Segunda, 09 Julho 2018 09:56

Sobral é uma das 150 cidades mais desenvolvidas do País, aponta estudo

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Educação e saúde do município são considerados de alto desenvolvimento. além de Sobral outros destaques na Região Norte são Jijoca de Jericoacoara em 6º lugar, Frecheirinha em 7º, Tianguá em 8º e Varjota em 9º no Estado

Saúde, educação, além de emprego e renda são as três principais áreas que definem os níveis de desenvolvimento de um município. Levando em conta os quesitos, Sobral é avaliada como a segunda cidade mais desenvolvida do Ceará, atrás de Eusébio, e na 146º colocação entre todos os municípios brasileiros. Os dados são do Índice de Desenvolvimento Municipal (IFDM) da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) que traz números relativos a 2016.

O índice geral de Sobral ficou em 0,8355, com educação e saúde considerados de alto desenvolvimento, enquanto emprego e renda de desenvolvimento moderado. Houve um avanço em relação a 2015, quando Sobral ocupava a 3ª posição estadual (atrás de São Gonçalo do Amarante e Eusébio) e 272º colocado nacional. Na pesquisa atual, além de Sobral outros destaques na Região Norte são Jijoca de Jericoacoara em 6º lugar, Frecheirinha em 7º, Tianguá em 8º e Varjota em 9º no Estado.

“Temos uma educação de referência nacional e uma saúde com uma média superior a do estado. Em relação ao emprego e renda, estamos em uma curva sempre ascendente”, ressalta o secretário do Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Sobral, Inácio Ribeiro. Ele destaca que foram cerca de mil novos postos de trabalho em 2017. De acordo com o secretário, o crescimento no desenvolvimento de Sobral também é responsável por alavancar as outras cidades da Região Norte. “É um processo que acaba influenciando e contagiando outros municípios da Região”, diz lembrando que postos de trabalho gerados beneficiam moradores de cidades vizinhas.

De acordo com Inácio, como Sobral é sede de uma Região Metropolitana, as ações também são pensada a nível regional voltadas aos setores primário, secundário e terciário da economia. O secretário ressaltou a vocação industrial da cidade, que é polo calçadista e atrai negócios alimentícios, de vestuário, além de produção de insumos como cerâmica, cimento e granito.

Nacional

Na média nacional, os municípios apresentam um recuo no desenvolvimento em três anos, ficando abaixo do patamar de 2013, de acordo com a Firjan. A crise econômica que atinge o Brasil reflete sobretudo o fechamento de postos formais de trabalho e a menor evolução nas áreas de Educação e Saúde em 10 anos.

O IFDM Brasil atingiu patamar moderado, com 0,6678 pontos. A vertente Emprego & Renda (E&R) puxou o índice para baixo, ao atingir apenas 0,4664 ponto, o segundo pior da série histórica, atrás apenas de 2015. O motivo foi o fechamento de vagas (quase 3 milhões a menos em 2015 e 2016) em mais da metade dos municípios brasileiros. Já a renda média registrou crescimento, em função da política de aumentos do salário mínimo, acima da inflação.

“De modo geral, a melhora do IFDM passa por uma política macroeconômica que favoreça a geração de empregos no país. Do contrário, pode inclusive se reverter em queda nas vertentes Educação e Saúde”, analisa Jonathas Goulart, coordenador de Estudos Econômicos da Federação. Segundo suas projeções, o IFDM E&R corre o risco de retornar ao patamar de 2013 somente em 2027, caso a evolução do indicador seja de 1,5% ao ano, que foi a melhor média de crescimento da série histórica, entre 2009 e 2013.

Norte e Nordeste registraram avanços, mas não a ponto de mudar o quadro de desigualdade regional do Brasil. Juntos, concentraram 96% dos municípios menos desenvolvidos. Entretanto, a proporção de cidades do Nordeste entre os 500 menores IFDMs caiu de 79,4%, em 2006, para 68%, em 2016, enquanto os do Norte saltaram de 16,6% para 28,4%, no mesmo período. (Com informações da Firjan)

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