Segunda, 03 Dezembro 2018 14:11

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência é comemorado hoje

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Data tem o objetivo de conscientizar população sobre deficiência física ou mental Nesta segunda-feira, 3, é comemorado internacionalmente o Dia da Pessoa com Deficiência. A data foi criada em 1992, na Assembleia Geral das Nações Unidas, e tem o objetivo de informar a população sobre os assuntos relacionados à deficiência física ou mental, conscientizando sobre a importância da inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. De acordo com o último Censo do IBGE, há 45,6 milhões de pessoas no Brasil com alguma deficiência. São muitas as iniciativas em prol das pessoas com deficiência, neste dia. A Associação dos Deficientes Físicos de Lorena (Adefil), cidade do interior de São Paulo, promove, na praça Arnolfo de Azevedo, nesta segunda-feira, 3, um dia inteiro de atividades e apresentações, juntamente com a Apae e o Coral de Libras. Andreza Guimarães é uma das coordenadoras da Adefil e explica que o evento, que tem o nome Virada Inclusiva, levará a população a refletir sobre o tema. “Teremos além das atividades, algumas vivências, em que as pessoas poderão vivenciar o que os deficientes vivem, como fazer a experiência de andar de cadeira de rodas, usar muletas, e também fazer atividades sensoriais”. A entidade atua há 30 anos na cidade de Lorena e realiza, além de reabilitação física e psicossocial dos assistidos, o resgate da cidadania, através da socialização. Ao todo, são mais de 250 assistidos. “Temos na Adefil atendimento de fisioterapia, psicologia, assistência social, ortopedia, fonoaudiologia e arteterapia. Além disso, contamos com transporte adaptado para pegar os pacientes em casa, ou atendemos a domicílio quando necessário. Fazemos também ponte com empresas que, pela lei de cotas, contratam os assistidos, através de nosso banco de currículos”. A coordenadora acredita na importância de se comemorar a data, na busca por uma maior conscientização da sociedade. “O Brasil têm avançado, especialmente em termos de políticas públicas em relação às pessoas com deficiência, mas ainda há muito a fazer. Há ainda a necessidade de mais informação e conscientização, pois muitos ignoram o segmento da pessoa com deficiência”. Experiência Renata Ribeiro, psicóloga e cadeirante./ Foto: Arquivo Pessoal A psicóloga Renata Ribeiro ficou paraplégica em 2000, após um acidente grave de carro. “Tive uma lesão gravíssima na coluna que me deixou com os membros inferiores paralisados e eu passei a fazer uso da cadeira de rodas para me locomover. No início tive sentimentos ambíguos, pois me deparei com um mundo preconceituoso, olhares de exclusão, discriminação e afastamento de pessoas “queridas”. Ao mesmo tempo, pude tocar no lado bom de muitas outras pessoas, gestos de generosidade e acolhimento”. Para Renata, os direitos das pessoas com deficiência ainda não são atendidos como deveriam. “Na teoria é uma benção, mas na prática muitas coisas não funcionam. O direito básico é o de ir e vir e até isso muitas vezes não nos é dado. Há um desrespeito, e muitas vezes nos sentimos desprotegidos”. Ao ser perguntada sobre o que ainda falta, Renata diz que sonha com uma sociedade mais atenta às pessoas nesta condição. “É preciso ter mais conscientização, mais respeito e olhar para o ser humano com um olhar de acolhimento e não de preconceito. Se colocar no lugar, oferecer ajuda, lutar pelos direitos deste grupo, ter mais acessibilidade, dar oportunidade de trabalho, criar locais de lazer, trabalho adaptado onde as pessoas com necessidades especiais não se sintam expostas e agredidas internamente e psicologicamente. É um mundo diferente. É tudo muito difícil física, emocional e financeiramente. Ser incluído não é nada fácil e é preciso fé, garra e perseverança”. Fonte: Canção Nova
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