Segunda, 06 Agosto 2018 13:44

Pe. Ibiapina: sobralense apóstolo do Nordeste

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Paróquia do Cristo Ressuscitado está promovendo uma semana em honra ao Servo de Deus Pe. Ibiapina. Neste sábado, 4, a paróquia programou uma ação social de 8h às 12h com profissionais da Saúde, jurídicos e de cidadania

Conhecido como o “apóstolo do Nordeste”, Pe. Ibiapina nasceu na fazenda Morro do Jaibara, em Sobral, no dia 5 de agosto de 1806. Em seu período como missionário, empreendeu diversas viagens em um infatigável trabalho apostólico que contemplou vários estados: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba. Antes de ser sacerdote, Pe. Ibiapina atuou como advogado, renomado juiz de direito e chefe de polícia. Após sua atuação como magistrado, foi eleito deputado, o mais votado à assembléia da nação, na legislatura de 1834-1837; defendeu, no parlamento, a causa dos pobres e dos explorados. Neste ano, em celebração aos 212 anos de nascimento de Pe. Ibiapina, a Paróquia do Cristo Ressuscitado está promovendo uma semana em honra ao Servo de Deus.
A programação na Paróquia teve início na quinta-feira, 2, com o 1º dia do Tríduo às 17h30. Na sexta-feira, 3, a celebração do segundo dia do tríduo às 17h30 foi seguida pela Exposição Padre Ibiapina a partir das 18h. Neste sábado, 4, a paróquia programou uma ação social de 8h às 12h com profissionais da Saúde, setores jurídicos e de cidadania. A missa do terceiro dia do tríduo será às 19h. No domingo, 5, haverá Ofício de Nossa Senhora às 6h com Legião de Maria. O terço da misericórdia e a Adoração ao Santíssimo estarão na programação das 15 às 18h. O encerramento será com Santa Missa às 19h.
Pe. Ibiapina recebeu, no batismo, o nome de José Antonio Pereira Ibiapina. Foi o terceiro filho de um casal pobre, o senhor Francisco Miguel Pereira e dona Teresa de Jesus. Matriculou-se no curso jurídico, formando-se na 1ª turma de Olinda em 1832. No ano seguinte foi nomeado Juiz de Direito e chefe de polícia em Quixeramobim, no Ceará. Também foi eleito deputado de 1834 e 1837, lutando a favor dos pobres. Deixando a carreira política, dedicou-se à advocacia, revelando-se um brilhante advogado, patrocinando, sobretudo, as causas mais difíceis de pessoas desamparadas.

Vocação sacerdotal
Ibiapina, no entanto, só chegou a abraçar a sua verdadeira vocação quando completou 47 anos de idade, ao ordenar-se sacerdote, no dia 26 de julho de 1853. Como padre, trocou o seu sobre nome de Pereira pelo de Maria, em homenagem à Mãe de Jesus, passando a ser chamar Padre José Antônio Maria Ibiapina. Contam os biógrafos que Nossa Senhora apareceu a Padre Ibiapina na extremidade da vida, como tem feito aos Santos.
Missionário itinerante, pensou à frente do seu tempo, atravessou séculos, previu mudanças sociais que se fariam necessárias para construir um futuro humano e cristão para as populações que viriam. Foi assim que decidiu viver junto ao povo, partilhar suas carências e limitações, e resolver, coletivamente, as situações que afligiam as comunidades rurais.
Durante 28 anos, entre 1855 e 1883, Padre Ibiapina realizou missões populares, organizou o povo, reconciliou os ânimos, levantou hospitais, construiu açudes, edificou cemitérios e, sobretudo, ergueu e instituiu as suas famosas casas de caridade. A região percorrida mede 601.758 km 7,07% do território total do Brasil (território maior do que o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná correspondendo a uma área maior do que Portugal, Itália, Alemanha, Holanda, e Bélgica, juntos). Devido as suas viagens missionárias o comparam com os grandes missionários da igreja, como: São Paulo, Santo Antônio de Pádua, São Francisco Xavier
Sua morte ocorreu numa segunda-feira. 19 de Fevereiro de 1883, às 18h, na sua pequena residência, em Santa Fé (Solânea-Pb), onde está o seu túmulo, visitado por uma imensa multidão de fiéis, de modo especial todos os dias 19 de cada mês.

Ações concretas
Em suas andanças, realizou ações concretas com as populações e levou o povo a confiar em sua própria capacidade de agir e participar. Por onde passava, deixou seu testemunho em obras concretas. Em mutirão, fez 22 Casas de caridade, construiu hospitais, cemitérios, igrejas e capelas. Nas regiões secas, fez açudes para aliviar a sede de populações inteiras.
Na terrível seca de 1877, foram registradas as seguintes palavras do Padre Ibiapina: “Enquanto tivermos água, haverá para todos, Quando não houver mais, morreremos de sede com eles todos.” (Com informações do livro Memória do Padre Ibiapina – O Santo de Santa Fé elaborado pela Diocese de Guarabira/PB)

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