Buscas por sobreviventes de prédio que desabou em Fortaleza entram no segundo dia; oito pessoas continuam desaparecidas

As buscas por desaparecidos continuavam na manhã desta quarta-feira (16) na área de escombros do Edifício Andrea, que desabou nesta terça no Bairro Dionísio Torres, área nobre de Fortaleza.

Até pouco antes das 7h, havia oito desaparecidos, de acordo com o governador do Ceará, Camilo Santana. Outras nove vítimas foram resgatadas com vida, segundo o Corpo de Bombeiros. No fim da noite de terça, foi confirmada a primeira morte em decorrência do desabamento.

O Governo do Estado do Ceará e a Prefeitura Municipal de Fortaleza informaram, por meio de nota, que o resgate às vítimas do desabamento do edifício se mantém ininterrupto desde o início dos trabalhos. Autoridades do estado e do município estimam que havia 18 pessoas no prédio no momento do desabamento.

Durante a madrugada desta quarta-feira, os bombeiros iniciaram a retirada dos entulhos decorrentes do desabamento do Edifício Andrea. Caminhões estão sendo usados para o transporte dos escombros. Os bombeiros estimam que os trabalhos de buscas pelos desaparecidos pode durar até três dias.

O governador Camilo Santana afirmou, por volta das 18h, desta terça-feira que não havia até aquele momento confirmação de nenhuma morte. A informação foi passada a ele pelo comandante do Corpo de Bombeiros do Ceará, Eduardo Holanda.

Mais cedo, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS/CE) e os bombeiros haviam informado que uma pessoa tinha morrido no desabamento. Não foi esclarecida a razão da divergência. A primeira morte veio a ser confirmada somente por volta das 23h55.

O que se sabe até agora
Edifício Andrea desabou às 10h28
Ao menos nove pessoas foram resgatadas com vida
Ruas no entorno do edifício foram bloqueadas
O prédio ficava no cruzamento na Rua Tibúrcio Cavalcante com Rua Tomás Acioli
O edifício ficava a cerca de 3 quilômetros da Praia de Iracema, região turística da capital cearense

Os feridos já identificados
Até a última atualização desta reportagem, havia detalhes apenas sobre cinco dos nove feridos resgatados:

Fernando Marques, de 20 anos – foi o primeiro resgatado com vida dos escombros; deu entrada com ferimentos no Instituto Doutor José Frota (IJF), hospital público de Fortaleza
Antônia Peixoto Coelho, de 72 anos – estado de saúde considerado grave
Cleide Maria da Cruz Carvalho, de 60 anos – deu entrada no hospital com ferimentos no corpo, mas o quadro é estável
Davi Sampaio, de 22 anos – o estudante de arquitetura sofreu escoriações e foi levado à Otoclinica (clínica particular de Fortaleza); ele enviou uma selfie a familiares enquanto estava sob os escombros (clique aqui para ler a história)
Gilson Gomes, de 53 anos – resgatado de um pequeno comércio ao lado do prédio
Pedestres se feriram
Pedestres que passavam pelo local no momento do desabamento do prédio tiveram ferimentos e foram encaminhados a clínicas próximas ao prédio.

“Eu estava em casa. […] Ouvi um barulho forte, como se fosse uma batida de caminhão, coisa do tipo. Em seguida ouvi um barulho desencadeado. Eu disse: ‘Não! Caiu alguma coisa, desabou alguma coisa. Olhei pela janela e vi poeira muito forte e gente correndo”, disse Mário Ferreira, morador da região.
Segundo o vigilante Vando Pereira, que estava em frente ao local, os destroços do prédio ficaram espalhados por toda a rua. Houve correria na hora do desabamento.

“Conseguimos sair correndo eu estava sentado. É muito tranquilo aqui. Minha rotina é sempre muito tranquila, pois tem mais é idoso no prédio. Eu vi só os estragos caindo tudo, pois estava mesmo debaixo. Foi muito rápido. Rápido demais. Não sei nem como estou aqui”, disse o vigilante.

Entre os feridos está o estudante de arquitetura Davi Sampaio, que enviou uma selfie aos familiares enquanto estava preso sob os escombros do prédio que desabou em Fortaleza na terça-feira (15). A imagem foi enviada a um grupo da família do estudante no WhatsApp. Morador do primeiro andar, Davi foi a oitava pessoa resgatada com vida.

Construção irregular
A Prefeitura de Fortaleza afirmou que o prédio foi construído de maneira irregular. Segundo a prefeitura, até 1995 havia uma casa no lugar do Edifício Andrea, na Rua Tibúrcio Cavalcante. O primeiro imóvel foi erguido na década de 1970.

A administração municipal informou ainda que a construção irregular dos sete pavimentos é o motivo pelo qual não há registros oficiais do prédio.

FONTE: G1

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