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Sexta, 30 Setembro 2011 00:00

1º Bispo de Sobral: Dom José

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O primeiro bispo de Sobral foi D. José Tupinambá da Frota. Filho de Manuel Artur da Frota e Raimunda Artemísia Rodrigues Lima, nasceu em Sobral, no dia 10 de setembro de 1882. Fez os estudos primários na cidade natal, vindo a concluir o curso secundário no seminário de Salvador.

Em Roma fez os cursos de Filosofia e Teologia, sempre com brilhantismo. De lá voltou Doutor nessas duas matérias. Na Cidade Eterna foi ordenado padre, no dia 29 de outubro de 1905. Em 1906, ao voltar ao Brasil, trabalhou inicialmente em Sobral, ajudando o Pe Diogo, seu tio, nos afazeres paroquiais. Em 1907, atendendo o convite de D. José de Camargo Barros, lecionou Teologia Dogmática, Ética e Liturgia no Seminário da Ipiranga, em São Paulo. Em 1908, foi nomeado por D. Joaquim, vigário da Paróquia de Sobral, onde fixou residência.

Durante os oito anos em que esteve à frente desta paróquia, deu provas de seu dinamismo empreendedor, raro talento administrativo e admirável piedade pastoral: melhorou e embelezou a Matriz, estruturou a catequese, deu nova vida às associações religiosas, dignificou os atos litúrgicos e fundou um dispensário, dedicando-se aos pobres e enfermos.

Com a criação da Diocese de Sobral, em 10 de novembro de 1915, pelo Papa Bento XV, foi nomeado como seu primeiro bispo. Sua sagração episcopal teve lugar na Bahia no dia 29 de junho de 1916, aos 33 anos de idade, por D. Jerônimo Thomé da Silva, arcebispo primaz da Bahia. Sua posse nesta diocese se deu no dia 22 de julho do mesmo ano. Em seu longo episcopado foi considerado, pelo conjunto de sua obra eclesial, política, cultural e administrativa, o segundo fundador de Sobral. Quis fazer de sua cidade uma nova Roma, equipando-a de aparato multiforme, constituído pelo Seminário São José, na Betânia, os colégios Sant’Ana e Sobralense, a Santa Casa de Misericórdia, o jornal Correio da Semana, o Abrigo Sagrado Coração de Jesus, o Banco Popular e o Museu Diocesano. Ortodoxo, de moral ilibada, nunca descurou do seu rebanho, dedicando-se com desvelo à sua missão. Foi o maior benfeitor da cidade de Sobral. Durante 51 anos, dos quais 8 como vigário e 43 como bispo, foi o chefe, o líder, o pai espiritual da comunidade sobralense.

Escreveu e publicou dois livros: “História de Sobral” e “Traços biográficos de Manuel Artur da Frota”. Faleceu no dia 25 de setembro de 1959, aos 77 anos de idade. Foi sepultado no pavimento da Capela do Santíssimo, na Catedral, a seu pedido, sob um epitáfio esculpido em mármore, com essas palavras: “Ad pedes Domini pie requiescat”. Seu lema: “Opportet illum regnare”.

Ler 8253 vezes Última modificação em Segunda, 24 Novembro 2014 15:05