado". E decretou: "A violência não corresponde à verdade do ser humano."

O Papa Francisco recebeu, nesta segunda-feira (5), o presidente da Turquia, Recep Erdogan. O encontro despertou atenção internacional, entre outros motivos, por causa do clima tenso que havia entre eles.

O presidente da Turquia atravessou a capital italiana, isolada e vigiada por 3.500 policiais. Chegou atrasado ao Vaticano. A conversa com o Papa Francisco durou mais do que o previsto.

Apesar das diferenças de pontos de vista entre eles, existe um desejo comum: que a crise no Oriente Médio seja resolvida com a criação do estado da Palestina e que Jerusalém seja capital dos dois estados e não apenas de Israel.

A poucos metros dali, manifestantes curdos que vivem na Itália protestavam contra o líder turco. Foram bloqueados pela polícia de choque e impedidos de chegar até o Vaticano.

Recep Erdogan também se encontrou com o presidente italiano, Sergio Matarella, e depois com o primeiro-ministro, Paolo Gentiloni. O presidente turco foi atrás de apoio para apressar a entrada da Turquia na União Europeia. O processo está parado desde que o governo dele reprimiu com violência a suposta tentativa de golpe de estado no país.

À imprensa, Erdogan afirmou que a Turquia não pode ser punida por questões internas e que deseja ver o seu país entre os mais desenvolvidos do mundo.

Segundo a União Europeia, não haverá chances de negociação enquanto algumas questões de direitos humanos na Turquia não forem esclarecidas. Erdogan também pediu ao governo da Itália que reconheça o estado da Palestina.

Visando proporcionar mais comodidade e segurança aos estudantes, a Secretaria da Educação de Sobral fará o cadastro online dos universitários dos distritos que utilizam o transporte escolar, até dia 9 de fevereiro. Após o cadastro, cada motorista terá uma lista com os nomes dos universitários autorizados a utilizarem o transporte escolar.

No cadastro online, os estudantes deverão informar os dados solicitados, além de anexar os seguintes documentos: declaração de matrícula, RG, CPF e comprovante de endereço. Caso o comprovante de endereço não seja no nome do estudante, deverá apresentar declaração do titular e cópia do RG e CPF. Saiba mais: (88) 3611-5576.

- Faça seu cadastro, clicando AQUI.
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